veinticuatro

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Eu não sou fã de papparazzi e acabo saindo com fama de antipático já que em todas as fotos e vídeos eu saio com uma cara estranha

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Eu não sou fã de papparazzi e acabo saindo com fama de antipático já que em todas as fotos e vídeos eu saio com uma cara estranha. O maior problema é o fato de que eu não gosto do meu sorriso e as únicas duas pessoas que me deixam a vontade para isso é a Milena e o Pedri.

Voltando ao que importa, eu não gosto de papparazzi quando eu estou sozinho, imagina com a Milena. Começo a ficar nervoso para sair logo de perto deles, enquanto eles pedem uma foto nossa.

Milena aperta a minha mão e se estica para falar alguma coisa no meu ouvido.

—Vamos tirar uma foto e vamos embora. Esse é o trabalho deles. —Ela fala acariciando meu braço.

—Invadir nossa privacidade?

—Dar notícias dos jogadores durante a copa.

—Tudo bem. —Paro e olho para as câmeras, dando um sorriso fechado.

Milena fica na ponta do pé e me pede para chegar mais perto e então, ela fala a última coisa que eu esperava:

— Camarero, camarero, hay una mosca nadando en mi sopa. E ele respondeu: ¿ Y que quiere que io haga? Que llame a un salvavidas? —A única coisa que eu penso em fazer é rir.

Eu olho para ela e sorrio, vendo ela rir para os fotógrafos. Depois disso ela começa a andar e eu a acompanho.

—Eu sou sortudo para caralho. —Falo para ela.

—Por que?

—Porque eu tenho você ao meu lado. —Dou um selinho nela antes de entrarmos no carro que está o motorista da espanha —Nosso primeiro encontro.

—Vai ser só depois que estamos namorando. —Isso é fato.

—Acontece nos melhores casais. Sabe, acho que precisamos conversar sobre aquele assunto.

—Eu não sei como isso vai funcionar, só sei que precisa dar certo. Se esse trabalho com o Pedri dar certo, não vejo problema em me mudar para a Espanha, porque eu estaria empregada. Caso contrário, não sei se sou corajosa para ir e ficar lá sem emprego e sem família.

—Você sabe que eu poderia te ajudar no começo.

—Me sustentando? Jamais. Eu preciso trabalhar, isso é liberdade.

—Tudo bem, eu concordo com você. —Falo beijando o topo da cabeça dela. —Sabe, vou torcer para que esse trabalho de certo. Me acostumei a estar com você desse jeito. —Aperto ela em meus braços. —Não sei se quero um relacionamento a distância, sem chamego. Será que um time brasileiro me aceita.

—Claro que sim, o melhor dos sub18 és tu mi amor. —Ela fala grudando nossos lábios em um selinho. —Chegamos. —Milena aponta para a loja de pretzel do nosso lado direito. —Valdir, quer entrar para comer com a gente? Deve ser um saco ficar aí sentado.

—Não precisa, aproveitem. Estarei aqui quando terminarem. —Milena faz um sinal de positivo. Eu desço do carro e ela vem logo atrás.

—Boa tarde. Vou querer um de ovomaltine com canela. —Peço para o atendente em inglês. —E você? —Pergunto para a Milena que está olhando as coisinhas que tem para comprar.

—O mesmo que o seu. E um café expresso.

—Então dois pretzel e dois expressos.

—Só isso? —O atendente me pergunta.

—Não, pode adicionar mais dois do mesmo sabor e mais um expresso. Eu pago ou você paga?

—Eu pago.

—Graças a Deus, vou economizar para alugar o apartamento na Espanha. —Meu coração acelera quando escuto o que a Milena falou.

Se ela me dissesse que não tinha chance nenhuma dela se mudar, eu rapidamente pediria transferência para o Brasil.

—Nós vamos sentar no andar de cima e embrulha dois pretzel e um dos expressos por favor, para viagem. —Milena começa a subir as escadas como uma criança feliz e eu simplesmente a sigo, feliz por ela estar feliz.

—Você não importa de mudar para a Espanha e deixar sua família para trás não?

—O que mais me incomoda é deixar a minha mãe, mas ela praticamente disse na minha cara 'não fique aqui, eu mesma não vejo a hora de mudar' fora que ela já me disse que tem planos de viajar o mundo atrás do velho rico dela. —Milena fala imitando a voz da mãe dela.

—Sabe, vamos ter filhos um dia, certo?

—Sim, eu espero. O que é que tem?

—Ele vai vir uma mistura das nossas famílias, mas e se ele pegar só a parte maluca? —Ela gargalha com a minha dúvida.

—Ai, meu amor, nós iremos surtar. Tem que ter pelo menos um tequinho de sanidade esse futuro ser humano. —Assim que ela termina de responder meu número é chamado e eu desço para buscar os pedidos.

ME CONQUISTE | PABLO GAVIHistórias para pegar e não largar. Descubra agora