Capítulo 023: "Final feliz (ou não)".
• Esse NÃO é o fim da história! Apenas o título do capítulo.
Sasuke estava sentado no banco do passageiro, enquanto Itachi dirigia seu próprio carro.
Os dois mantiam uma conversa rasoavelmente aceitável, mas trocavam algumas ferpas de provocações.
Sasuke contava de como seu restaurante havia feito sucesso e ele estava abrindo franquias. Itachi deu a proposta de abrir uma em Tokio, para que o moreno voltasse para lá.
– Eu adoraria voltar, mas duvido que a Sakura vá concordar... – Sasuke diz, dando de ombros.
– Ah, mas você disse que tem franquia até na América, qual é o problema em abrir uma na Ásia?
– Eu estava pensando nisso. Tenho um ex-funcionário que se mudou para a Índia e me deu a ideia de abrir uma lá, eu gostei da ideia, mas ainda estou pensando sobre isso.
– Com que frequência você visita as franquias?
– Depende de qual. Eu trabalho na original, que fica em Londres, e visito a que tem na Belgica uma vez a cada duas semanas. – Diz, depois de um certo tempo pensando. – E as outras franquias da Europa, eu visito uma vez por mês.
– E as da América?
– Fui na que tem no Canadá uma vez à 4 anos atrás, no aniversário da Sara, mas nunca mais cuidei... e as outras eu nem sei o que acontece lá, é quase como se nem fossem minhas.
– Você ganha alguma coisa dessas outras franquias?
– As que eu não cuido? – Sasuke pergunta, e Itachi murmura um 'é'. – Ganho lucro de 20%.
– Só?
– Claro, eu não cuido de lá mesmo, por mim nem precisava do lucro.
– Ótimo, então me dá. – Itachi ironiza rindo.
E quando menos esperam, Itachi já está estacionando seu carro em uma rua que Sasuke conhecia melhor do que qualquer outra. Passou um ano inteiro dividindo sua vida entre terminar seus estudos e ir para lá.
Claro que alguns estabelecimentos mudaram ao longo destes 10 anos e as ruas paralelepipticas foram substituídas por um asfalto, mas era a mesma rua e seria impossível não reconhecê-la.
Era a rua dos seus piores pesadelos, mas, ao mesmo tempo, se encontrava em seus sonhos mais belos.
As expectativas e as decepções andavam lado a lado sempre que ele ia – ou, se quer, pensava – nela.
– Por quê? – Pergunta.
– Por que o quê?
– Por que me trouxe aqui? – Sasuke repete a pergunta, mas mais completa.
– Porque sua surpresa está lá. – Itachi diz apontando o indicador ao grande hospital à sua frente.
Seu coração errou uma batida. Seja o que for que tem lá dentro, seria de fato uma grande surpresa – seja ela, positiva ou negativa.
• • • • •
– Como eu tinha dito antes, eu não queria te contar por telefone... achei que seria melhor te trazer até aqui, para que pudesse ver com seus próprios olhos. – Itachi diz, guiando Sasuke através dos corredores largos e luminosos.
Quarto 208, segundo lugar.
Ele abre a porta, dando espaço para Sasuke entrar no cômodo. O Uchiha mais jovem estava nervoso e temia que a 'surpresa' fosse, de fato, aquilo que seu cérebro dizia-lhe que era.
Ao entrar no quarto, ele percebe que era, ninguém mais e ninguém menos que, Deidara. Dormindo, desacordado no quarto – como sempre foi, desde o acidente.
As memórias vieram todas à tona. A briga, o estado do carro, a ligação, o momento em que o médico relatou-lhe o estado em que Deidara estava, o ano que se seguiu arrastado e torturante, as noites sem dormir, os olhos doloridos de tanto chorar, Naruto, as notas ruins nas provas, os dias em que ia até o hospital... e Naruto novamente.
Tudo. Simplesmente tudo veio em sua mente.
Sasuke se manteve quieto, observando os cabelos loiros – muito maiores do que antigamente – e o peito elevando-se lentamente.
Itachi passa reto, como se não estivesse nem um pouco triste pelo estado de seu melhor amigo. Ele apenas se aproxima do loiro e passa as mãos no cabelo comprido.
– Acorda idiota, ele tá tendo um tréco. – Itachi diz, puxando os fios loiros.
– Me deixa dormir... – O loiro murmura, virando-se para o outro lado.
– O-o quê? – Sasuke pergunta trêmulo e em um suspiro. – M-mas... como?
O loiro parece perder o sono assim que ouve a voz do mais jovem e levanta da cama correndo.
– Você está aqui! – Deidara diz animado, enquanto pula em cima do moreno, que quase cai com o peso. – Espera, você está aqui, né...? – Pergunta se afastando e apertando a bochecha de Sasuke, como se fosse para confirmar.
– Eu tô aqui sim... mas é estranho ver você... sabe, acordado.
– Eu sei... queria voltar a dormir, minhas costas doem. – Deidara resmunga.
– Você dormiu por 11 anos, seu idiota... – Itachi diz.
– Cala-te. Estou falando com o Sas, não com você. Vaza daqui. – Deidara diz, puxando Itachi para fora do quarto e fechando a porta na cara dele. – Como você está?
– Bem melhor com você vivo. – Sasuke diz rindo.
– Hilário, né? É estranho pensar que eu voltei da morte.
– Lembra do que causou isso?
Deidara se mantem quieto por um tempo e sorri triste.
– Sei... – Deidara baixa o olhar para fitar o chão. – Ele... te pediu desculpas?
– Eu convenci o Itachi a me mudar para um escola aqui em Tokio, para eu poder te visitar... eu nunca mais vi ele depois da rematricula.
– Ah... então, ele nunca veio me visitar?
– Não sei. Mas, se ele vinha, eu nunca encontrei ele pelo hospital.
Deidara tenta sorrir, mas seus olhos lacrimejam e seu rosto entristece.
– Mas Kushina vinha te visitar sempre. Eu e ela conversávamos um pouco enquanto estávamos aqui... pude conhecê-la melhor. É uma mulher incrivelmente forte e guerreira.
– De fato. Tenho muito orgulho de minha mãe. – Deidara diz, sorrindo. Um sorriso verdadeiro.
Nenhum dos dois sabia, ao certo, o que falar.
– Quando você terá alta? – Sasuke decide puxar assunto.
– Tenho alguns exames amanhã cedo, se passar neles, saio em dois dias.
– É bom te ter de volta. – Sasuke sorri.
– É... é bom estar de volta. – Deidara diz.
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É isso... o "final feliz", é o que eu gostaria que acontecesse na vida real. Mas, como eu disse no início do capítulos, este não é o fim e vai ter uma continuação.
Luann.
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Sky Line - NaruSasu.
FanfictionNaruto se mantia em um relacionamento tóxico faziam anos, e só conseguiu abrir os olhos para a verdade quando conheceu um certo moreno de pele pálida do qual se apaixonou. Mas as histórias, às vezes, acabam por ser trágicas e um acidente separa os d...
