Capítulo 17

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Dias se passaram, e a trégua entre Harry e Tom parecia sólida. Eles trabalhavam juntos, compartilhando informações e estratégias, mas um segredo ainda pairava entre eles: Isabelle.

Certa noite, enquanto Harry estava no escritório revisando documentos, Tom entrou silenciosamente. Ele observou Harry por um momento antes de falar. "Você tem estado mais reservado do que o normal, Harry. Algo está acontecendo."

Harry levantou os olhos, surpreso pela seriedade na voz de Tom. "O que você quer dizer, Tom?"

Tom se aproximou, um olhar inquisidor nos olhos. "Eu estava revisando alguns documentos antigos sobre a sua família, e encontrei algo interessante. Uma menção a uma Isabelle Potter. Quem é ela?"

O coração de Harry parou por um momento. Ele nunca quis que Tom descobrisse dessa maneira. "Tom, eu posso explicar."

Tom jogou o documento na mesa, sua expressão dura. "Explique agora, Harry."

Harry respirou fundo, sabendo que a verdade precisava ser dita. "Isabelle é minha irmã mais nova. Meu pai a mantém trancada, usando-a para me controlar. Eu estava tentando encontrar uma maneira de tirá-la de lá sem alertar meu pai."

Tom cruzou os braços, seus olhos brilhando de raiva e algo mais – talvez uma ponta de compreensão. "E você não achou que isso era importante o suficiente para me contar?"

Harry se levantou, enfrentando Tom. "Eu não sabia se podia confiar em você. Mas agora, com essa trégua, eu vejo que preciso da sua ajuda mais do que nunca."

Tom ficou em silêncio por um momento, avaliando Harry. Finalmente, ele assentiu lentamente. "Muito bem. Vamos resgatar sua irmã. Mas saiba que isso não muda o fato de que você me escondeu isso."

Harry sentiu um misto de alívio e apreensão. "Obrigado, Tom."

...

Harry e Tom começaram a planejar o resgate de Isabelle, discutindo cada detalhe meticulosamente. Ainda tinham muitas desavenças, mas havia uma nova camada de compreensão mútua.

"Precisamos entrar e sair sem que ninguém perceba," disse Harry, apontando para o mapa da mansão Potter. "Eu conheço a casa, posso guiar você pelos corredores menos vigiados."

Tom assentiu, sua expressão focada. "E quanto às defesas mágicas?"

Harry sorriu, um sorriso cheio de determinação. "Eu já pensei nisso. Vamos usar uma combinação de feitiços de disfarce e encantamentos de silêncio. Vai dar certo."

Tom olhou para Harry, seu olhar carregado de intensidade. "Você realmente se importa com ela, não é?"

Harry encontrou os olhos de Tom, sentindo a sinceridade na pergunta. "Sim, mais do que qualquer coisa. Ela é minha responsabilidade."

Tom deu um passo mais perto, a distância entre eles quase inexistente. "Então, vamos fazer isso. E depois, veremos onde isso nos leva."

Harry assentiu, sentindo a familiar mistura de medo e desejo. "Vamos. Por Isabelle."

Antes que pudessem prosseguir, houve uma batida na porta. Harry franziu a testa e foi abrir. Para surpresa de Tom, Alvo Dumbledore entrou na sala.

"Dumbledore?" Tom exclamou, confuso e irritado. "O que ele está fazendo aqui, Harry?"

Dumbledore, com seus olhos brilhando de sabedoria, respondeu antes de Harry. "Estou aqui para ajudar, Tom. Harry me procurou quando percebeu que sozinho não conseguiria salvar Isabelle."

Harry interveio rapidamente. "Dumbledore tem sido um apoio importante. Ele conhece minha família e sabe o quanto Isabelle significa para mim. Precisamos dele."

Tom parecia cético, mas assentiu lentamente. "E qual é o plano, então?"

Dumbledore se aproximou da mesa, observando o mapa da mansão Potter. "O plano é simples, mas eficaz. Combinaremos nossos conhecimentos e habilidades para garantir o sucesso do resgate. Cada detalhe foi pensado para minimizar os riscos."

Tom olhou para Harry, ainda processando a nova informação. "E o que exatamente você propõe, Dumbledore?"

Dumbledore sorriu, sua presença emanando confiança. "Sugiro que usemos feitiços de desilusão e ocultação mágica avançados para nos escondermos das defesas mágicas da mansão. Enquanto isso, Harry guiará você e eu pelo caminho mais seguro até Isabelle. Uma vez lá, utilizaremos uma chave de portal para sair rapidamente, antes que alguém perceba."

Tom avaliou a proposta, seus olhos ainda fixos em Dumbledore. "E por que devo confiar em você?"

Dumbledore manteve seu olhar firme. "Porque todos queremos a mesma coisa: a segurança de Isabelle e a derrubada de James Potter. Unidos, somos mais fortes."

Harry colocou uma mão no ombro de Tom, sentindo a tensão dos músculos. "Precisamos de toda a ajuda que podemos conseguir, Tom. Dumbledore é um aliado valioso. Confie em mim."

Tom respirou fundo, finalmente cedendo. "Muito bem. Vamos fazer isso. Mas saiba, Dumbledore, que estarei de olho em você."

Dumbledore assentiu, satisfeito. "É tudo o que peço. Agora, vamos ao planejamento. "

...

Na noite do resgate, Harry, Tom e Dumbledore estavam prontos, seus disfarces perfeitos. Entraram na mansão Potter com precisão, movendo-se pelos corredores escuros até chegarem ao quarto de Isabelle.

Harry abriu a porta silenciosamente, encontrando Isabelle deitada na cama. "Isabelle," sussurrou ele, acordando-a suavemente. "Sou eu, Harry. Vim te tirar daqui."

Isabelle abriu os olhos, seu rosto iluminando-se de alívio. "Harry! O que você esta fazendo aqui?!"

Tom estava ao lado, observando a cena com uma expressão indecifrável. "Precisamos ser rápidos," disse ele, a voz baixa mas firme.

Dumbledore lançou um feitiço de proteção ao redor do quarto, garantindo que ninguém os detectasse. "Harry, pegue sua irmã. Tom, prepare a chave de portal."

Harry pegou a mão de Isabelle, ajudando-a a levantar-se. "Vamos, temos que ir agora."

Com movimentos rápidos e silenciosos, os quatro conseguiram sair da mansão sem serem detectados, utilizando os feitiços de desilusão e silêncio que haviam planejado. Quando finalmente estavam a uma distância segura, Harry sentiu um alívio imenso.

"Conseguimos," disse ele, olhando para Tom e Dumbledore com gratidão. "Obrigado."

Tom apenas assentiu, seu olhar ainda cheio de intensidade. "Agora, temos um novo começo. E muitas batalhas pela frente."

Dumbledore sorriu, colocando uma mão no ombro de Harry. "Vocês fizeram um ótimo trabalho. Isabelle está segura, e agora podemos focar no próximo passo."

Harry sabia que a jornada estava apenas começando, mas com Tom e Dumbledore ao seu lado, sentia-se mais forte. A trégua entre ele e Tom, nascida da necessidade, era agora uma força inabalável.

E quando Harry olhou para o rosto cheio de lágrimas não derramadas de Isabelle, ele soube que valeu a pena cada esforço.

O marido de Tom Riddle Onde histórias criam vida. Descubra agora