sixteen.

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Jisung se sentia confuso. Estava a beira de enlouquecer! Não conseguia acreditar nas palavras de Renjun e nas fotos que o canadense o mostrou, mas Shotaro praticamente o deu toda a verdade e não queria acreditar! Chenle não era um louco coisa nenhuma!

Parou de andar quando viu alguém abrir a porta de seu quarto. Engoliu em seco quando viu quem era. Merda.

- Lele? O que está fazendo aqui? Aconteceu alguma coisa? - Suas mãos suavam e as esfregou em sua calça, tentando se livrar daquele suor repentino.

- Eu é que te pergunto, mandei mensagem para você hoje de manhã e você nem respondeu. - Olhou desconfiado para o Park. - Aconteceu alguma coisa? Você parece estar tenso.

- Não. - Negou.

Chenle sabia que tinha algo de errado e percebeu isso quando Jisung esfregou as próprias mãos na calça que usava e o viu morder o lábio em sinal de nervosismo.

"Ok, ele sabe." - Foi o que pensou antes de suspirar.

- Chenle. - O chamou. - Aconteceu alguma coisa quando o Renjun foi até a sua casa? - Evitou fazer contato visual com o loiro.

- Maldito, Huang Renjun. - Murmurou e riu soprado. - Porque quer saber?

- Eu sou seu namorado, não é? Lembra do que você me disse outra dia? Sem segredos entre nós, Chenle. Me responda. - Se arrependeu de ter começado a conversa quando o Zhong fechou a cara.

- Tá. Se quer tanto saber se aconteceu algo, sim, aconteceu. - Deu de ombros. - Sabe, Sung... Aquele seu amigo é muito bisbilhoteiro, sabia?

- Então, é verdade. - Falou para si mesmo e negou. - Chenle... Porque?

- Isso é um bom começo. - Sorriu de lado. - Porque agora nós vamos conversar e esclarecer as coisas-

- Você mentiu pra mim! - O cortou.

- Eu sei, eu sei, tá legal?! - Jisung suspirou e passou a destra por seus cabelos. - Jisung, me desculpa.

- Chenle, você estava mentindo pra mim esse tempo todo! - Seus olhos estavam marejados. - Eu não consigo acreditar!

- Eu estava te protegendo, Jisung.

- Do que?! Como é que eu posso confiar em você agora?! - Lágrimas caiam de seus olhos.

- Você confia em mim. - Tentou se aproximar do roxeado que se afastou.

- Não! Não se aproxima! - Apontou.

- Eu queria muito saber no que você está pensando agora. Me diz, Sung. - Puxou o Park pelo o pulso para perto de si e limpou as poucas lágrimas que tinha no rosto do outro.

- O que tem na caixa? Por favor, Lele, me responde. - Acariciou o rosto do loiro. - Me fala que tudo isso é uma mentira e eu estou ficando maluco, por favor, Lele. - O deu um pequeno selinho. - Me diz que não matou todas aquelas outras pessoas.

- Se soubesse toda a verdade que eu sei. - Riu.

Jisung se afastou do outro e se encostou na parede. Não era possível! Abriu os olhos e viu que o Zhong caminhava até a porta de seu quarto.

- Não! Chenle, por favor, não vai embora! - Abraçou o outro por trás que sorriu.

- Eu não vou embora, Jisung. - Se virou e segurou o rosto do Park. - Só não me impeça de fazer o que eu quero. - Se soltou do roxeado e saiu do quarto.

Jisung só acordou para a realidade quando ouviu o barulho da tranca da porra.

- Chenle? - Tentou abrir a porta, mas foi em vão. Chenle havia tirado a chave da porta de seu quarto. - Chenle, não me deixa aqui dentro! - Bateu na madeira e se desesperou quando ouviu passos se afastando da onde estava. - Chenle! Não me deixa aqui! Lele, amor!

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