Capítulo 37 - Em uma situação destas, só me resta aceitar o que vier...

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Cai em um sono profundo por causa da febre, mas não foi um sono reparador. Meu corpo inteiro doía como se alguém tivesse martelado cada pedaço de músculo ou tendão dele. Quando acordei estava todo suado e grudento, o que apenas piorou meu mal estar e desconforto. Gemi fracamente, tentando sair de onde estava, porém eu estava preso em algo estranho. Era firme ao toque e ao mesmo tempo um pouco macio. Um travesseiro muito estranho esse!

Aliás, esse travesseiro tinha dois mamilos bem a minha frente e eu estava apertando isso! Empalideci quando ergui a cabeça e me deparei com os dois grandes olhos de Wo Dan sobre mim. AAAAAAAAHHHHH!!
"Uh..." A voz ficou entalada na minha garganta.

"Bom dia, ratinho. Sente-se melhor?" Os olhos de Wo Dan semi cerraram-se de uma forma perigosa e eu senti seus braços se fecharem um pouco mais sobre mim.

Estávamos tão perto um do outro que de repente fiquei muito autoconsciente de todas as regiões do corpo de Wo Dan. Podia sentir seus músculos peitorais, sua respiração suave, subindo e descendo no torso bem definido, a um ritmo constante.

E um grande volume, rígido e bem quente, abaixo do baixo ventre, que batia próximo às minhas coxas. 
"Acho que a febre está voltando. Seu rosto está bem vermelho." Wo Dan foi medir minha febre novamente, mas eu sabia que ele estava apenas brincando.

No entanto, minha cabeça pendeu devagar para o lado e ele me chamou alarmado. Acho que minha alma saiu temporariamente do corpo de tanta vergonha e acabei desmaiando.
Só pude pensar antes de apagar completamente como que este homem cogitou em dormir comigo antes, ele queria o quê? Me empalar vivo?!

Voltei algum tempo depois, o choque foi grande, mas não era para tanto. Wo Dan já havia se vestido (obrigado Dizang!) e também tomou a liberdade de por minhas roupas também. Acordei com ele terminando de amarrar meu cinto.

"Ratinho, temos que ir agora. Não poderemos descansar mais."
Assenti, tentando me levantar. Todo meu corpo gritou em protesto.

"Você consegue andar?" Wo Dan olhou-me dos pés a cabeça.
"Sim." Reuni forças para falar, porém eu me sentia zonzo ainda pela febre residual. "Podemos ir." Afirmei com convicção.

Saímos do esconderijo e caminhamos à passos rápidos.  Aos poucos, voltei ao estado de alerta antes e pensamentos negativos crivaram-me. Será que Yang Ming conseguiu voltar? E se Zhou Xu o interceptasse e o matasse? Eu não conseguiria mais olhar para Huo Mao...

Wo Dan conhecia bem várias trilhas na floresta e logo estávamos em um caminho mais plano e aberto. Decidi falar.
"Wo da-ren, não seria melhor fazermos conforme eu disse antes? Isso está saindo muito perigoso, e se algo tivesse acontecido a Yang Ming? Ele é um rapaz muito valoroso e de confiança."

"Hmmm... você gosta tanto assim de Yang Ming?" Wo Dan virou-se, com a voz levemente irritada. Acho que foi de tanto eu insistir no meu plano de fugir e deixá-los, mas ficar assim era um abuso!

"Huo Mao o trata como um filho, ele é leal a você e um bom guarda... você está aqui agora, correndo um risco desnecessário também, sendo que isso nem é um problema seu." Tentei dissuadi-lo de continuar a proteger-me.

"Eu posso seguir daqui em diante. E você pode voltar, Zhou Xu não irá atrás de você." Eu espero.

Wo Dan parou de caminhar. Sem olhar para trás, ele falou:
"Du Fushi, lembro de ter comentado a você que eu lhe era muito grato por ter salvo minha prima e seu marido, lembra-se?"

"Eu sei, eu lembro, mas Long Baosheng pode ter mentindo para Chen Na para conseguir dinheiro. Pode ser que Tung Yachen nunca fosse fazer nada desde o princípio!" Acho melhor que Wo Dan tenha consciência de de todas essas possibilidades.

O Protagonista é um Bastardo!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora