Capitulo 25

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Fazia quatro semanas que Harry havia salvo a irmã e duas semanas que Isabelle se mudou para a mansão Riddle.

Logo, os três moradores caíram em uma rotina. Tom saía cedo, após o café, e passava boa parte do dia no ministério. Quando estava em casa, durante o dia, costumava permanecer no escritório, no quarto ou, raramente, na biblioteca. As primeiras horas das noites eram gastas no escritório revisando documentos ou na biblioteca lendo algum tomo antigo.

Harry passava a manhã com a irmã, matando as saudades. À tarde, ele se recolhia por algumas horas para cuidar dos próprios assuntos em seu escritório. À noite, costumava meditar, usar a sala de duelos para treinamento físico - ele ainda não iria liberar toda sua magia na mansão, obviamente - ou na biblioteca com Tom, debatendo temas políticos ou simplesmente lendo em silêncio, aproveitando a companhia silenciosa e constante do outro, mesmo que nenhum admitisse isso.

Isabelle passava as tardes explorando a mansão, cuidando do jardim, lendo ou - em duas ocasiões - continuando suas aulas com Severus, que vinha visitá-la. Severus tinha vinte e dois anos e estava no segundo ano de mestrado, de um período de quatro anos. Ele seria em breve o mais jovem pocionista da Grã-Bretanha. Eles passavam um tempo juntos após as aulas, apenas conversando e se divertindo. Apesar da postura séria, Prince realmente se divertia com a menina.

Essa rotina tranquila não durou para sempre. Como qualquer período de calmaria, logo as coisas começaram a se agitar.

Lord Potter, que procurava discretamente a filha perdida, interiormente aterrorizado pela suspeita de que um de seus rivais tivesse descoberto seu segredinho sujo, finalmente ligou os pontos: Se isso tivesse acontecido, por que ainda não havia sido revelado? Afinal, já se passaram três semanas.

A pessoa que sequestrou a aborto inútil só poderia ser Harry. O pirralho não poderia deixar sua querida irmãzinha apodrecer num quartinho, poderia?

Foi com determinação renovada que ele exigiu - por meio de uma carta, pois infelizmente não sabia o endereço da mansão Riddle - que seu filho aparecesse em casa na próxima hora para uma discussão séria.

Harry on:

Eu estava na biblioteca, absorvido em um texto antigo sobre a história das linhagens mágicas, quando um dos elfos domésticos apareceu silenciosamente, entregando-me uma carta. Reconheci imediatamente o selo de Lord Potter. Um arrepio percorreu minha espinha ao abrir o envelope. As palavras de meu pai eram diretas e implacáveis, exigindo minha presença imediata.

Respirei fundo, tentando acalmar meus nervos. Não era como se eu não estivesse esperando por isso. Lord Potter não era um homem que deixava perguntas sem resposta, especialmente quando se tratava de algo que considerava seu direito. No entanto, a ideia de enfrentar meu pai novamente, especialmente sob essas circunstâncias, era aterrorizante.

Guardei o livro com um gesto apressado e me dirigi ao escritório de Tom. Precisava informá-lo da situação antes de partir.

Tom on:

Estava revisando um relatório quando ouvi a batida na porta. Levantei o olhar e vi Harry, seu rosto uma máscara de determinação e ansiedade. "Harry, entre."

Ele entrou, segurando uma carta amassada. "Recebi isto do meu pai," disse ele, entregando-me a carta. "Ele descobriu sobre Isabelle. Exige que eu vá para uma 'discussão séria' imediatamente."

Li rapidamente a carta e olhei de volta para Harry. "Você precisa ir," disse, embora a ideia de Harry confrontando Lord Potter sozinho me incomodasse. "Mas tenha cuidado. Ele não é um homem fácil de lidar."

Harry assentiu, seus olhos fixos nos meus. "Eu sei. Mas não tenho escolha."

Antes que ele pudesse sair, coloquei uma mão em seu ombro, fazendo-o parar e se virar para me encarar. "Harry, só tome cuidado. Você deve saber melhor que ninguém que seu pai é imprevisível. "

O marido de Tom Riddle Onde histórias criam vida. Descubra agora