Resistir? Eu não consegui

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Como nós sentamos lá em cima, ninguém ficou na nossa frente.

— Só não vai se mijar de medo gatinha — Ele disse rindo.

— Ha ha ha, muito engraçado você — Ironizei e comi um pouco da pipoca.

— Depois daqui você vai querer ir pra onde?

— Não sei, pra onde você quiser.

— Ah, pode ser pra minha cas-

— Menos pra sua casa.

— Ixi, por que? Foi bem o Georg que abriu a boca de sapo dele não foi?

— Boca de sapo é tu, eu vou já dar uma bicuda em ti pra tu parar de apelidar o Georg.

— Calma ae bravinha, de boa.

— Agora shhh, o filme vai começar.

O filme começou e nós ficamos calados. Nós continuamos comendo a pipoca e começou a ficar meio tenso o filme. Eu fiquei meio agoniada porque o homem estava correndo atrás de uma pessoa.

Tom logo viu que eu estava agoniada e falou baixo.

— Já tá assim? Mal começou o filme.

— É óbvio, eu fico agoniada quando isso acontece em filmes.

— Fica de boa kk.

(...)

O filme já estava no final e eu tava meio traumatizado com as mortes.

Tom riu de mim e eu o encarei.

— Por que você tá rindo? — Perguntei irritada.

— Porque você é uma medrosa que não consegue ver uma morte rápida que nem é real kk.

— Hahaha, muito engraçado. Eu vou fazer isso contigo pra ver se é bom essa morte rápida.

— Calma mozão, fica de boa.

— Aleluia, o filme já acabou, bora logo sair daqui — Me levantei.

— Onde cê quer ir agora?

— Não sei, eu adoraria um chocolate branco.

— Qual é o preconceito com o preto?

— Que preconceito o que kk, eu só gosto mais do branco porque é mais doce.

— Eu não vou comprar chocolate não.

— Por que não? Como você quer conquistar uma garota em um encontro se você não quer comprar um simples chocolate pra ela?

— Encontro? Isso é um encontro?

— Não sei kk — Sai do cinema e ele veio atrás.

— Achei que era só uma saída.

— Vai comprar o chocolate pra mim?

— Tá eu vou.

— Aah obrigada.

— Mas...

— Ah meu Deus, lá vem. O que você quer já hein?

— Só se você me der um beijo na bochecha.

— Por que eu te daria um beijo na bochecha?

— Se você quiser o chocolate...

— Oh inferno viu? Tá bom — Ele se abaixa um pouco e eu dou um leve beijo em sua bochecha — Pronto Kaulitz, agora não me peça mais nada.

— Poxa, eu ia te pedir pra beijar a minha boca agora, mas já que tu não quer.

— Não mesmo.

— Tu não quer segurar nem minha mão pra ir pra loja de chocolate? — Estende sua mão.

KAULITZ || TOM E BILL KAULITZ Onde histórias criam vida. Descubra agora