Quando você conhece a pessoa desde os oito anos, -e a odeia desde então- sabe mais sobre ela do que a própria, sempre consegue reconhecer suas mentiras e até mesmo os momentos em que seu mundo está desabando...
Será que o ódio de duas pessoas assim...
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O fim de semana finalmente chegou.
Seungmin estava ficando na casa dos Yang desde a quarta-feira, pois sua avó fez uma viagem com algumas de suas amigas, e não quis que o Kim ficasse sozinho.
Ao descobrir isso, Harin havia tentado entrar em contato com o irmão algumas vezes, mas ele seguiu dizendo que o sobrinho não queria, de jeito nenhum, falar com sua mãe.
Mesmo assim, naquele dia, a morena conseguira convencer Taehyun de deixá-la fazer uma visita.
No momento, Seungmin e Jeongin estavam no quarto do Yang, enquanto o mais velho ignorava totalmente o fato de que sua mãe estaria lhe esperando no andar de baixo.
Os primos jogavam um joguinho bobo de tabuleiro, enquanto a tv estava ligada, mesmo que não fizessem questão de prestar atenção no que se passava nela.
— O Hyunjin não veio aqui hoje por quê? -O loiro deixou uma risada escapar, antes de responder.
— Eu expulsei aquela peste daqui ontem. -Seungmin arqueou uma sobrancelha para o garoto, achando estranho. — Não ri, e nem me xinga.
— Por que eu o faria?
— ... Por que eu 'tô ignorando o Hyun, desde que ele me comeu no ludo... -O Kim interrompeu seus movimentos, enquanto arregalava levemente os olhos.
— Não posso te julgar, eu teria feito o mesmo.
— A competitividade, é de família. -O moreno concordou.
— Mas você vai continuar ignorando o bichinho?
— Daqui a pouco ele 'tá aí, esquenta não.
E, realmente, não demorou muito tempo, até que o garoto estivesse tocando a campainha.
Ao descer as escadas, Jeongin olhou brevemente para a sala. Seu pai e sua tia assistiam ao noticiário, enquanto comiam alguma sobremesa.
Para o Yang, a presença de Harin era insignificante. Ele nunca foi tão próximo à tia; os últimos acontecimentos, mudaram ainda mais o seu julgamento, e ele estava determinado a fingir que a Kim não existia.
— Boa tarde, Hwang. -Com os braços cruzados, o menor abriu a porta, encarando Hyunjin.
— Boa tarde, meu loirinho. -Jeongin tentava manter a expressão de tédio para encarar o mais velho. Porém, as falas do moreno ainda o afetavam.
— O que foi? -Mesmo parecendo resistente, ele não fez nada que impedisse Hyunjin de pegar em sua cintura, e o trazer para perto.
— Ainda 'tá com raiva de mim?
— 'Tô. -Não, ele não estava.
— Príncipe, é um jogo...
— Não ligo, eu sou competitivo. -O Hwang revirou os olhos, o puxando ainda mais contra si.
— Sei bem disso. -Ele afastou lentamente as mãos do loiro, abrindo espaço para uma aproximação decente.
Aproveitando a facilidade com que Jeongin permitia os toques, Hyunjin o puxou para um beijo, ignorando totalmente o fato de que o Yang –teoricamente– estava com raiva de si.
Toda a marra do mais novo sumiu, no momento em que seus lábios se encontraram. Ele amoleceu nos braços do Hwang, e, finalmente, também se entregou ao contato, levando ambas as mãos ao pescoço do moreno, colando mais –se é que era possível– os seus troncos.
— Ainda me quer longe de você?
— Eu não vou responder essa sua pergunta. -Ele deu as costas, e Hyunjin o seguiu para dentro, rindo.
— Presumo que não.
— Ah, uma coisa: minha tia veio aqui hoje, 'tá lá na sala com meu pai.
Mesmo tendo protestado um pouquinho, o Hwang foi até o cômodo, –eles teriam que passar por ali, de qualquer forma– cumprimentou Taehyun, e continuou direto para as escadas.
— Oi, Jinnie. -O moreno virou apenas a cabeça na direção da mulher, e lhe ofereceu uma expressão de desgosto, logo voltando a fazer seu caminho até o quarto de Jeongin.
[ . . . ]
Tendo o chat em grupo aberto, os garotos conversavam sobre a festa que havia acontecido no dia anterior.
O aniversário de Jeongin, fora na outra semana, mas o Yang optou por comemorar na sexta-feira seguinte. Algumas pessoas de sua escola estiveram presentes também no dia, e muitas delas se chocaram com a proximidade do aniversariante com Hyunjin.
O histórico dos dois sempre fora bastante conturbado, e todos sabiam daquilo. Era realmente uma surpresa para qualquer um, que ambos tenham engatado em algum tipo de relacionamento.
Os três, entretidos em seus aparelhos, não faziam mais noção do que se passava na tv.
Na tela do aparelho havia uma mulher morena, de aparência jovem, na frente de um hospital.
"Estamos com notícias diretamente do hospital mais próximo ao local do acidente. Alguns dos feridos estão tendo atendimento até o momento.
Nas últimas três horas, vinte e cinco corpos sem vida foram encontrados. A batida foi feia, e os destroços se espalharam por grande parte do local.
Entre cento e cinquenta e sete passageiros, apenas noventa e quatro foram localizados. Além dos vinte e cinco sem vida, temos nove em cirurgia..."
Em certo momento, Seungmin passou a prestar atenção na notícia. Ele ouvia os nomes dos falecidos, sem dar muita bola para aquilo.
Mas, ao escutar um familiar, seu corpo inteiro gelou, e ele ficou sem reação.
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OIEEEE
Uma vergonha o tempo que fiquei afastada, eu sei.
Tive um bloqueio, e a criatividade só voltou na última madrugada. Eu planejava revisar esse capítulo durante o dia que passou, mas a minha prima veio aqui em casa, e ficamos o dia inteiro arrumando umas coisinhas pra enfeitar minha mochila. (A querida tem mais chaveiro pendurado do que material de fato)