Depois de algum tempo, o professor se acalma. Ele olha para mim, e sinto meu coração apertar com sua expressão. Dumbledore sempre foi alguém importante para mim, e saber que ele estará do meu lado me deixa mais calmo.
"Essa é uma situação complicada, Harry. É verdade que nunca gostei muito do seu pai, mas nunca imaginei que ele seria capaz de fazer algo assim com sua própria filha. É simplesmente horrível."
Posso sentir a decepção escorrendo em sua voz. Imagino como deve ser para ele, saber que alguém que ele viu crescer é capaz de machucar sua própria filha.
Digo, com a voz embargada pela emoção.
"Eu imagino como se sente, professor. É realmente algo horrendo."
Ele solta um suspiro pesaroso.
"Agora temos que decidir o que fazer a respeito disso, não vou deixar sua irmã da maneira que está."
Tento dar um sorriso, mas sinto que é mais uma careta. Estar aqui, no escritório do diretor, me faz sentir de volta aos quinze anos, quando confessei o que eu era, e ele me disse essa mesma frase, só que referente a mim.
"Eu sei, professor. Só que é tão complicado. Uma abordagem política seria a melhor opção. Mas as leis do nosso mundo simplesmente não se importam com os abortos. Para eles, são insignificantes, como trouxas. Eu já queria ter feito algo pela minha irmã há muito tempo, mas sempre tive medo de acabar piorando a situação dela. Meu pai só a mantém viva por minha causa, para me controlar. Ele a trata horrivelmente. Tenho medo de fazer algo e ele simplesmente a tirar de mim, e eu nunca mais vê-la."
"Também não poderíamos simplesmente tirar Isabelle da mansão Potter. Isso não daria certo, até porque seria muito difícil fazer isso sem chamar a atenção. Ela nunca sai da mansão, nem mesmo para ir aos jardins. Ele é como uma princesa presa no castelo." Suspiro.
"Desculpe, professor. Passei algum tempo no mundo trouxa na França. Alguns dos seus livros são muito interessantes."
Esfrego os olhos e continuo:
"Estou tão cansado. Honestamente, tudo o que eu queria era pegar minha irmã e sair correndo com ela, ir para algum lugar bem longe de Dorian, de Tom Riddle, dos meus pais e da política. Apenas ter um pouco de paz..."
O professor me encara, esperando que eu continue.
"Mas eu sei que não posso, então não vou"
Digo, com energia renovada. A presença de Dumbledore me faz me sentir menos sozinho, e estou confiante que vamos chegar a uma solução.
"Temos que lutar por aquilo que queremos. E eu não vou simplesmente abandonar minha irmã, ou a Inglaterra, ainda mais agora que estou decidido a impedir Dorian de continuar com suas artimanhas políticas e ajudar nosso país a ter um governo menos corrupto e um pouco mais justo, se é que é possível."
Dumbledore me observa com uma expressão pensativa.
"Eu te entendo, Harry."
"Obrigado por tudo que está fazendo por mim, professor."
Ele faz um gesto desdenhoso com a mão, como se não fosse grande coisa.
"Sabe, Harry, podemos tentar aprovar um novo projeto de lei sobre os abortos. Enquanto o público se volta para o escândalo da família Potter, podemos nos aproveitar das consequências para ganhar mais aliados."
Concordo com a cabeça, embora saiba que isso é apenas parte da solução. "É um plano bom, mas arriscado. O maior problema é Riddle. Não posso ir diretamente contra ele. Além disso, qualquer movimento brusco pode arruinar meu casamento e prejudicar nossa causa a longo prazo."
Dumbledore acena silenciosamente.
"Então, vamos sequestrá-la."
"O quê?!"
"Se James Potter der queixa de que sua filha aborto foi sequestrada da mansão, e que seu filho é o principal suspeito, o que isso faria com a reputação dele? E se ele ousar ir adiante, podemos admitir a culpa e usar a opinião pública a nosso favor. Tom Riddle provavelmente te apoiaria, pois ele jamais arriscaria perder influência. E se ainda assim as coisas derem errado, posso usar algumas das minhas cartas."
Ele me olha com um brilho astuto nos olhos. Fico parado, digerindo suas palavras. Estupidamente, a única coisa que sai da minha boca é:
"Como você escapou da Sonserina?!"
Dumbledore ri, e sinto a tensão se dissipar um pouco. "Harry, a coragem muitas vezes está em fazer o que é certo, não o que é fácil. Sequestrar Isabelle pode parecer extremo, mas às vezes as circunstâncias exigem medidas drásticas."
Respiro fundo, ponderando sobre o que ele disse. "Então, precisamos planejar isso meticulosamente. Se formos descobertos, muita coisa pode desmoronar."
"Concordo," diz Dumbledore, com um aceno firme. "Precisamos agir rápido e com precisão. Voce viveu na mansão quando criança, suponho que voce possa tirar sua irmã de lá facilmente, se não houver interrupções?."
"Se meus pais não descobrirem, acredito que dez minutos serão suficientes" respondo, determinado. "Mas vamos precisar ser discretos.
Qualquer vazamento de informação pode ser desastroso." Acrescento.
"Então, vamos começar a planejar," Dumbledore conclui, com um sorriso conspiratório. "Sua irmã não vai ficar naquela situação por muito mais tempo."
Horas depois, com um plano formado e o estômago cheio, me sinto com ânimo renovado.
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O marido de Tom Riddle
FanfictionVou estar suspendendo temporariamente a fanfic, galera. Pretendo voltar a escrever em breve, mas está difícil. NÃO É UM CANCELAMENTO! Você quer uma fic onde o Harry não tem que se preocupar com uma profecia estúpida, com bodes manipuladores, ou lord...
