Jantar
|Moments|
Eu já não ligava mais se alguém entrasse ali e se deparasse com a cena, comigo em cima do balcão as mãos dele debaixo da minha blusa vagando sobre minhas costas.
— Você deveria me fazer parar. — rosnou ele com a boca ainda colada na minha.
— aproveite. — respondi ousada e ele sorriu.
Ele me puxou mais para frente. Fazendo minhas pernas se envolverem em sua cintura, então suas duas mãos pousaram em cada coxa. Formigando algo entre minha pernas com aquela mudança.
— Não fale isso. — me pediu com um sorriso largo.
Agora suas mãos subiam, se aconchegando na minha lateral. Sorrir para ele. O qual meu corpo parecia sentir falta.
— Oh, céus. — falei com ele mordiscando meu pescoço. — Preciso realmente parar por aqui. — tentei me desvencilhar e ele semicerrou os olhos.
Agora com os olhos sobre mim. E então se afastou e vi que estava animado como eu também estava. Até que ele puxou a blusa para baixo tentando esconde-se com um sorriso de canto.
— Talvez esteja na hora de você olhar a torta novamente. — pediu se afastando, repuxando a blusa sem delicadeza.
Abriu um sorriso e deu um aceno discreto com a cabeça e assim se retirou, me deixando ali em cima daquele balcão. Voltei ou tentei a procurar a respirar normal, sem parecer uma corredora que pareceu correr uma maratona. Tentei acalmar aquele alarme que estava entre minhas pernas quando sentia o perfume doce. Até mesmo quando lembrava dos seus olhos verdes sobre mim.
Misteriosas cores.
— Mana?
Voltei meus olhos para porta, onde Neymar havia se retirado alguns segundos antes.
— O que você faz aí em cima? — seus olhos vagaram a cozinha e depois me fitou — Tem alguma barata no chão?
Olhei para o chão e então sorrir tentando mentir.
— Você sabe que sou medrosa para tudo. — expliquei conferindo o chão, que não tinha bicho nenhum.
— Disso eu sei. Só vim aqui saber se estar tudo bem. — se aproximou e encostou no balcão.
Que minutos antes estava com Neymar, ele enroscado entre minhas pernas. Suas mãos nas minhas costas e as minhas sobre seu pescoço.
— Porque não estaria? — abrir o forno e subiu o aroma delicioso que fez meu estômago roncar.
— Sei lá.
— Isso não parece justificar. — expliquei pegando o pano de prato.
Ela sorriu. Um sorriso que tinha motivos o suficiente para me conferir ali.
— Enfim. Nossa torta já pode ser servida? — perguntou-me — Ou devemos esperar por mais?
Neguei sem ao menos olhar para ela. Coloquei as luvas para não me queimar e continuei com o pano de prato para que não acontecesse outra queimadura. Retirei com cuidado e enquanto ela não mencionava nada parecido "E o Neymar!?" Ou "Você conversou com ele", continuava na tarefa de cortar e ela pegava o suco que nos havíamos preparado com a suposta equipe da cozinha mais cedo.
— A mesa está pronta? — perguntei e ela concordou.
— Minha filha, a muito tempo!!!
Exclamou e eu rir.
— Então vamos acabar com essa espera. — pedi erguendo a torta. E assim fui na frente e ela logo atrás com o suco.
Dois sucos. Um de maracujá para acalmar os nervos dos jogadores e limonada pois era a minha bebida favorita.
Sala e cozinha não ficavam longe uma da outra, então o espaço era razoável. Quando aparece pelo arco da porta, os mesmos que estavam sobre o sofá fazendo sei lá o quê. Me olharam e sorriram ao ver a torta.
— Uuh! — gritou Davi, saindo do colo do pai e correndo para sua cadeira a mesa.
Assim como ele se aproximou, todos os outros fizeram o mesmo.
— Cheiro bom em cunhadinha. — fungou e tocou no meu ombro — você é incrível!
E eu sorrir. Me debrucei, para a pôr a travessa de vidro com o conteúdo sobre a mesa, minha irmã fez o mesmo logo em seguida. Deixando o centro da mesa super atrativo aos olhos. Ao estômago.
— Cadê a Carol? — perguntei sentindo falta da branquela.
Que logo supostamente, havia reparado no sumiço de Vinícius. O seu marido.
— Foram pegar alguma coisa. — explicou Mel e eu concordei silenciosamente.
Mais meus olhos automaticamente pairou sobre o lado direito da mesa, onde estava ele, Neymar, organizando os copos.
— Disfarçar cunhadinha. — sussurrou Antony e eu olhei para ele assustada com a ideia de ser tão evidente naquele momento — Vá tirar esse avental.
Ordenou em alta voz e eu mostrei a língua para ele que riu.
Rapidamente corri para retirar o avental, coloquei o cabelo em um coque mais apertado, limpei as mãos e fui diretamente para o espaço que tinha no lado direito. Entre Davi e Neymar.
— Vão chamar a Carol não? — perguntei assim que me assentei e olhei para cada um.
— Ela disse que era bom deixarem um pedaço para ela. — explicou Mel.
Franzi o cenho tentando ver Valentin. Mas o pequenino também não estava. Então deduzir que eles foram colocar o menino para dormir e acabaram pegando no sono junto.
— Então vamos começar. — Davi continuou entusiasmado — Quero provar essa torta cheirosa.
E eu sorrir e no meu lado direito também ouvi uma gargalhada baixa.
— Então Davi faz as honras. — Antony rebateu.
Me ergui e tirei um pedaço razoável e coloquei no seu prato que já estava com arroz branco e batata palha. Devolvi o prato para o mesmo. Retirei o meu e dentre outros aperitivos que tinha sobre a mesa, como o purê de batata feito por Carol, vinagrete feito por Vinícius, farofa preparada por Davi e Mel.
— hmmm! — Davi continuou — delícia.
E eu me sentei, me aconchegando com o prato, em seguida rir dele que me olhava com os lábios sujos de molho branco da torta.
— Vou confiar Davizinho — brincou Antony e Mel beliscou o seu braço.
— Coloque o meu primeiro seu brutamonte. — reclamou e ele riu.
— Você gosta em certos momentos. — Replicou e eu arregalei os olhos.
— Antony! — repreendeu Neymar com um sorriso escondido.
Extra
Vou trazer mais momento família e momentos deles.
Desculpem pela demora.
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Toda sua | Neymar Jr
FanfictionAmor chegava para todos, só que alguns precisavam aprender como é realmente o amor. Pessoas ensinavam umas a outras. Neymar passaria por essa lição. Ele queria casar e ter outro filho. Mas principalmente amar somente uma pessoa.
