SOFIA
Acordo em um lugar escuro, minha cabeça está zonza. Demoro um pouco para entender tudo que aconteceu. Estou presa em um lugar pequeno, sem luz, não tem mobílias a única luz que entra é por debaixo da porta.
Começo a bater, gritar, preciso chamar a atenção de alguém. Ele vai me matar, meu bebê.
Eu grito até minha garganta não aguentar mais, a porta se abre e Medeiros está parado a minha frente. Uma arma na mão.
__ Acordou putinha - ele diz e me dá uma coronhada na cabeça, uma dor me dilacera, sinto o sangue descer, minhas pernas falham, ele me pega, me arrasta até uma cama. __ Já liguei pro patrão. __ Ele vai matar você pessoalmente não se preocupe - eu o ouço dizer mas minhas ideias estão confusas __ Ele vai demorar algumas horas pra chegar, disse que eu posso desfrutar de você até lá. __ Tá ouvindo? Putinha.
Ele agarra o meu rosto, então beija a minha boca, sinto asco, tenho vontade de vomitar, junto as minhas forças tento dar-lhe um tapa mas falho, ele segura o meu braço com força, então me amarra os pulsos me prendendo a cama. A única coisa que consigo pensar nesse momento é em Juan, em nosso bebê, nosso filho, nosso "felizes para sempre".
Ele rasga a minha camiseta, arranca meu sutiã, eu grito.
__ Tire as mãos de mim seu desgraçado - ele me dá outro tapa no rosto e então morde o meu seio, a dor é cortante. Então ele começa a tirar a minha calça, eu me debato, tento a todo custo tira-lo de cima de mim.
__ Luta putinha, quando mais lutar, mais judiarei de você. Desde que apareceu naquele quarto, eu achei você gostosinha. __ Agora você vai saber o que é um homem de verdade - ele diz e sua ereção já aperta a minha barriga.
__ Não, não, por favor - eu choro
__ Isso chora piranha, você vai chorar muito mais quando eu foder você bem duro. Você sabe, você tá me devendo várias fodas duras.
__ Eu não devo nada você - eu choro
__ Ah deve! Se não fosse por sua causa, eu não precisaria matar Andreia, e olha aquela mulher fodia quente. Duvido que você chegue aos seus pés.
__ Foi você desgraçado. Você a matou!
__ Ela ia dar com a língua nos dentes, eu não podia deixar ela falar. __ Agora não tenho nada perder a polícia já está atrás de mim.
__ Por favor a gente pode negociar - ele começa a tirar a minha calcinha __ Por favor o que você quer? __ Eu tenho dinheiro, eu posso pagar - eu digo - e já estou nua
Ele agarra a minha garganta. Começa a aperta-la. O ar me falta.
__Não quero seu dinheiro puta __ Meu chefe pode me pagar muito bem, quero que você cale a boca, ou vou começar por ela.
Ele abre a calça, meus olhos estão piscando vou desmaiar, não tenho mais ar. Ele já está sobre mim. Juan é a última imagem que me vem à cabeça, então. Escuridão.JUAN
Paramos em frente a uma casa abandonada, ela parece vazia. Logo Gonzáles, Arthur, Brandão, Jon, Dani e uma equipe de policiais armados cercam o local.
Todos se posicionam em silencio, até que Brandão e Sérgio estão na porta da frente, um sinal e Sérgio com um golpe certeiro coloca a porta a baixo.
Logo ambos estão lá dentro, eu quero segui-los mas Gonzáles constrangido me segura no lugar.
__ Não senhor, fique aqui. Se ela estiver lá nós cuidaremos de tudo.
Ouço tiros, logo Sérgio sai e faz um sinal para que entre. Preciso de apoio quando estou dentro. Brandão cobre o corpo nu de Sofia, ela está sobre uma cama velha, tem os pulsos amarrados, tem hematomas na testa, no rosto, uma marca de mordida no peito. Brandão começa a desamarra-la. Me ajoelho ao seu lado. Quero puxa-la para mim. Minha menina, minha mulher. O que fizeram. Meu mundo acabou, minha mulher está morta.
A pego nos braços quero leva-la.
__ Não! - Brandão diz pegando o meu braço __ Não, mexa nela. Não sabemos o quanto ela está machucada.
__ Machucada? - eu digo __ Eu mal consigo acreditar nas palavras que estou ouvindo, viva, ela está viva.
Só então consigo ver o enorme homem que agora jaz no chão ao lado da cama, ele está sem camisa, calças arriadas, olhos esbugalhados e um tiro no meio da testa. Fabio Medeiros.
