Discurso Errado

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Eu estou bastante desmotivada por conta da falta de comentários, vou ser sincera.
Sei que a fanfic está crescendo em relação a leitura e voto, mas será que tem gente lendo mesmo?

Sinto muito, mas isso
desanima demais.

Perdoe-me por
qualquer erro.

Uma boa leitura! ♡

...

Abri a porta de madeira com uma mão, enquanto a outra segurava um prato com mingau de leite e uma maçã. Fui devagar até onde está amarrado e de cabeça baixa, parecendo com medo de me encarar. Contudo, não parecia um medo de temer, mas sim um medo psicótico e furioso. Tive certeza quando o olhar do jovem encontrou o meu e um sorriso foi formado em seus lábios.

ㅡ Agora é uma vagabunda que veio me ver... Bando de idiotas. ㅡ Sua voz sai falhada pelos machucados que provavelmente ainda doíam.

ㅡ Você deveria ter mais papa na língua por alguém que faz parte do grupo que salvou sua vida e está te alimentando. ㅡ Peguei uma cadeira, sentei-me e cruzei as pernas com o prato sobre o joelho.

ㅡ Alimentado os porcos antes do abate. ㅡ Sorri novamente, dessa vez me encarando fixamente. ㅡ Apesar de que... Não, vocês não vão me matar.

ㅡ Por que tem tanta certeza assim?

ㅡ Vocês não parecem desse tipo, afinal me trouxeram aqui e não me deixaram pra morrer naquela barra de ferro. Acredite, teria sido mais fácil pra aqueles caras. ㅡ O garoto de cabelos castanhos e olhos verdes sorri de lado, balançando a cabeça enquanto parecia pensar. ㅡ Vocês são boas pessoas, e é isso que vai matar vocês.

ㅡ Você não faz ideia de quem nós sejamos.

ㅡ Eu sei que vocês não vão me matar. ㅡ Novamente um sorriso diabólico.

ㅡ Eles sim. Mas quem te garante que eu não? ㅡ Deixo o prato na frente dele, no chão. Apoio os cotovelos sobre os joelhos e encaro aquele rosto sujo. ㅡ Eu já lidei com tipos como você antes, garoto. Não tenho medo de machucar alguém que eu queira machucar, e acredite, estou pensando muito em socar sua cara agora.

ㅡ Você não vai fazer isso.

ㅡ Ainda não. ㅡ Me levanto, pego meu canivete e vou até de trás, sendo acompanhada pelo olhar por ele. ㅡ Se fizer alguma gracinha, perde o dedo.

Corto o nó, pois não daria como desamarrar, ainda há bastante corda então vou poder amarrá-lo de novo. Assim que se solta, ele abocanha o mingau como se não visse nada comestível a semanas. Isso tocou meu peito brevemente.

ㅡ Já que não vão me matar, o que pretendem fazer comigo? ㅡ Assim que ele termina, eu pego suas mãos e volto a amarrá-lo.

ㅡ Até logo, garoto. ㅡ Dou uma última olhada nele antes de sair, encontrando T-Dog sentado na frente da pequena cabana. ㅡ Quer que eu te traga algo?

ㅡ Não se preocupa, já comi. ㅡ Eu afino com a cabeça e estou pronta para seguir para casa, mas ele volta a falar. ㅡ Diana, de todas as pessoas daqui, você é a que eu mais confio. Minha mãe foi do exército e ela podia não ser uma grande líder, mas tinha um senso de justiça que salvou bastantes pessoas. Você me lembra ela.

ㅡ Ela deve ter sido uma mulher incrível, T-Dog. ㅡ Sorrio pequeno, sabendo o que queria me dizer com aquilo, e volto para meu caminho.

Assim que entro na sala, vejo todos ali, discutindo a situação como se fosse mais um dia normal. Esse é novo normal, eu acho.

Zombie Heart l • TWDHistórias para pegar e não largar. Descubra agora