06 - Dorcas/Sírius

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Lembrem de votar se vocês estiverem gostando ❤❤❤




     O amigo de Marlene parece... Familiar?

     O que é algo meio presunçoso de se dizer sobre alguém de capacete e sem ver o rosto da pessoa, contudo, eu com certeza de que já vi ele antes.

     Besteira.

Grupo - Skittles

Eu
"Todo mundo lembra da festa semana que vem né?"

O cravo
"Não é bem uma festa né...
"Só a gnt e os agregados do dono da casa"

A rosa
"Amor, você é um chato"

Reg
"Vcs tão animados demais com isso"
"É só uma reunião de amigos"

Dora
"Com uma quantidade bastante razoável de música e bebida"

Eu
"Só não esqueçam galerinha"

     Finalmente o carro parou na frente do meu prédio.

     Aproveitando que está tudo escuro, vou até meu quarto em silêncio, mas ao abrir a porta ela range.

"Dorcas, você chegou?" A voz veio do escritório.

"Sim, pai."

"Ótimo, vem aqui, quero te mostrar alguns programas."

     Vou devagar, esperando que ele desista no meio do caminho - como se eu não tivesse tentado técnicas melhores nos últimos meses. Na mesa, cerca de 5 folhetos de universidades diferentes.

"Pai eu não..." Começo a falar, já cansada desse assunto.

"Filhote, faculdade é coisa séria - você precisa escolher pelo menos o que você quer fazer, eu escolho onde."

"Pai, eu sei aonde eu quero estar -"

"Não em Londres, você precisa de experiências de verdade, com o mundo real." Sua voz não muda, continua com a mesma rigidez de sempre - inabalável e impossível de mudar de ideia.

"Moda, pai - me coloca pra fazer moda então - em qualquer lugar, já que o que eu quero não importa mesmo."

     Sai batendo a porta tanto do escritório como da entrada no quarto.

     A ideia de que alguém pode decidir algo que vai definir todo o resto da minha vida só porque foi ele quem me colocou no mundo, é ridículo. Não pavorosa, não triste - apenas ridícula.  

     Enfim, logo dizia Dante - 'O problema da minha vida é que a ideia dela não foi minha'. E, eu queria que a ideia da minha vida seja minha, quero poder escolher onde eu quero estar e com quem eu quero estar, decidir as experiências que eu quero ter e eu mesma controlar as escolhas que vão me levar às dificuldades e desafios que vou ter que enfrentar.
     Deito de cara no travesseiro e grito, grito o mais alto possível. Faltam dois meses para o colégio acabar, faltam dois meses para eu ser despachada para outro país. Dois meses para deixar Barty, Evan, Regulus, Pandora e Marlene, e sumir.

     Marlene. Que inferno ter mentido para Marlene, é mais do que urgente dar um jeito de contar a verdade pra ela. Não que isso vá importar muito, já que talvez eu nem esteja aqui por tempo o suficiente para o que temos se tornar algo.

      Complementando tudo, tem tarefa para segunda. Pego o caderno e um dos livros de química, começo a resolver as questões linha por linha - até de madrugada, até o sol nascer.

Ghosting; StarchaserOnde histórias criam vida. Descubra agora