__ Ele era a nossa única chance de ligar Henry a tudo isso - Sergio diz e eu já ouço o barulho da ambulância. __ Não pudemos arriscar, ele estava sobre ela. Ele iria matá-la. - não consigo pensar em nada nesse momento. Vejo dois socorristas entrar com os equipamentos, eles avaliam o estado de Sofia, depois imobilizam seu pescoço, envolvem-na em uma manta térmica, com cuidado colocam-na em uma prancha e seguem para a ambulância.O viajem até o hospital foi a mais longa de toda a minha vida. Levam-na direto para dentro e aguardar por notícias é muito doloroso. Dani chora e anda de um lado para o outro. Pego o celular ligo para Joaquim eles precisam saber o que aconteceu.
Eles estão apavorados, Joaquim pegara um avião de sua própria empresa. Chegarão em breve.
__ Dani, pelo amor de Deus - eu digo __ Como puderam deixa-la sozinha? - eu sei que não estou sendo justo, a culpa não é dela mas estou nervoso demais para ser coerente.
__ Desculpa Ju - ela diz chorando, eu a abraço
__ Desculpa eu, a culpa não é sua. __ Estou com medo, ela minha menina Dani, a mulher que eu amo.
__ Ju você precisa saber que ... - então Dr. Marcelo chega
__ Sr Perez - ele diz então Dani se cala
__ Doutor, minha esposa. Como está a minha esposa?
__ Eles vão ficar bem - ele diz
__ Eles? - Dani me olha
__ Ela e o bebê - Dr. Marcelo diz __ Ela está grávida de três semanas, você não sabia?
Fico em silêncio não sei o que dizer, grávida, Sofia está grávida, um pânico ainda maior toma conta de mim.
__ Bom, ela já está no quarto. Ainda está dormindo, mas se quiser pode ficar com ela. __ Ela não vai poder falar por uns dias novamente, mas nós já passamos por isso não é. Do resto, ela teve uma pancada forte na cabeça, mas nada grave.
__ Ela foi estuprada? - é a única coisa que consigo dizer
__ Não! Nada indica que ela tenha sido violada. Vocês chegaram a tempo - uma montanha sai de cima de mim __Vai ficar com ela? - ele pergunta
__ Dani, você pode ficar com ela por favor? - Dani me olha sem entender
__ Acho que ela vai preferir você não acha? - ela pergunta
__ Por favor Dani.
__ Tudo bem, só não me diga que ela estava certa.
__ Certa? Certa sobre o que? - eu digo
__ Sobre você não querer ser pai - ela diz
__ Então ela já sabia que estava grávida? - não posso acreditar que ela me escondeu algo assim
__ Não ela não sabia. __ Eu comecei a desconfiar hoje de manhã depois de vê-la naquele estado, foi isso que fomos fazer na farmácia. Por isso ela não quis que Gonzáles entrasse. Ela acha que você pode não querer um filho agora.
__ Por que ela acha isso?
__ Não sei Ju. A de se convir que antes de conhecê-la você nem pensava em ter um namoro mais sério com alguém. Imagina agora, vocês ainda nem tem um ano de casamento e ela já grávida.
__ Eu nunca rejeitaria um filho, ainda mais um filho da mulher que eu amo.
__ Então por que está fugindo? Por que você quer que eu fique no quarto com ela, quando nesse momento ela mais precisa de você?
Eu me sento, coloco as mãos sobre a cabeça.
__ Você não entende, eu não sou capaz de protegê-la. Olha tudo que aconteceu com ela desde que estamos juntos e eu não sou capaz de mate-la segura. E agora um filho, eu me sinto impotente, acho que não serei um bom pai, se mal consigo proteger a mãe dele. - Dani se abaixa, me abraça.
__ Você será um ótimo pai Ju! __ Ninguém poderia ter feito nada, olha o que você fez se você não fosse um cara esperto, preocupado, nós nunca a teríamos encontrado, ou se tivéssemos teria sido tarde demais. - só a ideia de que poderia ter sido pior sinto uma dor profunda no peito.
__ Você está certa Dani, ela precisa de mim. - me levanto e sigo para o quarto
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Felizes para Sempre - Rendição
RomanceFelizes para Sempre - Rendição é o segundo volume da trilogia Felizes para Sempre. Para um homem que sempre teve tudo o que queria, Henry Tramal magnata poderoso se vê agora como a chacota do meio social após ser trocado por outro homem. Sofia sua p...