Capítulo 2

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Ísis
🧸

Deitada em uma rede na varanda de casa enquanto ouvia os meninos cantarem uma música internacional, ou tentar, já que muito provavelmente eles não sabiam a letra e piorou a tradução.

Era por volta das cinco e cinquenta e sete da tarde, e eu estava mexendo no celular enquanto de fato não havia mais nada para fazer.  Logo vi o G.A se aproximar, com seu jeito tímido que só aparecia quando ele precisava ouvir uma verdade.

—A gente pode conversar? -ele pede, e eu concordo-

Ele deitou na rede com cuidado e de forma respeitosa, e me olhou, deixei meu celular em cima da minha barriga e retribuí o olhar

—O que houve?

—Lembra da Vitória, né? -concordei-

—A mina do camarim?

—Ela mesmo! -suspira- A gente tava conversando muito sobre isso de namoro, mas ela parece que não tá muito afim. Porque amar é uma parada complicada, ein mano?

—Ai véi, cruzes -revirei os olhos- O amor não é uma merda, nem uma droga e nem complicado, vocês que não sabem amar e escolher a pessoa certa. Eu sei que as vezes é inevitável amar a pessoa “certa”, mas porra, parece que vocês percebem que não estão com a pessoa certa e mesmo assim se joga de cabeça. -passei a mão no rosto- Se ela não tem os mesmo planos que o seu, você já sabe o certo a se fazer. Vocês já tentaram conversar?

—Já, mas ela parece não ligar sabe? -concordei- Eu tô muito apaixonado por ela e ela não tá nem aí.

Ele se calou olhando para cima cortando nossos olhares de se cruzarem, sua feição era de confuso e triste.

—Ela me faz sentir que eu não sou o suficiente.

—Menos, né Gabriel? -revirei os olhos- Se dá o seu valor, véi. Você é um homem parceiro, dedicado, esforçado, carinhoso, lindo, atencioso, de bom caráter... Quer mais qualidades? -negou, cabisbaixo- Então pronto, olha para mim. -voltou a fazer contato visual- Você é um homem foda, um homem que qualquer mulher sonha em ter e eu não falo só em questão a beleza, você é uma pessoa de bom coração. Você vai achar alguém que te ame verdadeiramente.

—Eu sei Sisi, mas...

—Que mas o que, Gab. Para de querer justificar o injustificável. Ela não é a única mulher nesse enorme mundo, você vai encontrar alguém de verdade, é só esperar.

Ele concordou e eu o abracei.

—Eu não gosto de ver você assim, pivetão. -dei um beijo na bochecha dele- Fica bem, eu tô aqui com você para o que for necessário.

Ele concordou e logo nos soltamos.

—Obrigado por me ouvir, Sisi. De verdade. -apenas sorrio simples- Você é uma irmã.

—E você é meu pivetão favorito, não se sinta cabisbaixo. Tô aqui para o que for necessário, tá bom?

Ele concorda e o mesmo levantou, fizemos nosso toque de tradição e logo saiu do cômodo, mas logo não me vi sozinha novamente. Meu Thiago apareceu depois de um certo tempo, me tirando de uns transe.

Amor | VeighOnde histórias criam vida. Descubra agora