Capítulo 30

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Josh Beauchamp

Vejo pelo retrovisor uma pessoa de touca preta no rosto, saindo da janela do lado do carona com uma arma na mão.

— CUIDADO -assim que grito assustado, o vejo disparar um tiro na nossa direção, e sinto a Any me agarrar mais forte- te acertaram?

—Any: não, e em você?

— também não -falo um pouco aliviado.

Começam a atirar ainda mais contra a gente, e eu continuo pilotando e desviando dos tiros. Vejo uma rua estreita e entro nela pra tentar desviar deles, mas eles vem atrás.

—Any: Josh, passa próximo aquelas latas de lixo a frente, vou tenta fazê-las cair, pra impedir o caminho deles

— tá bom -jogo a direção mais pro canto.

Quando estávamos passando do lado, vejo através do retrovisor a Any chutando as latas de lixo, as fazendo cair no chão, atrapalhando um pouco a passagem do carro.

— mandou bem -a vejo sorrir nervosa pelo retrovisor.

Mas logo escuto outro tiro, e dessa vez o cara acerta o pneu traseiro da moto, me fazendo perder o controle, e caímos no chão.

Sinto meu braço ficar todo ralado, levanto rapidamente e me aproximo da Any.

— você tá bem? Se machucou? -a ajudo levantar e ela parece está com dificuldade.

—Any: acho que torci o pé -fala se apoiando em mim, e se mantendo equilibrada num pé só.

—Xxx: vamos logo, eles não devem está longe

Escutamos vozes vindo da direção da rua que derrubamos as lixeiras. Começamos a correr, e a Any corre com certa dificuldade.

—Xxx: eles estão ali -só escuto as vozes deles.

—Any: eles estão correndo atrás da gente -fala olhando pra trás.

Viramos na esquina entrando em outra rua, estava tão nervoso e assustado, que só sentir a Any segurar a minha mão, e me puxar pra um beco escuro.

Vejo uma lixeira bem grande, e atrás dela tem uma porta de porão, que dar acesso a lojinha da rua, mas está fechada com cadeado.

— droga, está trancada -bufo irritado.

—Any: silêncio, e fica de olho na rua -a vejo mexendo na bolsa.

— o que vai fazer? -pergunto confuso.

—Any: rua, Josh, olha a rua -me repreende e eu obedeço.

Me mantenho atrás da lixeira, observando a entrada do beco, mas sem sinal deles. De repente escuto o barulho do cadeado abrindo, olho pra trás, e a vejo com um grampo na mão.

— você sabe abrir fechadura? -fico surpreso e ela abre o porão.

—Xxx: CADÊ ELES? -escutamos seu grito irritado.

—Any: vamos entrar logo -entra primeiro.

Entro logo atrás dela e fecho o porão, que também tem uma tranca por dentro. Vejo que o porão é feito pra ser um depósito, pois tem várias prateleiras cheias aqui.

—Any: acho que estamos seguros por enquanto -me aproximo, e ajudo ela a sentar numa cadeira que tem aqui.

— você tá bem? -pergunto preocupado e ela nega.

—Any: meu tornozelo tá doendo muito, não sei se consigo sair daqui assim -diz gemendo de dor.

— não se preocupe, vou ligar pro Dante -pego meu celular e ligo.

Lover - BeauanyOnde histórias criam vida. Descubra agora