Christopher Arcangelo aka Caos
Quando estou lutando não sinto nada, não penso em nada. Tudo que faço é levantar os punhos e socar descontroladamente destruindo qualquer adversário, não me importando com os socos que estou levando, simplesmente estou agindo, lutando não como se minha vida dependesse daquilo, mas como se fosse a única coisa que sei fazer; e, então sinto algo e não consigo parar mesmo que tente.
Sete anos atrás.
Localização: Galpões, New York.
Arfei, debatendo e tentando me soltar do cara que me segurava com força. As minhas mãos estavam presas nas costas e ele me arrastava por um galpão abandonado. Arregalei os olhos, vendo meu pai de joelhos e três homens em seu entorno.
— Christopher — meu pai me chamou e eu gemi quando fui jogado no chão, caindo de joelhos. Olhei para o cara que se abaixou na minha frente, ele tinha os cabelos grisalhos e uma cicatriz longa na sobrancelha.
— Veja só, parece que o rato tem um ratinho. — Ele segurou nas minhas bochechas e eu virei o rosto com raiva, me soltando de seu aperto.
— Pare Elias, meu filho não tem nada haver com isso! — meu pai falou, eu vi o cara à minha frente revirar os olhos e se levantar.
— É claro que ele tem, por culpa sua. Leve-os para fora, não vou sujar meu galpão com o sangue desse imundo.
Ofeguei, arregalando os olhos quando me levantaram.
— Não! Me larga! Me solta! — gritei, me debatendo.
Meus joelhos doeram pra caralho quando me colocaram no chão seco e cheio de brita. Levantei os olhos para o meu pai, quando ele foi colocado na minha frente. Tentei me levantar, mas a minha cabeça foi empurrada para baixo.
— Christopher, feche os olhos — meu pai me disse e eu arregalei os olhos ainda mais quando vi Elias colocar a arma apontada para sua cabeça.
— Não! Pai! Não! — gritei.
— Christopher, me perdoe — foi a última coisa que ouvi meu pai falar. O som do tiro foi alto e o sangue do meu rosto sumiu quando o do meu pai espirrou no meu rosto.
Ofeguei, sentindo meu corpo tremer quando vi meu pai cair na minha frente. Puxei o ar várias vezes, com os olhos arregalados e os levantei até Elias. Gritei, me erguendo e partindo para cima dele, mal sentindo quando fui segurado, lutei me soltando, e ao mesmo tempo tentando alcançá-lo. A corrente no meu pescoço foi puxada, e caí para trás sentindo ela me enforcar, fui posto de joelhos e levantei os olhos para Elias, sentindo meu corpo tremer em ódio.
— Ora, ora. Parece que o ratinho está tentando revidar. — Arfei, tentando atacá-lo, queria me vingar pele a morte do meu pai, mas fui posto de joelhos outra vez. Eu sentia meu rosto se molhar com as lágrimas de ódio e não desviei os olhos de Elias quando ele apontou a arma para mim. — Vamos acabar com todas as pragas.
— Pai, espere — um cara falou atrás de Elias. — Ele pode ser útil.
Flashback off...
Eu nunca tive realmente alguma coisa na minha vida, primeiro minha mãe morreu quando era muito pequeno e meu pai foi morto na minha frente com tiro na cabeça. Depois daquilo eu estava sem família, sem alguém ou lugar para voltar. Tudo era o ringue e minha vida era as Undergrounds, vivia para pagar aquela dívida que meu pai fez, e por sete anos eu era tratado como um cachorro de luta. A minha vida toda fui tratado como um filho da puta.
Naquele instante eu ouvia gritos eufóricos enquanto tinha um cara embaixo de mim e eu o socava, o suor descia pelas minhas costas, e o via tentando se proteger, mas eu já tinha o acertado algumas vezes no rosto dele que sangrava.
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Underground dentro do Ringue ( Original Version)
AcciónSérie Mafia Portinari ( Livro 1) VIOLÊNCIA/ LUTAS/ TRANSTORNO/ LEMON HARD/+18 Min Ryung é filho do ex-lutador mundialmente famoso, o grande Zeus. Nascido no mundo do ringue,todos esperavam que ele seguisse a carreira do seu grande pai, porém quando...
