XXXII

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Desejos da sua parte
|Impossible|

  Dois dias sem vê-la, contando com hoje, seria eternamente outro dia qualquer. Porém cansativo como todo os outros dias. Só que em meio a esses dias que se passaram, sonhei com ela e são sonhos que não contaria a ninguém, nem mesmo a ela. Sonhos que envolviam desejos e do que eu queria muito fazer com aquele corpinho.

Hoje acordei animado, animado no pior sentido. Pois logo hoje, havia tido outro sonho com sua — ela — boquinha maliciosa. Suas bochechas vermelhas e toda suada. Só de lembrar, o coração acelerava e o desejo que corria entre minhas veias pedia por ela da mesma forma como o corpo precisa de água.

— Preciso de um banho.

Me levantei devagar antes que qualquer dos meninos apareçam ali e me chamar para a cantina. Corri com o travesseiro tampado o local enquanto a outra mão digitava a senha do telefone. Assim que obtive acesso, abri o Instagram e digitei no privado dela, "você é culpada de toda as minhas animações pela manhã".

Joguei o telefone em cima da cama e peguei a toalha que estava logo a frente. Caminhei mais um pouco e entrei no banheiro. Demorei, porque a felicidade maior era da água gelada refrescando o meu corpo suado. Porque já fazia tempos que não acordava suado. Mesmo sabendo que nunca ninguém me deu essa sensação sem nem ao menos ter me dado o real motivo de suar de verdade.

Continuei pensando no sonho que tive minutos atrás. Na forma em que nos beijava e ela pedia mais. Como eu também pedia mais. Até que via nós dois por sobre uma cama de casal, ela somente com sua langerie vermelha, alguns fios molhados do suor. E principalmente com sua mão em minha nuca. Como se estivéssemos na posição dela pôr baixo e eu por cima, minhas mãos apoiadas no coxão e um das suas mãos passeando em seu próprio corpo. Como se provocasse. Aquilo me afetaria.

— Vou ficar louco. — joguei minha cabeça para atrás arfando.

Fechei os olhos e deixei a cabeça viajar na lembranças ilusórias, dela beijando meus lábios e sua mão que anteriormente estava passeando em seu corpo, estava no pé da minha barriga. Pisquei algumas vezes para aliviar a adrenalina que passava pelo meu corpo. Continuei o banho rápido, antes de voltar a sonhar acordado novamente.

— Neymar? — uma voz longe me chama e assim fecho o chuveiro.

— Oi!?

Não me responderam de volta e assim peguei a toalha, passei no rosto e em seguida me enrolei nela.

— Ney? — novamente a voz l, só que dessa vez mais próxima. Próxima da porta.

— Que foi brother? — respondi, me olhando no espelho que estava na minha frente, um pouco embaçado.

— Você vai descer comigo e os caras agora para o café da manhã? — perguntou e eu parei de passar as mãos no cabelo e pensei.

Pensei na possibilidade de descer depois.

— Vou apenas me vestir, mais se quiserem podem descer sem mim. — rebati.

— Beleza. — respondeu Paquetá.

Em poucos segundos a porta do quarto fechou, anunciando que o próprio já tinha saído do quarto. Então caminhei para fora e olhei ao redor do quarto e em seguida caminhei em direção do celular que estava com o visor ligado. Olhei as notificações bobas e em seguida vi a dela.

"Tem certas degustação de drogas que precisam de mais. E eu acho que você precisa de mais algumas provinhas, dessa droga que somente eu posso lhe dar".

Aquela resposta foi necessário para me recompor. Para perceber que aquela mulher era o perigo, o fogo puro. E eu queria me jogar de uma vez e me queimar por completo. Só não sei se conseguia dá três voltas com meu caminhãozinho. Porque aquela mulher era demais para mim.

"então vem me dar".

Joguei o celular na cama novamente e passei uma das mãos no rosto. Sorri comigo mesmo. Sem acreditar que aquelas mensagens foram enviadas por ela. Ela me odeia. Ou me odiava. Me sentei na beirada da cama tentando absorver tudo. Desde do dia que a conheci, que foi pura coincidência, até o momento em que ela me deu aquela liberdade na cozinha da Carol. Antes que pudesse pensar novamente ou voltar no meu estado normal, o celular vibrou notificando mais mensagens.

Peguei rapidamente abrindo a aba de notificação e nada que uma boa resposta vinda da parte dela, "você vai precisar me mostrar que quer isso".

Revirei os olhos, e não foi por mal, mais por não saber lidar com ela. Não saber lidar com aquela mulher que me fazia suar sem nem ao menos está perto de mim. Novamente olhei para a barra e notificou outra mensagem, "Como está seu pé?".

Meu coração acelerou mais do que as mensagens anteriores.

"Estou bem melhor, graças a Deus, voltarei para os próximos jogos".

Os pontinhos flutuantes voltaram aparecer na tela e eu estava ansioso.

"Que bom! Fico feliz que estará nos próximos jogos".

Ela estava se importando? Ou era impressão do meu coração?

"Que bom mesmo."

Mandei e automaticamente outra resposta apareceu.

"Não se cobre tanto. Apenas dê o seu melhor no próximo jogo, ok?"

Aquilo parecia uma resposta para o coração. Parecia uma resposta tão perfeita. Um encaixe de toda as dúvidas que tinha.

"Fico feliz que você se importa".

Desde então, ela não respondeu mais. E fiquei me perguntando se havia feito algo de errado. Então convencido de que ela não responderia, voltei meus olhos para o espelho e caminhei até ele.

— Eu tô perdido. — falei para meu próprio reflexo. — Fodido.

Como se caísse na real a condição que eu me encontrava por aquela mulher. Aquela mulher que nunca deitou comigo ou nunca passou horas comigo. Ela conseguiu capturar tudo, até o resto daquilo que eu acreditava não existir.

Extra

Via Story's MilennaAs 12:34

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