capítulo 31

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Ísis
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A audição do Nagalli era o palco total. Ele havia me convidado para pular no seu álbum e eu fiquei super feliz quando a sua proposta foi feita com feat do G.A e do Niink. Era uma realização ver que o sucesso de todos estava chegando na medida certa.

— Eu fico super feliz. -Gabriel diz e me abraça- Você tá grandona, neguinha, vai fazer show fora, você merece tudo isso.

— Obrigada, amigo, nós merecemos todo esse sucesso, isso tudo é graças a vocês. -digo e nos separamos- Marina me conta muito o que acontece entre você e os meninos aqui em São Paulo.

— Nossa, meu amor. -ele faz cara de choro- Tô morrendo de saudades dela, cê tem noção?

— Tenho, ela também tá morrendo de saudades de você! A garota passa o tempo todo falando que sente saudades de você, o pessoal da produção não aguenta mais.

— Que se foda, tem que mostrar que me ama mesmo.

— Eu acho o amor de vocês lindo, de verdade. Daqui a pouco ela chega aí.

— Tá ligado que você é a madrinha do casamento, né? -concordo-

— Isso é óbvio, Gabriel! -digo convencida-

Observei uma barulheira ao redor e algumas pessoas da Nova entrando. Quando Ilana me viu, logo se adiantou em vir me abraçar. Ela está sendo a pessoa que eu menos vejo, nossos horários e agendas nunca batem.

— Que saudades, amiga. -diz chorosa- Aí, você tá tão linda.

— Você tá espetacular, de verdade. -dou um beijo na bochecha dela-

Nos soltamos e eu fui cumprimentando o pessoal que tava ali. Fiquei trocando assunto com o Gustavo, que ficava falando da vida de geral, e eu fazia rir, muitos podres.

— Mas o Thi...

— “O Thi” o quê, japonês safado? Me deixa em paz, irmão.

Thiago diz, entrando no cômodo, e nossos olhares se bateram de primeira, e eu não sabia o que fazer. Se abraçava, cumprimentava com aperto de mão ou só falava um simples ”oi”, mas ele pareceu ser mais esperto e me convidou para um abraço, e eu me encaixei nos seus braços. O pessoal fez um coro e a gente riu ainda abraçados.

— E aí, como você tá? -pergunta-

— Eu tô bem, e você? Vi que tava em Paris.

— Tô bem, na medida do possível. Paris é chave, tá? Você vai se amarrar quando for, tô ligado que cê vai roncar por lá esses dias que vêm.

— Tá ligado? Primeiro passo é sempre eurotour. -digo- Mas fico nervosa, sabe? Eu não tô sabendo lidar com o pessoal daqui.

— Lembra de uma parada que eu te disse lá na primeira vez que nós gravamos ou tentamos gravar juntos? -concordo- Então, só realçando: você é foda, neguinha, seu sucesso já estava traçado e tudo está conforme. Só faz teu nome que o resto é sucesso.

— Obrigada. -digo sorrindo, e ele deixa um beijo na minha testa-

Nossa maior interação era sempre pelas redes sociais. Depois de um tempo, os nossos fãs shipparam, mesmo depois de não termos mais nada. Por um lado eu achava engraçado, mas sempre dava uma pontada de saudades.

Alguns outros cantores chegaram ali e eu me peguei rindo com o Borges e o Kyan. Eu era a única mulher ali, aquele lugar tinha sido disponibilizado unicamente para quem iria se apresentar.

Juntos, pensamos em fazer um show beneficente. Era um valor simbólico e todo o valor seria doado para algumas instituições carentes de ajuda.

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