capítulo 51

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Autora

Casamento. Um momento especial e gracioso para quem é totalmente romântico e tem o desejo de sentir a magia de subir em um altar sendo totalmente vigiada pelo amor da sua vida, enquanto ele se desmancha em choro de emoção.

Nem todas as mulheres sonham em se casar, mas quase todas já ao menos se imaginaram em um vestido de noiva enquanto idealizavam um momento desse. E isso não era diferente para Ísis. Ela nunca imaginou se casando, ainda mais com Thiago, um cara totalmente imprevisível.

E quando isso finalmente se realizou, foi motivo para tirar o sono. Ela se debateu a madrugada toda com pura ansiedade na sua cama, com seu futuro marido ao seu lado dormindo tranquilamente, que vez ou outra, ainda sonolento, a abraçava e fazia leves carinhos em seu couro cabeludo.

Quando ela finalmente conseguiu descansar, ele acordou. Thiago não ficava de fora: seu sonho sempre foi construir família, ter uma casa linda e confortável e alguns filhos para preencher o cômodo de alegria e muito amor. Ele se via realizando isso junto com a mulher que o escolheu como dela.

Eles estavam longe de ser um casal perfeito, mas a compreensão, parceria, lealdade e cumplicidade só aumentaram entre os dois. Eles se enxergavam com carinho, mais amor e agora, finalmente, entenderam o real significado do sentimento.

Com o tempo, eles entenderam que o problema não era a distância, e sim a falta de interesse em fazer com que desse certo.

Seus amigos e também padrinhos do casamento estavam na mesma casa que eles, próxima à chácara do casório. Em conjunto, eles armaram uma surpresa para o casal, como uma forma de um casório fake, onde o par de alianças foi substituído por duas correntes finas de ouro com a inicial de cada um.

No jardim da casa estavam Nagalli e Gustavo, que carregavam uma mesa e a deixaram no centro do local. Gabriel e Miguel foram até o jardim do condomínio, pegando escondido duas flores para que fizessem parte de um buquê improvisado. Endy, Tasha, Ilana e Luana estavam na cozinha aprontando algo para servir como café da manhã, enquanto os demais tentavam se ocupar com algo, como decorar de forma totalmente improvisada o jardim.

Entre eles, foi decidido com um sorteio bobo quem seria madrinha e padrinho improvisados. Nicolas e Lillyan foram o casal escolhido para esse momento descontraído. Mais do que justo, Baco foi o cerimonialista. Ele usava seu paletó de padrinho enquanto, na parte de baixo, estava apenas com um short de pano mole e descalço, mas o cigarro na mão era indispensável.

— Quem vai chamar eles? -Marina pergunta-

— Nada mais justo que ser você. Qual é, você fazia teatro na infância. -Gustavo diz-

— Mas e se eles estiverem fazendo algo?

— Marina, são cinco horas da manhã. Quem vai fazer alguma coisa uma hora dessas?

— Qualquer pessoa que sente desejo carnal e não tenha ninguém que empate a foda. -Diogo diz, atraindo risadas-

— Fica tranquila, vida, eles estão sem fazer nada, esqueceu?

— Nossa, um mês sem sexo? Ela fez isso mesmo? -Miguel pergunta, ainda sem acreditar-

— Sua irmã é doidinha, filho. Ela disse que era para alinhar os chakras do casal. -Luana diz-

Amor | VeighOnde histórias criam vida. Descubra agora