Águas e segredos.

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Capítulo 022: "Águas e segredos".

• Neste capítulo – e talvez em outros – eu estarei colocando alguns 'povs' (narrações na primeira pessoa).
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É claro que não era ele... não poderia ser. Alguém teria avisado-o caso Deidara acordasse. Afinal, este foi seu último pedido à Obito antes de ir embora de Tokio para a sua nova vida.

Mas... era tão parecido. Mas deveria ser apenas uma mera coincidência, já que Deidara amava Tokio e não faria sentido o loiro não estar lá.

– Desculpe-me perguntar-lhe, mas... – Sasuke toca o ombro do homem loiro para chamar-lhe a atenção. – Para onde é seu voo? – Pergunta quando vê os olhos voltados para si.

– Não é da sua conta. – O homem responde simples.

"Rude do caralho", pensa Sasuke. "Custava responder?"

• • • • •

Sasuke entrou no avião com suas malas de mão, já que as malas maiores já se encontravam no bagageiro.

Nem era possível de se acreditar que estaria de volta à Tokio em apenas algumas horas, ou pior, em um dia estaria de volta na sede da Akatsuki.

Sasuke olhava em volta, perdido em seus pensamentos, quando olha para o lado da janela e percebe um guardanapo ali.

Olhou para o menino à cadeira da frente – que deveria ter, no máximo, 8 anos. Ele parecia nervoso.

Sasuke pegou o bilhete.

"Hilf mir" estava escrito com uma letra bastão torta e ortograficamente incorreta. Aparentemente, o garoto não falava inglês.

Sasuke pegou seu celular, não sabia em que lingua o menino falava, então decidiu colocar no tradutor.

"Ajude-me", era a tradução que vinha pelo tradutor do Google. Aparentemente, o garoto estava falando em alemão.

Sasuke apertou o botão sobre sua cabeça, para chamar a aeromoça.

Em poucos intantes a mulher apareceu em seu acento.

– Bom dia, senhor. Precisa de alguma coisa? – A mulher perguntou.

Sasuke fez um sinal de silêncio com o dedo indicador sobre os lábios e entregou-lhe o papel, logo apontando para a cadeira da frente.

– Sim, eu gostaria de uma água. – Sasuke diz, para esconder dos demais passageiros o que estava acontecendo.

– Claro. Irei providenciar, aguarde uns instantes. – A mulher diz, indo em direção às outras aeromoças com o papel em suas mãos.

Sasuke obcerva os movimentos e percebe que ela relatava o caso para uma de suas colegas de trabalho, ao deixar o papel em suas mãos.

Logo depois ela retorna com o copinho de água com tampa em suas mãos.

– Aqui está, senhor. Deseja algo mais? – Ela pergunta.

– Ah, não. Obrigado, é só isso. – Sasuke sorri.

• • • • •

Sasuke's Pov.

Eu não sei, ao certo, o que aconteceu depois. Aquela outra aeromoça da qual ela havia dado o guardanapo tinha se aproximado da fileira da frente e começou a conversar com a mulher que sentava-se ao lado do menino em, provavelmente, alemão.

E como eu não sei nada de alemão, eu não fazia a menor ideia do que elas estavam falando.

Teve uma hora que a mulher se alterou e começou a gritar com a aeromoça, chamando a atenção de todos no avião.

O menino se mantia quieto, quando a aeromoça tentava falar com ele. Aparentemente, ele tinha medo de falar qualquer coisa porque sua 'mãe' – se, se quer, for mãe dele – estava ao seu lado.

Depois de quase quatorze horas de voo – e uma dor absurda nas costas – finalmente cheguei ao tão esperado aeroporto de Tokio.

Fui às esteras e logo avistei uma de minhas malas.

Já estava ficando impaciente porque as outras duas ainda não haviam dado sinal, quando vi uma na sequência da outra.

– Por Deus... – Murmurei. – Ou pelo Diabo...

Peguei uma em cada mão, coloquei a terceira em meu braço – já que ela tinha um formato semelhante à uma 'bolsa'. Saí finalmente daquele local, já estava começando a sentir dor de cabeça.

Avistei, de longe, Itachi mechendo em seu celular impacientemente. Eu não esperava vê-lo aqui.

– Veio me ver? – Pergunto sorrindo torto.

Ele olha na minha direção e sorri logo em seguida.

– Sasuke! – Itachi se empolga. – Eu queria te mostrar uma coisa, mas não queria falar por telefone, então pedi pro tio Mada te mandar a carta de socorro, você recebeu ela, né?

– Aquela pedindo para eu voltar porque deu merda dentro da Akatsuki?

– Essa mesma. – Itachi ri. – Então... não era verdade, mas agradecemos se quiser ficar durante um tempo a mais aqui.

– Tachi... – Eu tento começar.

– Vem você vai gostar tanto! Eu juro, você vai amar a surpresa!

– Tachi! – Digo um pouco mais alto. Ele para de pular de alegria e me encara, perdendo o sorriso aos poucos. – Eu não posso ficar.

– Mas... você veio até aqui...

– Eu tenho uma família, Tachi. Prometi para a minha filha que voltaria o quanto antes.

Ele fica em silêncio durante certo tempo, pensando no que dizer. Percebi que Itachi parecia meio abalado com a notícia de que eu não ficaria por muito tempo, mas eu estava aqui agora e aproveitaria o tempo com ele, antes de voltar para a minha rotina.

– Tudo bem. Eu consigo remarcar o meu voo para mês que vem... – Digo abraçando-o.

– Obrigado...

– Pelo quê?

– Pelo abraço, por vir, por ficar. Eu senti sua falta todos os dias... – Ele diz apertando mais o abraço e eu sinto algo molhado em meu ombro.

Itachi estava chorando.

Ele sentiu tanta falta de mim a este ponto? Eu nunca tinha visto meu irmão chorar antes.

– Tá... tá... – Digo dando tapinhas leves em suas costas. – Eu tô aqui... agora, para de chorar e me mostra logo essa surpresa. – Digo rindo.

Tachi se afasta de mim e solta um riso leve, logo limpando as correntes finas de lágrimas que escorriam de seu rosto.

– Vem! – Ele diz rindo e arranca as malas das minhas mãos. – Vem logo!

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Obrigado por lerem e espero que tenham gostado da adaptação que eu fiz, colocando os 'povs'.

Luann.

Sky Line - NaruSasu.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora