Julia Miller
Abri meus olhos lentamente e observei o lugar onde eu estava, era o hospital. Me lembro perfeitamente o que aconteceu, tudo estava pegando fogo e acabei desmaiando, segundo os médicos eu desmaiei por causa do nervosismo, depois de um tempo eu acordei e estava no helicóptero com Darianka, Jaden e Payton, eu estava muito cansada então acabei dormindo de volta.
— Acordou. — Minha mãe disse sorridente vindo até mim.
— Onde está o Payton? – Foi a primeira coisa que perguntei, me sentei na cama logo depois. — O que é isso? — Olhei para os meu braços, tinha algumas fitinhas.
— Não mexe, filha. — Ela disse pegando em minha mão. — Quer que eu chame um médico?
— Sim, e o Connor? Onde ele está? Eu posso ver ele?
— Calma, deixa eu chamar um médico primeiro, fica aí. — Ela avisou saindo do quarto.
Onde será que Jaden e Darianka estão?
Acho que eu nunca mais vou ver eles, eles falaram que eram de outra cidade e eu não tenho o contato deles.
— Olha só quem acordou. — Um menino bonito disse entrando no quarto onde eu estava com uma caixa na mão e um rosa. — Senti saudades.
Quem é esse maluco?
Não! Não é ele.
Olhei bem e era ele. Connor!
Nem reconheci.
— Eu senti tanta a sua falta. — Eu disse. Ele veio até mim e me abraçou.
— Te trouxe isso. — Ele me entregou uma caixa e eu abri, era os meus chocolates favoritos. — E isso também. — Estendeu a rosa para mim e eu a peguei.
— Obrigada. — Sorri e ele se sentou na ponta da cama. — Como você está?
— Muitas dores. Mas agora que eu tomei alguns remédios e estou de repouso já vou melhorar.
— Você acredita que os médicos não deixaram eu entrar? — Ele disse rindo.
— E como você entrou?
— Eu comprei o hospital.
— Você fez o quê? — Perguntei quase me engasgando com o chocolate.
— Estou brincando, meu amor. Minha minha família é dona desse hospital, esqueceu?
Sim, eu esqueci.
— Ah sim.
— Já chamaram um médico para você? — Perguntou e depois começou a mexer no celular.
— Minha mãe foi atrás de um agora pouco. — Eu respondi.
— Eu já volto, meu amor. — Ele me deu um selinho e antes que ele pudesse sair, puxei a nuca dele e comecei um beijo bem calmo. Senti saudades dos lábios dele. — Eu te amo. — Ele disse após o beijo.
Ele saiu do quarto e eu continuei comendo os chocolates que ele me trouxe. Senti saudades de comer doce! Olhei para o lado e tinha uma bandeja de comida, claro que eu peguei e comi também.
Depois de um tempo, dois médicos vieram ver como eu estava e uma psiquiatra, Connor achou melhor chamar uma psiquiatra para ver se a minha saúde mental estava boa. Ela não parava de fazer perguntas.
— Julia, eu preciso que você colabore um pouquinho, eu só estou querendo te ajudar.
— Mas eu já falei que estou bem, não preciso disso, moça. — Revirei meus olhos e comecei a comer de novo.
— Me diz pelo menos o que aconteceu para você estar mancando desse jeito e cheia de arranhões. — Um dos médicos pediu anotando alguma coisa na caderneta.
Eu não vou falar a verdade, nem morta.
— Eu caí em algumas pedras. — Respondi sem ânimo.
— Ok, eu vou te dar um medicamento, você vai ficar bem cansada, então descansa. — Ele disse e me deu uma agulhada na veia. Os médicos saíram e eu comecei a ficar com sono, então acabei dormindo.
Payton Moormeier
— Não tem necessidade. — Eu disse para uma psiquiatra chata que não parava de me encher de perguntas.
— É para o seu tratamento, preciso saber como você está. — Ela disse pacientemente.
— Já falei, estou bem.
— Você ficou um mês em uma ilha, comendo apenas frutas, passando frio e vem me dizer que está bem?
Nos primeiros dias foram chatos, mas depois eu me acostumei. E depois que Darianka e Jaden surgiram ficou menos entediante. Parecia que nós estávamos de férias, apenas isso
— Sim, agora eu estou cansado pode se retirar, por favor? — Ela assentiu e se retirou.
O quarto do hospital ficou em um silêncio total, eu não estava cansado apenas disse aquilo para ela sair. Eu estou bem e não estou machucado, estou aqui porque minha mãe acha que precisa. Exagerada. Eu fiz alguns exames que vão sair em três dias.
Me levantei da cama e fui até a lanchonete do hospital.
Ah, não tenho dinheiro.
— Payton? — Um menino alto que se vestia muito bem me chamou.
Como ele sabe meu nome?
— Eu te conheço? — Perguntei estranhando.
— Payton, sou eu, o Connor. — Ele sorriu. — Tudo bem?
O corno... Comi a garota dele em todas as posições possíveis.
— Ah sim. — Demos um aperto de mão. — Eu estou com fome. — Comentei.
— Vem aqui. — Ele pegou em meu ombro e fomos até a lanchonete. — Eu vou levar algo para a Julia comer, pede alguma coisa.
— Não precisa. — Eu estava com fome, mas não vou deixar ele pagar.
— Nada disso, Payton, você vai comer algo sim. — Ele me entregou uma nota de cinquenta dólares.
— Obrigado. — Fui até o balcão e pedi um pastel de queijo enorme, três pães de queijo, uma Coca-Cola de 1 litro, três croquetes, um pedaço de torta de chocolate e uma água sem gás.
Gastei todo o dinheiro do corno.
Me sentei em uma das mesinhas que tinham ali perto e comecei a comer.
— Achei você! — Minha mãe apareceu atrás de mim. — Você tem que se alimentar bem e não comer essas porcarias.
— Me deixa, estou com fome. — Bebi minha Coca no bico porque não tinha copo, as pessoas ficaram me olhando. — Perderam o cu na minha cara? — Perguntei para os que olhavam.
— Payton! — Minha mãe me repreendeu.
— Zé povinho é foda. — Revirei os olhos e voltei a comer.
— Por que você está assim?
— Assim como?
— De mal humor. — Ela disse me encarando. — Não está feliz de ter voltado para casa?
— Só estou cansado.
Na verdade, estou preocupado com muitas coisas. Terminei de comer e voltei para o meu quarto, depois de um tempo dormi.
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A Ilha
FanficApós um "passeio" entre inimigos que acaba em um acidente, Payton e Julia ficam presos em uma ilha deserta e dependem um do outro para sobreviver. Onde um odiava o outro, mas será que esses sentimentos vão mudar?
