Capítulo 20

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Dumbledore on:

Estou sentado em meu escrito, a cadeira macia e o cheiro familiar me ajudam a relaxar.

Quando Harry me procurou pela primeira vez em tanto tempo, eu não esperava todo o que ele me disse. Mas estou contente que pude o ajudar. Harry e Tom são muito parecidos. Ambos poderosos, ambos bruxos escuros, ambos com uma veia vingativa e violenta.

Meu maior arrependimento em relação a eles é, e provavelmente sempre será, não tê-los ajudado antes em seus lares abusivos. Claro, o de Harry eu tinha pouca desconfiança, mas tom, tom eu sabia perfeitamente, mas mesmo assim não fiz nada. Eu tinha ouvido tudo que ele fez e acreditei que ele era mal por natureza. Eu ainda estava ressentido com Grindelward e nosso último duelo, e tudo que eu queria era que não houvesse outra pessoa nem remotamente parecida com ele.

Eu me arrependo de não ter sido um mentor e aliado para Tom, mas sim um inimigo. E quanto a Harry, como sou grato por ele ter nacido numa família predominante neutra e luz. Tenho medo de que se ele fosse um Malfoy, ou mesmo um Nott, eu o tivesse tratado com um antagonismo flagrante como fiz com Tom.

Mas a culpa é minha para lidar, e sempre manterei meus erros em mente para que não os cometa novamente.

Agora, não evito que minha mente se desvie das minhas reflexões sombrias. Há muito em que pensar e uma das coisas que devo ocupar os meus pensamentos é Isabelle, a doce irmã de Harry. Depois de tirá-la da casa dos pais, Harry passou o restante da noite e parte do dia com ela, explicando as coisas e matando a saudade. Já fazem duas semanas desde que ela está em Hogwarts.

As únicas pessoas no castelo que sabem de sua existência sou eu e Severus. Severus, apesar de jovem, é alguém discreto, proficiente em oclumencia e muito talentoso em poções, assunto que a menina demonstrou grande interesse. E como poções não necessariamente precisam ser preparadas por usuários de magia, permiti que o jovem Severus a ensinasse um pouco. Infelizmente, pedi a ela que não revelasse sua identidade, passando-se por uma irmã de um grande amigo meu.

Então, quando Severus não estava ocupado com suas meditações de oclumencia, seu cargo de aprendiz com Horácio ou com assuntos pessoais, ele estava dando aulas de poções a Isabelle.

Eu, apesar de gostar muito de poder conversar com ela, que se provou uma menina cativante, não acho saudável que ela permaneça confinada por mais tempo. A escola está cheia de crianças e ela não pode sair de seus aposentos. Apesar de minhas visitas ocasionais, das aulas com Severus e de seu irmão, ela está quase tão solitária quanto na mansão Potter.

Quando o pensamento de escrever a Harry cruzou minha cabeça, a coruja dele passa pela janela, pousando na minha frente. Com um sorriso para o pássaro majestoso, pego a carta e depois um petisco em uma das gavetas, que entrego a coruja, que emite baixinho um piado agradecido enquanto voa até em cima um dos armários.

Abro a carta.

Caro professor Dumbledore,

Andei muito angustiado por deixar minha irmã sozinha novamente, então tomei a decisão de trazê-la para morar aqui na mansão comigo e com Tom, que também já concordou.

Espero poder buscá-la amanhã pela manhã, e se não for uma hora inoportuna, gostaria de conversar com você antes disso. Estarei aguardando sua resposta,

Atenciosamente,

Harry.

Imediatamente, pego um pergaminho e escrevo minha resposta, entregando a coruja que parte de prontidão

O marido de Tom Riddle Onde histórias criam vida. Descubra agora