capítulo 35

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Thiago
🎙️

Arrumei minha luva na mão enquanto Baco me olhava. Hoje ele estava mais sério, e eu sentia medo, já que ele é minha dupla para o treino.


—Irmão, na paz, beleza? -peço, e ele ri, irônico-

—Não se preocupe. -dá de ombros-

Começamos a treinar enquanto o professor dava algumas instruções. Hoje ele estava usando um pouco mais de força, e eu podia imaginar o porquê.

Esses dias ele me pegou saindo da casa da Ísis. Depois desse dia, ele tava diferente pra caralho. A gente tinha voltado a ficar, não tão sério quanto antes, mas estava sendo algo com muita frequência. Ultimamente, não estamos nos vendo, já que ela havia viajado para fora por conta da sua agenda de shows.

Quando o treino se encerrou, eu fiquei trocando um papo no canto com o Kay Black, que hoje estava com o Isaac. Esse menino é uma das coisas mais fofas do mundo. Ele é uma criança calma e amorosa, me fez lembrar muito e sentir saudades de quando o Ryan era menorzinho.

Tava ajudando também o Kay a cansar o molecote, o que também não era um grande problema, já que eu amo crianças, e isso pra mim é a coisa mais fácil.

—Jab direto, Isaac. -incentivo ele, que golpeava o pai- Isso, moleque.

—Ganhou, pivete. Você é forte demais. -Baco diz, e ele comemora-

—Forte. -ele diz, e a gente concorda- Igual Homem-Aranha?

—Igual Homem-Aranha, filhão. -Kay concorda e ajuda ele a tirar as luvas-

—Quer água? -pergunto, e ele concorda- Vamo beber água com o tio Veigh.

Ele pega na minha mão, e a gente para ao lado do bebedouro. Enchi um copo pra ele, que bebeu rápido e me pediu mais. Naquela altura, o pessoal já tinha saído do ringue e tava indo geral recolher suas coisas pra ir embora.

—Pô, irmão, valeu por distrair o Isaac agora.

—Esse carinha é gente boa, mano. -digo sorrindo pro Isaac- Cê gosta do tio, Veigh?

—Tio Vigh'.

—Dá um abraço no tio pra gente ir embora, filhão. -me abaixo, ficando do tamanho dele, e ele me abraça-

—Tchau, lindão. Até o próximo treino.

—Tchau, tio.

Faço um toque com o Kay, e ele se despede por alto de geral. Baco se aproximou com minhas luvas e me entregou.

—Você deixou lá no ringue.

—Pô, valeu mesmo, irmão. -agradeço e abro meu armário, tirando minha mochila de dentro-

—Tô precisando trocar um papo com você.
-ele diz, e eu olho em volta- Não se faz, Thiago.

—Beleza, irmão. A gente troca um papo sem problemas. -digo- Você quer conversar agora?

—Agora e lá fora, o pessoal já tá fechando. -concordo-

Amor | VeighOnde histórias criam vida. Descubra agora