Capítulo 27

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Ísis
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Ano Novo é uma das melhores celebrações existentes. Só perde para a Semana Santa, que lá na Bahia é a melhor coisa que se tem. Nesses dias ocorre baba de saia, bastante comida típica da minha terrinha e muita festa.

O amigo secreto iria ser no dia em que chegamos, mas aquele joguinho fodido de dedinho fez a gente beber o resto da garrafa e o resultado foi ficarmos muito loucas.

—Quem começa? -Niink pergunta-

—Pode ser eu. -Marina diz-

Ela corre até a árvore e faz seu discurso. Achei muito engraçadas as declarações, ela tinha um jeito único e engraçado de falar. Por coincidência, o amigo foi para o Niink e o inimigo para o Nagalli.

—Filha da puta, me deu logo uma capa do Batman. -Nagalli diz, colocando no corpo-

—Eu só encontro ele à noite, não tem como. -dá risada-

A rodinha foi seguindo e, para minha surpresa, a Letícia, uma das dançarinas, havia me tirado. Fui presenteada com um kit gloss e um capote moletom antigo da Planet, muito lindo, alegando que viu meu republicado no TikTok.

—Nossa, que fofa. -digo, abraçando ela- Obrigada, amor.

—De nada, foi luta, mas eu achei.

Acabou que rodou para mim a próxima pessoa. Peguei os presentes já rindo pra caralho e sem ter ideia do que falar.

—Meu amigo secreto é uma pessoa que eu não tenho muita proximidade, porém eu queria, pois tem cara de ser gente boa.

—Karla. -alguém do grupo diz-

—É um homem.

—Toledo.

—E entrou na Nova enquanto eu estava na Bahia. Tivemos uma estreita conversinha hoje. -digo, e a dúvida paira, já que eu conversei com metade da casa hoje- Eu não conheço muito sobre ele, então eu apostei em uma coisa que eu gostaria de ganhar se fosse um homem.

—Revela logo, Ísis. -Marina diz, impaciente-

—Essa dica agora entrega. Ele é uma pessoa que eu não sei, de forma alguma, pronunciar o vulgo. -geral chamou o Stick pelo vulgo- Vem cá, mano Estica.

—Nossa, mas você é foda. -dá risada, e nos abraçamos- Obrigada, Sisinha.

—Abre aí, quero ver se você gostou.

Ele pegou a sacolinha e abriu. Dentro tinha uma bermuda da Ed Hardy, que era coleção limitada.

—Não fode, parceira. E a gente conversou sobre essa porra hoje. -concordo, e ele olha a bermuda novamente- Valeu, você é quente, irmã.

—É nós, pivetão. -fizemos um toque e ele voltou para o sofá feliz- Tá, deixa eu pensar o que falar do meu inimigo sem ser meio óbvio.

Puxo algumas coisas rápidas na mente e logo lembro de uns fundamentos que tinham muito a ver com o presente.

—Essa pessoa também é um homem. É uma das pessoas que eu mais tenho proximidade e que eu não tava mantendo tanto contato. Recentemente teve uma briga com o pai ausente novamente e ele foi um dos atingidos.

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