15 - Fim de sábado

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Pov Maraisa

Eu me sentia animada, quase em êxtase, depois de passar o dia trabalhando. Apenas eu e Josh estávamos sentados no deque da casa de Marília – além dela, é claro. Os outros quatro, incluindo Lindsey, já haviam ido embora. Josh e eu ficamos para tomar uma cerveja. Eu estava com um sorriso ridiculamente grande.

— Correndo o risco de parecer uma idiota completa, preciso dizer que hoje foi incrível. Não consigo me lembrar de ter gostado tanto de trabalhar em algo. Não tenho certeza de ter sentido isso.

Josh inclinou a cerveja em minha direção.

— Que bom. Ótimo. Mas acho que você tem muito a ver com isso, Maraisa. O fato de ser nova no grupo pareceu reacender algo em todos nós; em Marília, especialmente. — Ele moveu os olhos para a chefe. — Não vejo você animada assim há anos. Hoje parecia muito mais o lançamento de produto, do que uma campanha de reposicionamento de marca. Tudo pareceu novo outra vez.

Marília estava sentada em uma poltrona. Ela usava óculos escuros, mas eu podia sentir seus olhos em mim.

Assentindo, ela falou:

— É verdade. Já faz muito tempo que nada parecia tão certo.

Depois de mais alguns minutos, Josh tomou o resto da cerveja.

— Tenho que ir. Elizabeth quer ir a uma festa de degustação de bolo esta noite. Desde quando tudo que envolve casamentos se transformou em uma porcaria de evento? Tive que ir a uma degustação de comida, ao show de uma banda e a uma feira de apresentação de flores. Vegas parece cada vez melhor.

— Espere só. — Marília se levantou. — Taylor teve um chá de panela, uma festa de anúncio da gravidez e uma festa de revelação de sexo. Você está só começando, amigo.

— O que é uma festa de revelação de sexo?

— Os pais entregam um envelope selado que contém o sexo do bebê a uma confeitaria e o confeiteiro coloca glacê rosa no recheio do bolo se for menina e glacê azul se for menino. Então, fazem uma festa e todos descobrem ao mesmo tempo, incluindo os pais. Tortura. O que aconteceu com aquela coisa de a criança nascer, o médico dar uma palmada e gritar que é um menino?

— Obrigado. Parece que tenho muito pela frente.

Marília deu um tapinha nas costas de Josh enquanto caminhávamos até as escadas.

— Por nada.

Chegando ao primeiro andar, olhei a bagunça que deixamos na sala de estar e na de jantar. Marília pediu o jantar e havia pratos e papéis bagunçados de nossa sessão de trabalho em todo o lugar.

— Para onde você vai, Maraisa? — perguntou Josh. — Vou pegar um táxi para o centro se quiser dividir um.

— Vou cruzar a cidade. Mas vou ficar por mais um minuto e ajudar Marília a arrumar um pouco.

Josh olhou por cima do meu ombro, se dando conta da bagunça.

— Droga. Obrigado. Te devo uma, Maraisa. Vejo vocês na segunda-feira.

Antes mesmo de Marília reaparecer, eu já tinha deixado o lugar mais ou menos limpo. Peguei o lixo e estava enxaguando os pratos e colocando alguns na máquina de lavar louça quando senti Marília surgir atrás de mim. Ela gentilmente colocou a mão em meu rosto e eu parei o que estava fazendo.

— Continue.

No começo, pensei que ela queria que eu continuasse a colocar as coisas na máquina. Então, percebi que estava cantarolando. Sorrindo, continuei com a melodia. Por sorte, ela não era César. Eu teria ficado mortificada se ela tivesse adivinhado a música que eu cantarolava.

Minha Chefe Criativa - Malila | G!pOnde histórias criam vida. Descubra agora