capítulo 43

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Ísis
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Aquela conversa no bar foi libertadora para o Gustavo, ele aparentou ter ficado mais leve e tranquilo, fazendo com que a Ilana também ficasse um pouco mais tranquila.

Depois que voltamos da viagem, Gustavo e Ilana reuniram geral do grupo e contaram toda a situação, fazendo o Thiago lembrar da visão da tia Miriam, onde uma das visões tinha vindo à tona.

Depois disso, todas nós ficamos mais atentas. Tudo virava motivo para acharmos que estávamos grávidas ou algo do tipo. Marina é a que mais cai na telha, ela diz ter receio de engravidar. Ilana nem preciso dizer que continua sendo uma vontade, e eu… véi, eu só deixo nas mãos do papai do céu.

É algo que está decretado, ou seja, já está por vir e acontecer. E se for de acontecer comigo, vai ocorrer. Então é capaz de nos prevenir e aí sim acabar engravidando.

Depois de algumas semanas sem nos vermos, eu e Thiago colocamos o plano dele em ação. Viemos passar quatro dias no Rio de Janeiro, em uma pousada em Paraty, mas na real o quarto parecia uma casa. Piscina no teto, sauna privativa, cinema e muito mais coisas, tudo isso no quarto.

Não aproveitamos muito o quarto, já que tínhamos saído para comer e, quando voltamos, ele foi dormir. Porém, eu ainda fiquei um tempo acordada resolvendo algumas pendências da loja com a Marina.

Estávamos com planos para um novo lançamento e isso precisava sair do papel o quanto antes. Fechamos um acordo com o fornecedor dos tecidos, que foi um grande filho da puta, mas conseguimos. Fechamos um acordo também com algumas costureiras e eu relaxei meu corpo no sofá, vendo que até então tinha dado tudo certo.

Desliguei meu notebook quando consegui resolver todas as pendências e peguei meu celular só para conferir como havia ficado o enunciado do site. Estava tudo muito lindo e atendendo às minhas expectativas.

Aproveitei o embalo para responder algumas pessoas no direct que tinham entrado em contato há pouco tempo. É um grande prazer conseguir colocar todo o meu plano em prática e ver ele dando certo.

Deixei meu notebook em cima da mesa de dentro, apaguei a luz e fui deitar também. Thiago se mexeu um pouco na cama e logo segurou minha cintura, me puxando para mais perto.

O rosto dele estava entre meus peitos e ele já tinha dormido profundamente novamente, e eu não pude perder tempo em fazer carinho no seu rosto. Naquele momento, seu cabelo grande me fez falta para acariciar e, além do mais, ele havia perdido totalmente a cara de santinho com o cabelo baixo.

“Fofo, cachorro, cabelo tipo anjinho.” Deixa muito explícita a sua forma de ser. Morro de saudades do tempo do seu cabelo com luzes.

E mais uma vez, em meio aos pensamentos que eu sempre tenho sobre ele, me vem o questionamento: por que te amar tanto? Por que te querer tanto depois de tantos problemas e dificuldades?

Eu entendo que para muitos eu possa soar como trouxa e besta por voltar para ele, mas é mais forte do que eu. Thiago é uma pessoa que me completa, que me alegra e me conhece até nos minuciosos detalhes.

Ele se mostrou diferente, se mostrou um cara mais aberto, amoroso, cuidadoso e solícito. Me fez superar expectativas e perceber que ele estava fazendo de tudo para mostrar que merece estar ao meu lado, e mereceu essa última chance. Se eu não estivesse decidida, mesmo com o empurrão dos nossos amigos, eu teria me arrependido.

Ultimamente, eu ouvi a música do Dactes com Baco, “Saudades”. Essa música me despertou de uma forma certeira o sentimento de saudade e a vontade de reconciliação na visão de Baco, e a perda e o desejo de mais uma chance na visão de Dactes. Se for analisar um pouco, essa música retrata um pouco do que tivemos.

A rotina quebrada e a incerteza de tudo eram pontos que sempre me pegavam muito. Ouvir várias vezes o Dactes repetindo “Como foi me perder de você”, “Quantas vezes vai ser tarde demais?” e “Quando vai ser quando for procurar e não me achar” me deixava mais pensativa sobre nossa volta.

Mas não era uma coisa para ser ecoada na minha cabeça, e sim na dele. E, aparentemente, mesmo sem ouvir a música ou ao menos saber da existência, aposto que ecoou alguma dessas palavras ou frases na cabeça dele.

Minha casa e meu corpo sentiam sua falta. Nossa maior chama havia se apagado… ou não, já que estávamos juntos naquele momento. Mas ainda existia uma pontada de medo, medo da despedida novamente.

E isso é medo de perder o amor dele, a forma como sou cuidada. Em seus braços mora o meu lar. Pode parecer hilário, mas tudo mudou desde o primeiro segundo em que eu o vi. Ele me ensinou sobre amor, me fez me amar e agora está me ensinando a te amar.

Por mais que eu o ame com todas as minhas forças, eu entendo que o amor é um constante aprendizado, já que todo dia você aprende a amar com erro, acerto, conciliação, estresse e carinho.

Amar é o maior ato de paciência que uma pessoa pode ter na vida. Tudo nessa vida requer paciência e, se você não souber esperar o momento certo, tudo desanda. Talvez esse seja um dos maiores erros da vida de uma pessoa.

Não estou dizendo que você tem que esperar três anos da sua vida para uma pessoa cair na real de que te ama, porque isso é sacanagem. Mas digo no sentido de saber esperar o seu momento e entender que talvez demore um pouco, mas a sua vez chegará. São situações e ocasiões que o amor te faz passar, sabe?

E eu tenho muita certeza de que ele é a pessoa certa para eu construir uma vida. A pessoa com quem vou ficar falando bobeira na sala da nossa casa, ouvindo nossas músicas ou algumas que nos acalmem, trocando olhares e carinho constantemente, e esperando ansiosamente o momento da chegada do outro em casa depois de uma rotina corrida de shows. E, com toda certeza desse mundo, a pessoa com quem vou construir planos de futuro.

Eu amo o Thiago. Amo nossa cumplicidade e a forma como enxergamos o mundo da mesma maneira.

 Amo nossa cumplicidade e a forma como enxergamos o mundo da mesma maneira

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Oi vidas, acho que a minha melosidade nesse capítulo aflorou mais kkkkkk!

Ouçam: Saudades Dactes feat Baco Exu do Blues. É uma delícia de ouvir.

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