Inesquecível
𝘈𝘥𝘫𝘦𝘵𝘪𝘷𝘰 𝘥𝘦 𝘥𝘰𝘪𝘴 𝘨𝘦̂𝘯𝘦𝘳𝘰𝘴
¹ Que não pode ser esquecido.
Narrador
- Bom, é difícil conciliar o trabalho, com casamento e filhos... você não entenderia.
Realmente, ela não poderia. Era uma tarde de uma segunda-feira, estava frio, e, Eleanor como uma boa profissional estava abraçada aquele porco. Ele estava suado e tinha muito mal cheiro, como se o suor tivesse sido misturado com seu perfume caro. A mulher abre os olhos e encara o relógio, rezando para que o tempo já tivesse acabado. Merda! Ainda faltavam 50 minutos. A mexicana revira os olhos. "Que patético! Pagou rios de dinheiro por 1 hora e goza em 10 minutos? Não tenho culpa da sua falta de capacidade de se segurar, seu velho gordo e imundo!"
- Não, eu entendo, querido! Você é um homem, não é mesmo? Tem suas necessidades. - Eleanor levanta e caminha até a mesa de bebidas, ela sentiria que ia enlouquecer se ficasse um segundo sóbria perto desse homem. A mulher vira o copo de whisky, como se bebesse aquilo todos os dias, e realmente bebia, quando o barulho de notificações do seu celular atrapalha os seus pensamentos; pega o seu telefone e sua pulsação aumenta, a vontade de sorrir aparece em seu corpo. Ela não imaginaria que a menina fosse entrar em contato tão cedo. Se estava frio, a latina não se lembrava mais, a pequena dose de dopamina em seu corpo, fez com que este se super aquecesse. Olhos para cama. Ótimo! O gordo estava dormindo. Levantou-se e foi para o banheiro. Se sentia ansiosa. Eleanor não sabe muito bem desde quando começou a sentir assim.
Oh, sim.
Ela lembra.
"Por favor, senhora! Por favor! Fui tão boa, para minha dona!"
Ah, como ela se lembra.
Desbloqueou o celular, entrou no aplicativo de mensagens e viu a foto da jovem. A menina vestia um jaleco branco e um óculos com uma armação redonda, seus olhos azuis se destacavam por detrás das lentes, as bochechas sempre apaixonadamente rosadas. Suspirou e riu-se. Se as duas tivessem se encontrado na época do colegial de Webber, Eleanor não teria pena de Zoe. Não que ela tivesse alguma agora. Entrou no chat de mensagens e viu uma gravação de voz. As batidas em seu peito aceleraram.
"O𝘪, 𝘢𝘲𝘶𝘪 𝘦́ 𝘢 𝘙𝘢𝘤𝘩𝘦𝘭! 𝘌 𝘢𝘪?! 𝘡𝘰𝘦 𝘦́ 𝘢 MINHA 𝘮𝘦𝘭𝘩𝘰𝘳 𝘢𝘮𝘪𝘨𝘢 𝘥𝘢 𝘷𝘪𝘥𝘢. 𝘔𝘦𝘭𝘩𝘰𝘳 𝘵𝘰𝘮𝘢𝘳 𝘤𝘰𝘯𝘵𝘢 𝘥𝘦𝘭𝘢 𝘩𝘢𝘩𝘢𝘩𝘢"
Seus olhos se mantinham estáticos na parede, a mulher sequer piscava. Sua respiração estava presa. "Que porra é essa?!" Suas mãos apertavam o celular com força, sua vontade era esmagá-lo. Elle tinha problemas em se controlar, sempre fora assim. Cada passo e mínimos detalhes eram calculados. Se algo dera errado em seus planos, com certeza, não foi por culpa sua. Ela é perfeita.
"Quem diabos é essa?"
"Por que tem tanta intimidade com Zoe?"
"Por que me sinto assim?"
A morena se perguntava a cada três segundos. O tom meloso que a garota tinha usado para se referir a Zoe como "minha" Oh, Deus... Ela precisava beber. Precisava fumar. A sensação de ter sido traída, era constante em seu peito. Ela pega a garrafa e a vira inteira em sua boca.
Quando aquela garota se tornou tão relevante?
Por que me sinto ameaçada?
"Ela disse que 𝘌𝘜 era sua dona! 𝘌𝘜!"
Eleanor estava incrivelmente fora de si. Ela nunca soube lidar muito bem com seus sentimentos, sempre sufocou os mesmo. Mas nada era como isso, nem nessa intensidade.
Ela vira mais uma vez a garrafa, gotas da bebida escorrem da sua boca até seu pescoço. A latina levanta, vai até a cama. Em passos lentos e sofregos, o álcool, certamente, já fazia efeito em seu organismo.
- Anda porco! Levanta! Deixa eu chupar esse seu pau podre! - ela subiu em cima do homem, desnudando o sexo e abocanhando o mesmo.
- A-ah- O qu-- o que está fazen-- do, Eleanor? - o homem dizia com dificuldade, seu pau estava sendo sugado com tanta força, sentia que a qualquer momento iria ser arrancado fora.
- Esquecendo!
[•••]
A água estava quente. Era agradável a sua pele. Dentro da banheira, se sentia sempre poderosa e inancansavel, agora só se sentia miserável. Ela não esqueceu. Parace que só lembrou ainda mais. Ela se lembrava do gosto da boceta de Zoe enquanto chupava o pênis sujo do velho. Era água em meio ao deserto.
Elle gostaria de entender o motivo de ser tão egoísta. Se lembra de não ter gostado de dividir a boneca loira com suas irmãs. Era loira, tinha os olhos azuis, muito parecido com os de... Zoe. A mulher respira fundo. Que merda! Ela realmente não entendia.
"Porra, Eleanor! É só mais uma cliente! Assim como todos os outros. Esqueça isso! Esqueça ela, aquela pirralha!"
Dizia isso pra si mesma. Já era o sexto cigarro que fumava em menos de una hora, um claro sinal de ansiedade. A mulher sabia disso, mas a necessidade falava mais alto.
O som das notificações de novas mensagens atinge os ouvidos de Elle novamente. Ela bufa e pega o telefone. "1 mensagem de texto de Zoe" suas mãos trêmulas abrem a caixa de mensagens e lá está:
"Olá! Acabei de chegar da faculdade. Me desculpe por Rachel, ela é, definitivamente, muito incoveniente. Gostaria de um novo encontro. Me encontre na quinta-feira, no 𝘊𝘦𝘯𝘵𝘳𝘢𝘭 𝘗𝘢𝘳𝘬, às 08:00PM, te aguardarei ansiosamente >.<"
Lágrimas enchiam os olhos da mulher mais velha. Uma sensação de puro alivio preenche em seu corpo fraco. Só notou que chorava, quando as gotas desciam por sua face. Seus olhos ardiam. Fazia muito tempo que não chorava.
"Estarei lá."
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Agápe
Romance"Então?! Quer mudar sua vida finalmente?! Quer experimentar as coisas boas da vida? Me diga, Zoe! Aceita jogar comigo? - Ela sorri diabolicamente. Aceitar essa trato, seria a mesma coisa que fazer um pacto com o diabo, eu não deveria! Mas eu quero...
