Capítulo 6

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Tudo está indo bem, por enquanto.  Riddle e eu estamos tendo alguns minutos de paz, depois de uma conversa exaustante com Lord McKinnon, um dos principais opositores de Riddle, agora que meu pai deixou essa posição. É incrível como o maldito gosta do meu 'marido incrível', agora.

Enquanto estávamos em silêncio, apenas tomando uma bebida, Dumbledore se aproximou.

Riddle com certeza não gosta de Dumbledore. Eu por outro lado, sou muito grato ao homem. Além de Sírius e meu mestre, que conhece todos os meus segredos, Dumbledore conhece a maior parte de minha história. Foi ele quem me falou sobre meu mestre, nos apresentou. Ele também foi uma das poucas pessoas que sabiam para onde eu fui depois de Drunstang, e ele também sabe que posso ser considerado ao menos inteligente.

Ele sorri para mim, condescendente. Realmente, foi uma surpresa quando o homem me chamou em seu escritório pela primeira vez e me falou que sabia que eu era um necromante. Dumbledore tem um pouco de preconceito, sim. Mas, felizmente, eu era um grifinório e de uma família clara. Bom, ao menos meu pai. Minha mãe não é como os Grindelward, mas eu acredito que eu realmente sou um Grindelward, ao menos mais que um Potter. Não era claro antes da minha herança, e agora sou completamente escuro.

"Harry, meu menino. Como vai? Vejo que voltou para a Inglaterra cedo, e, bem, se casou."

Entendo as entrelinhas e dou um pequeno sorriso. Sinto Riddle ao meu lado se encher de indignação. Ele não gosta de ser ignorado quase tanto quanto não gosta de Dumbledore.

"Veja, diretor, meu pai achou que era um momento própricio para eu me casar, e fez o favor de me convocar de volta a Inglaterra. Por falar nisso, posso encontra-lo em breve? Há algo que quero discutir com o senhor."

"Claro, claro. Estarei enviando um convite na próxima semana. Tenho certeza que fará bem para você visitar Hogwarts depois de tantos anos."

Riddle pigarreia.

Nos o ignoramos solenemente. Me sinto brevemente vingado.

"Tenho certeza, diretor."

Um pequeno silêncio cai sobre nós, porém, logo é interrompido por uma voz que faz meu sangue congelar

"Ah, diretor Dumbledore, quanto tempo já não faz? Harry." A voz diz meu nome em tom de comprimento,  como se não tivesse passado quase três anos desde a última vez que nos falamos.

Me viro e vejo a figura familiar de Dorian Markov. Alto, apenas alguns centímetros mais baixo que Riddle, (esse cara é um poste!), cabelos loiros, olhos azuis e pele clara. Ainda mais bonito do que da última vez que nos vimos, se devo dizer. Só há um problema: o que raios essa praga está fazendo aqui!?

Dumbledore parece pensar a mesma coisa, mas mantém o mesmo olhar de avô no rosto. Vejo seu sorriso tremer quase imperceptívelmente.

Riddle apenas observa o novo estranho, neutro. Porcaria de político.

"Dorian. Sim, quanto tempo. Já se passaram quanto? Três anos? Você ainda mantém contato com Aleko Stoev?"

"Oh, não. Eu e ele tivemos um desentendimento pouco depois da última vez que nos vimos, diretor. Ele continua firme e forte, entretanto."

Claro, Dumbledore sabe sobre esse desentendimento. Eu fiz o favor de escrever para ele, contando o que Dorian fez. Me pergunto o que ele está fazendo.

Dorian volta a sua atenção para mim e Riddle.

"Dorian Markov, é um prazer conhecê-lo."

Disse, estendendo a mão. Riddle apertou e soltou rapidamente. Dorian me encarou.

"Harry. Você não imagina a surpresa que tive quando cheguei na Inglaterra e vi seu rosto na primeira página do jornal, anunciando seu casamento com Tom Riddle. Estou francamente surpreso. Me lembro de que você, em nossa época de escola, vivia reclamando sobre Ganchev e como ele era quase tão insuportável como Tom Riddle. Mas, como estou percebendo, o mundo gira, e aqui está você, de braços dados com um dos melhores políticos da Inglaterra bruxa."

Dou um um sorriso de merda para ele. Maldito. Eu fiz o mestre deixa-lo ir, ele praticamente me deve uma divida de vida. E aqui está ele, empenhado em destruir a minha. Maldito, desgraçado maldito!

"Sim. Como você disse, o mundo gira.  Deixamos de lado nossas diferenças dos anos escolares e estamos muito bem agora. Me desculpe a grosseria, mas o que está fazendo na Inglaterra?""

"Hora, harry! Meu pai faleceu ano passado e me deixou o senhorio. Estou aqui a negócios."

Pisco, digerindo a nova informação. Rapidamente respondo, indiferente. O pai de Dorian era um homem inteligente, que quase nunca conversei.

"Minhas condolências."

Dorian ri.

"Você nunca foi bom com emoções." Ele se voltou para Riddle "Não tenho certeza se Harry falou sobre mim. Estudamos juntos em Drunstang, depois que ele saiu de Hogwarts. Harry era meu protegido, embora rapidamente tenha conquistou seu lugar por conta própria. Também mantivemos contato por meio de conhecidos em comum depois de nos formarmos. Entretanto, já faz uns bons três anos que não nos falamos. Vamos resolver isso, sim? Por que não vão tomar chá semana que vem na minha casa? Comprei uma mansão aqui e estou ansioso por convidados."

Riddle respo deu educadamente, seu rosto não traindo suas emoções.

Minutos depois, percebo que Dumbledore se foi faz tempo. E então me dou conta de uma coisa: Dorian sabe demais. Não tudo, certamente, mas demais. Preciso urgentemente mandá-lo para bem longe da Grã-Bretanha.

Enquanto vejo os dois conversando,  tenho um mal pressentimento. Meu passado e meu presente não devem se chocar dessa maneira. Não, com certeza não. O resultado será desastroso, seja para o mundo, seja para mim.

E então, depois de todos esses pensamentos, um único permanece:

'Eu odeio festa de políticos'













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