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07/12/2022
O último dia chegou, de forma precoce, mas chegou.
—Carino, vou pegar o voo mais rápido para o Brasil. Assim que eu tiver a chance já vou. —Ele está indo embora, Pablo vai em um voo fretado direto para a Espanha.
—Você vai ficar bem? —Pergunto preocupada. Eles terão dois meses de férias e todo mundo sabe que ficar muito tempo parado depois de um momento triste é foda, a cabeça não para.
—Vou sim, carino. —Ele fala me abraçando. Estamos no hall do hotel esperando que os jogadores e suas famílias para irem para o aeroporto. —Você tem certeza que não quer ir comigo, eu dou um jeito.
—Eu queria muito poder ir, mas eu preciso terminar de arrumar as coisas com o Carlos para despachar e só depois posso ir.
—Não gosto desse Carlos.
—Amor, o cara é uma piada ambulante. É impossível não gostar dele.
—Ele já te beijou. —Pablo faz uma careta e eu reviro os olhos.
—Você me beija todo dia.
—Graças a Deus por isso. —Gavi gruda nossos lábios em um selinho e nem nessa hora o Pedri aparece e mete um tapa nas costas dele.
—Toma jeito pirralho.
—Ela só está me consolando. —Pablo faz a maior cara de santo.
—Chupando sua língua? —A voz puro deboche.
—Pedri, cala a boca. Eu estava fazendo a mesma coisa com a sua. —Vitória fala encostando a cabeça no ombro dele.
—Ei, isso é calúnia. —Pedri fala ficando de frente para ela.
—Então tá, da próxima vez que você me puxar para o canto eu vou me negar.
—Não é para tanto também.
Apesar do Pedri aparentar estar bem, agora da para ver as olheiras e a vermelhidão no olho dele.
Pablo já havia me dito que o Pedri gosta de parecer forte, mas no silêncio ele é o que mais sofre.
Meu namorado me puxa para mais perto e enfia o rosto no meu cabelo, como já estou acostumada.
—Você foi a melhor coisa que me aconteceu nessa viagem. —Enquanto ele fala sinto sua respiração no meu pescoço. —Sabe, se nós fossemos uns 3 anos mais velho eu te pediria em casamento agora.