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"É tão doce, saber que você me ama
Embora não precisemos dizer isso um ao outro, doce"
A quantidade de maços de cigarros já tragada pela mulher, é incontável. Sua mente estava longe, ela não sabia exatamente quando e como parar.
Zoe. Uma cliente qualquer que se tornou algo. Mas o que? Se questionava.
A menina a ligara diversas vezes durante a semana, mas ela não atendeu uma única vez. Com o olhar perdido e preso na parede de cor marfim, Eleanor suspira, trazendo suas lembranças à tona.
Cada curvas do corpo leitoso da jovem, cada detalhe dele. Os olhos amendoados tão dóceis e azuis, o formato de sua boca tão bem desenhada. Mas principalmente, a paz e a felicidade que Elle sentia quando fazia Zoe sua. Estava gravado em sua mente, em sua pele, como uma tatuagem com belos traços.
Não era para ser assim. Não era para isso ter acontecido!
Bem, isto é de fato verdade, Eleanor. Você é uma prostituta, enquanto Zoe é filha de socialites. Você vende seu corpo, sua atenção e companhia para as pessoas. Em troca se sente acolhida, desejada... Vai ser sempre assim, certo?
Daqui um tempo Zoe estará com alguém legal. Alguém que não será você. Não, nunca você!
Me diga a verdade! O que sente quando beija seus lábios? O que sente quando está com seu corpo sob ela? O que sente quando olha diretamente para o oceano de seus olhos?
Se sentiu completa? Se sentiu amada?
Seu estado é decadente. O cheiro de bebida misturada em seu hálito me mostra que você não tem se cuidado. As olheiras na pele de seus olhos, são profundas, talvez pelas noites de sonos mal dormidas com seu travesseiro de plumas de ganso, que no momento mais se assemelhavam a bigornas.
"Então você admite que nunca fui apenas um trabalho para você, não é?" A voz em forma de flerte te atingiu mais que o esperado, e a forma que você lida com isso não é novidade. Você afasta tudo aquilo que pode se tornar uma fraqueza ou te fazer ficar fora de si. Eleanor sabe bem que já está perdida, porém faltava ser verdadeira consigo mesma.
- Eleanor Webber -
Faz muito tempo que não me sinto assim. Fracassei em ser uma boa profissional, não consigo mais separar o trabalho do pessoal. Mas isso é só com ela...
Fecho os olhos. Só consigo pensar em Zoe e como ela fode com meu psicológico, joga com ele. Isso não deveria estar acontecendo! Se depender de mim, qualquer sentimento será pisoteado.
Ouço o telefone tocar e meu corpo treme, pensando ser Zoe mais uma vez. O nome da minha mãe vibra na tela, fazendo-me piscar os olhos rapidamente e limpar meus os pensamentos.
- Oi, mãe. - a forma que eu falo pode ser considerada fria por muito, mas para mim só é distante.
- Oi, querida... - algo no seu tom é dolorido, quase uma saudade. Mas não consigo acreditar.
- Por que me ligou?
Estou curiosa. Catarina sempre fora uma mulher dentro dos padrões latinos. Submissa, omissa, burra e católica. Fico surpresa que tenha tomado uma atitude que está fora da sua rotina.
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Agápe
Romance"Então?! Quer mudar sua vida finalmente?! Quer experimentar as coisas boas da vida? Me diga, Zoe! Aceita jogar comigo? - Ela sorri diabolicamente. Aceitar essa trato, seria a mesma coisa que fazer um pacto com o diabo, eu não deveria! Mas eu quero...
