Suspirei alto encarando o teto da sala de Física. Olhei para Christopher, debruçado na mesa terminando de montar alguma coisa da qual eu não fazia ideia, estava tão entediado. Estiquei as pernas no sofá voltando a suspirar alto para chamar a atenção dele, Arcangelo olhou para mim sobre os ombros. Franzi os lábios em um biquinho virando, deitando de lado e olhando para ele sobre os cílios, apoie a cabeça na mão. Notei quando os músculos dos seus ombros tencionaram. Lambi os lábios devagar e quase suspirei quando ele se endireitou se levantando vindo em minha direção. Levantei os olhos para ele, quando parou ao meu lado.
— Terminou? — perguntei, mas ele não me respondeu. Deitei as minhas costas no sofá assim que Christopher colocou o joelho ao meu lado, se colocando sobre mim, segurei nas laterais do seu rosto, aceitando de bom agrado ele entre minhas pernas e o beijei.
Era um vício que tínhamos desenvolvido ao longo dos dias, minha boca na sua, suas mãos no meu corpo, meus gemidos sobre os seus gemidos. Estávamos caindo, pior que isso era que despencamos juntos.
Gemi sobre seus lábios sentindo suas mãos apertarem minhas coxas, assim que as prendi na sua cintura. Deslizei as mãos pelos músculos dos seus ombros, senti-os flexionando sobre as minhas mãos e suspirei gemendo em agrado sobre sua boca, fazendo com que ele arfasse baixo quase fodendo a minha boca com a sua. O abracei quando Christopher se ergueu, colocando-se de joelhos, me levando com ele, apenas para girar e deitar me deixando por cima.
Minha boca deixou a sua, apoiei os cotovelos nos seu peito o olhando nos olhos. Sua pupila dilatada fez meu corpo se arrepiar. Toquei na sua sobrancelha com as pontas dos dedos, contornando-a. Sentia seu pau duro contra o meu quase ereto. Fazia faíscas adornar meu corpo.
Ele tinha me comido naquele sofá há dois dias, formava lágrimas de prazer e dor derramadas por mim, junto à bagunça de porra que fizemos sobre o couro do sofá.
Meu corpo conheceu cada parede e mesa daquela sala, porque quando estávamos sozinhos havia duas coisas que eu e Christopher fazíamos; Brigávamos e logo depois transávamos, jogando toda a bagunça de nós dois para debaixo do tapete. Nem mesmo quando ele chegava cansado das lutas, não havia uma única noite que ele não estava gemendo urros baixos de prazer enquanto eu me perdia no meu chorando em orgasmos.
— quer dormir? — ele me perguntou por que tínhamos dormido apenas duas horas. Concordei com a cabeça deitando no seu peito o sentido esfregar as mãos nas minhas costas em carinho. Entrei as minhas por dentro da sua camisa e fechei os olhos respirando fundo.
Dormir sobre ele era um mau hábito que eu tinha desenvolvido entre todos os outros relacionados a Christopher.
Eu acordava sobre ele, dormia nos seus braços, gemia sobre sua boca, comia no balcão com ele entre minhas pernas e compartilhando o mesmo prato. Suas mãos abraçavam possessivamente, e eu me afogava nos seus olhos verdes.
Era uma mentira que já havia se tornado verdade…
(...)
O tempo tinha passado rápido demais em minha perspectiva, e foi só quando as coisas caíram sobre mim, que percebi que não tinha resolvido nada. A carta sobre a audiência chegou ao meu apartamento com dois dias de antecedência e no lugar de resolver sobre a minha vida e o que eu e Christopher iremos fazer, nós passamos aqueles dois dias com a boca uma na outra transando por todos os lugares do meu apartamento. Ou gritando um com o outro pelo o tanto que aquela carta tinha causado tensão sobre nossos ombros.
Foram varias vezes que eu me tranquei no banheiro perguntando o que porra estava fazendo e tentando colocar meus pensamentos em ordem, mas qualquer coisa que e tivesse organizado em mim, quando Christopher se aproximava ele a bagunçava novamente.
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Underground dentro do Ringue ( Original Version)
ActionSérie Mafia Portinari ( Livro 1) VIOLÊNCIA/ LUTAS/ TRANSTORNO/ LEMON HARD/+18 Min Ryung é filho do ex-lutador mundialmente famoso, o grande Zeus. Nascido no mundo do ringue,todos esperavam que ele seguisse a carreira do seu grande pai, porém quando...
