Capitulo 4 - Tensão

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Tensão
𝘴𝘶𝘣𝘴𝘵𝘢𝘯𝘵𝘪𝘷𝘰 𝘧𝘦𝘮𝘪𝘯𝘪𝘯𝘰

1. qualidade, condição ou estado do que é ou está tenso.
2. estado do que ameaça a romper.

NARRADOR

Webber não podia crer. Estava com uma criança que havia acabado de completar a maioridade. Sorriu minimamente e olhou para suas mãos em um aperto. A mão de Zoe era pequena se comparada a sua, branca como a lã de um inocente cordeirinho.

𝘐𝘯𝘰𝘤𝘦𝘯𝘵𝘦.

𝘊𝘰𝘳𝘥𝘦𝘪𝘳𝘪𝘯𝘩𝘰.

- Oh porra, preciso de um cigarro! - exclamou enquanto andava pra longe da menina, ela precisa de ar e de certa forma a jovem com bochechas cheias e vermelhas a distraia. Tirou um cigarro do seu pacote de Malboro¹, acendeu e seus pulmões se esvaziaram, soltando todo ar que nem se quer sabia que prendia. Zoe assistia a fumaça sair de sua boca pintada com um batom vermelho quente, era hipnotizante... Ela parecia tão intocável, tão diferente de si mesma. Zoe admirava isso, mesmo que não tenha nem sequer passado 24 horas com a mulher. Ela admirava, e buscava por mais.

- Que os jogos comecem! - a voz de Eleanor tirou Zoe de seus pensamentos, fazendo a jovem engolir em seco.

- Do que está falando? - A mulher mais velha sorria maliciosa, não era considerada a melhor a toa, tinha todo um histórico, era muito criativa quando se tratava de sexo.

- Está vendo essa garrafa de Tequila? - a menina concordou - Muito bem! Vou te fazer perguntas, e a cada respostas positivas sua, um shoot e uma de suas peças de roupa se vai, entendeu? - a voz sensual de Eleanor tirava Zoe de órbita. A menina já respirava com dificuldade, seus lábios entreabertos, facilitando a entrada de ar.

- Q-que perguntas? Sobre o que? - o tom de voz da menina despertou algo em Eleanor, causando um impulso de sua parte. Se aproximou do seu cordeirinho, passando seu nariz por todo comprimento do pescoço, depositou um beijo ali

- Sobre as coisas suja que eu quero fazer com você. - Zoe estava estática, "o que é isso?" Pensava consigo. Estava ofegante, não sabia onde por aos mãos e sentia um aperto em seu ventre

- A-ah, entendi... - o olhar perdido da garota confirmava aquilo que Eleonor já sabia, iria ser divertido ter alguém pra ensinar.

Depois que Eleanor se afastou, encheu os copos e entregou-os a Zoe. Gostou do cheiro  da jovem menina, lembrava as uvas que comia nas vinculas do seu avô, lembrava sua infância, porém, não iria admitir isso a ninguém.

- Então, Zoe... Gostou do eu fiz com você? Do que fiz você sentir? De sentir meu nariz e minha boca em seu pescoço? - a mais velha foi se aproximando lentamente, tal como uma cobra que se aproxima para dar o bote em sua presa.

- Sim, eu nunca senti nada parecido - Eleanor sorriu satisfeita - Mas e você? Também gostou do que fez comigo? - oh, aquilo pegou a morena de surpresa, fazendo a engolir seco. O seu cordeirinho era muito mais interessante, o tom inocente com o qual Zoe insistia em proferir a enloquecia, a deixava louca para provar as concupiscências do mal.

- Oh! Foi considerável, meu bem! Então acho que nós duas vamos ter que tirar a roupa aqui. - aproximou-se de seu rosto ficando a um palmo do mesmo, inevitavelmente, seus olhos caíram em sua boca, que eram de um vermelho natural, assemelhando-se a um morango suculento, onde a vontade de provar todo suco que ali havia prevalecia. - Abra a boca, Zoe... Vou te beijar agora. - a ordem da mulher foi bem acatada, assim que feito, a mão de Eleanor foi de encontro a nuca da jovem de olhos cianicos, o encostar de lábios foi mais intenso do que esperado. Zoe estava tremula, percebendo isso, a mulher tomou a frente novamente, empurrando o seu cordeirinho para se deitar no sofá, tomando seu lugar dominante, ficando por cima e prendendo o pulso da linda Zoe em cima de sua cabeça. Não estava pensando. Estava sendo totalmente levada por seus instintos mais primitivos.

- Ponha a língua pra fora, querida! Vou te ensinar a usá-la - disse Eleanor já introduzindo a língua não dando tempo para a jovem pensar, e realmente! Não era possível pensar. Zoe não sabia explicar... Como era possível? Seu coração batia feito louco em seu peito, ao mesmo tempo sua mente estava em branco. Ela iria morrer? Era isso?

Assim que as bocas se afastaram, um fio de saliva acompanhava. Eleanor desamarrou seu robe, ficando somente de calcinha em cima da jovem - Levante os braços, meu bem! Vou tirar para você. - A excitação de Eleanor era palpável, mas como não ficar com uma coisinha tão deliciosa como aquela em sua frente?

Quando tirou a blusa pólo de seu cordeirinho, viu um sutiã branco cobrindo seios cheios, considerando o tamanho da jovem.

- Gostou, cordeirinho? - a voz já era mais necessitada. A tensão entre as duas foi surpreendentemente deliciosa e Eleanor adorava surpresas.

- Uhum... - Zoe, estava mais preocupada em apreciar os seios medianos da mulher mais velha, mas sua atenção foi retomada quando sentiu um aperto forte em seu pescoço impedindo a passagem de ar

- Eu não gosto de respostas vagas! Tenho certeza de que mereço mais do que um simples "Uhum". Gostou, cordeirinho? - perguntou novamente, com a mão apertando o pescoço leitoso da jovem. Era nítido sua perda de controle.

- Sim, gostei muito! - disse a menina com dificuldade, a mão de Eleanor deixou de apertar fortemente o local, porém continuava em posição. A morena riu de forma lasciva e passou a língua entre os lábios

-Bom, sendo assim... Vamos tirar mais desses panos inúteis, hum - Zoe não sabia, mas de alguma forma, despertou um lado completamente obscuro da morena. O que fazer quando um cordeirinho indefeso está preso com um lobo faminto?

¹ Malboro - Marca de cigarro

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