Capítulo 36

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Ísis
🧸

—Miguel, sai do meu quarto. -peço, e ele ri, ainda me abraçando-

—Você quer ficar arrumando o quarto bonitinho pra receber seu macho, né?

—Claro, hoje a minha noite vai ser boa pra fazer menino feio e catarrento. -a gente dá risada-

—Feio não, Ísis. -ele nega- Vocês são bonitos pra uma porra juntos, fazer uma criança sai com uma skin lendária.

—Então vai logo, vai embora daqui pra eu fazer um filho em paz. -digo, levantando da cama e abrindo a porta do quarto- Sai, Miguel.

—Tô indo, tô indo já. -se levanta e deixa um beijo na minha bochecha- Vou viver na noite italiana.

—Vê se lembra o caminho do hotel.

—Pode deixar. -solta um beijo-

Ele sai do quarto, e finalmente eu posso ir pro meu banho premium. Eu tinha comprado uma lingerie hoje, em uma loja que tinha aqui perto do hotel, então decidi que usaria hoje mesmo.

Na minha playlist tocava Lingerie, da Budah com o Vino. Essa música envelheceu como um bom vinho tinto. Usei meu esfoliante e um sabonete com cheiro de morango, saí do banho e, após me enxugar, coloquei a roupa íntima. E, de verdade, eu estava totalmente sexy.

Passei um hidratante na pele e decidi soltar meu cabelo. Dei uma arrumada e dei uma corridinha até o quarto pra pegar meu celular e tirar algumas fotos.

Tirei várias fotos no espelho até receber uma ligação do Thiago. Atendi, e ele me avisou que já estava no hotel, pedindo pra liberar na recepção. Coloquei um roupão, fui até o interfone e liberei a subida dele.

Fiquei parada na porta do banheiro, aproveitando o resto da música, até ouvir as batidas na porta. Assim que ouvi, fui até lá abrir, e quando o vi foi como se todo o tesão acumulado tivesse aflorado três vezes mais.

—Oi, vida. -ele diz e me dá um selinho-

—Oi, Thi, entra aí. -mando, e ele entra-

Fechei a porta e voltei ao banheiro pra pegar meu celular. Ele estava me contando como foi mó trampo chegar até aqui. Tirei o roupão, saindo do banheiro, e parei na entrada do quarto. Ele tava deitado na cama, olhando pro teto e falando. Eu pigarreei, e ele me olhou.

—Tá porra, moleque. -diz e senta na cama-

Ele observava cada parte do meu corpo em silêncio, me fazendo até sentir um pouco de vergonha, mas logo me chamou com a mão, e eu neguei.

—Vem cá, vida.

—Não, agora a gente vai conversar. -digo, cruzando os braços-

—Vem conversar aqui na cama. -me chama novamente, e eu nego-

—Vamos conversar, vida. -viro de costas pra ele, me olhando no espelho-

Ele levantou da cama, e eu ia correr pro banheiro, mas ele me pegou com mais força, me fazendo apoiar a mão no espelho, rindo.

—Você chegou falando mais que a nega do leite e agora me quer?

—Mas eu te quero sempre. -dá um beijo no meu pescoço-

Amor | VeighOnde histórias criam vida. Descubra agora