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Suspiro e me levanto. Peter deu uma surtada quando fui embora, falei que ia levar um sermão. Acho que nunca me senti tão mal, nem com o Rafael, que em meio discurso me ofende mais do que a própria vida, me deixa ruim assim.
E não faço idéia se eles contaram para os meninos, mas agora eles estão escondendo as coisas de mim, eu nem faço idéia do que fizeram com o tal do Kanima, e nem o que é essa criatura.
Bom, não era eu que não queria saber de nada e nem ninguém?! Agora, aguenta.
Tava escutando música quando a garota me solta um "Então se tiver doendo você vai aguentar". Obrigada, eu já sabia disso.
Olho em volta e percebo o silêncio horrível que estava por todo lugar. Percebo o quão sozinha eu estava... Quão sozinha eu estava.
Tranco a porta do quarto e a janela, fecho as cortinas e me deito – mesmo tendo acabado de levantar.
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E fiz o mesmo no dia seguinte.
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E no seguinte.
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E no próximo.
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E no outro. E esse estava acompanhando de um leve incomodo.
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E a abstinência bateu no seguinte.
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E piorou nas próximas semanas.
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E eu estava sozinha. Porque eu pedi por isso.
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Não faço idéia do que aconteceu, do que está acontecendo e do que pode acontecer. Me levanto e vou para o banheiro, pela primeira vez a dias, eu estou aqui apenas para um banho e não para colocar meu rim para fora.
Pela primeira vez deixo meus cabelos soltos mesmo, não tava muito afim de seca-los. Coloco meu moletom e uma legging, coloco meu coturno e desço. Não havia ninguém em casa, não é novidade, nunca tinha ninguém em casa.
Faço um lanche simples e volto para o quarto, abro a janela e deixo luz entrar, arrumo ele e vou trabalhar.
– Como assim você não fala com ela a quase um mês? – escuto um grito agudo lá embaixo e respiro fundo.