Thiago
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Com toda a verdade, hoje eu afirmo que é um dos melhores dias da minha vida. Ter ela de volta é como se noventa e nove por cento dos meus problemas já não existissem mais, porque eu a tinha ao meu lado.
Abri a porta da minha casa para ela, que entrou já sendo recepcionada pelo Sete, que latia e pulava nela.
— Oi, bonequinho. -pega ele no colo- Que saudades.
Ela caminha pela casa, e minha mãe, que estava no sofá, já espiava a gente com um sorriso no rosto.
— Meu Deus, me diz que vocês finalmente voltaram? -ela pergunta, e Ísis vai até ela e a abraça.-
— Sim, tia. Seu filho finalmente decidiu o que quer na vida. -senta ao lado dela.-
Dou um beijo na testa da minha mãe e vou na cozinha ver algo para comer. Elas ficaram batendo papo um tempão, e era conversa que não acabava mais. Depois de comer algo, subi para o quarto e fui tomar um banho. Quando saí do banheiro, me vesti e desci novamente procurando pelo meu celular.
— Mas vai lá, filha, toma um banho e relaxa.
— Vou, tia. Boa noite pra senhora, tá?
— Boa noite, linda.
Ela passou por mim soltando beijo e subiu para o meu quarto. Minha mãe me olhou com um sorriso e me chamou para perto. Sentei ao lado dela, que me abraçou de lado e beijou minha bochecha.
— Cuida dessa menina, Thiago. Não erra, não vacila. Ela é uma garota de ouro.
— Eu sei, mãe. Vacilei muito, pisei muito na bola, e ela deixou bem explícito que é a última vez.
— E eu espero que com isso você melhore. -faz um carinho no meu rosto- Ontem à noite eu tive uma visão.
— Boa ou ruim? -pergunto, e ela dá de ombros.-
— É bênção. -diz com um sorriso - Eu via você, Gustavo e Gabriel babando em quatro bebezinhos, mas eu não tinha entendimento se eram seus ou de algum deles. Mas eles eram tão lindos, Thiago… tão lindos.
— Ih, vou ficar atento com isso aí. -falo, pensativo.-
— De uma coisa eu sei: tem bebê no forninho, porém…
— Porém… -repito sua fala para ela dar continuidade- Ixi, lá vem responsa.
— Eu via uma quinta criança, só que em forma de anjinho. Me doeu muito ver aquela cena, Thi. -suspira- Mas infelizmente eu não posso e nem podia fazer nada.
Pior que, querendo ou não, eu fiquei pensativo. Por mais que eu brinque muito com a Ísis de fazer filho, tem aquela pontada de medo, né? A gente sempre vacilou, sempre, mas nunca deu em nada. Ela ficou até neurótica por um tempo achando que era infértil, mas não constava nos exames.
Conversei um pouco com minha mãe e depois subi para o quarto. Ela tava sentada na minha cama com o celular no ouvido.
— Miguel, me esquece. Péssima hora eu te chamei pra vir morar aqui, viu, véi. […] Meu irmão, fique na sua casa que eu fico na minha, já começa que eu nem tô em casa. […] Não interessa onde eu tô, só tô te falando que eu não tô em casa. […] Marina deve tá no Gabriel, não sei, só amanhã pra ver isso. […] Você quer resolver coisas de show agora? Pelo amor de Deus. Cadê aquela menina que você dava umas fugas, desistiu de você? — ela dá risada e depois me olha — […] Miguel, vai dormir, tá? Eu vou dormir com meu homem nessa noite gostosa de São Paulo.
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Amor | Veigh
Fanfiction"-O amor... Na minha visão passada o amor era algum tipo de estereótipagem, mas na real, o amor é algo que liberta e ensina"
