Capitulo 4

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Tom on:

Estou começando a achar que potter não virá mais. Já são quase duas horas e ele não chegou. Não vou tolerar isso. Harry pode ser rebelde o quanto for, mas não deixarei que ele quebre sua palavra como se não fosse nada.

Honestamente, pouco me importa o que esse garoto faz da vida. Desde que nada que ele fizer afete minha reputação, dane-se.

Sinto-o aparatar. Então ele veio.

Harry chega na sala e eu me surpreendo. Ele está  com as vestes apropriadas para a reunião. Achei que ele era incapaz de algo assim.

"Vamos." Digo. Passo pela lareira primeiro e espero que ele também passe. Ofereço meu braço e percebo que ele odeia a ideia de estar próximo de mim. Como se eu quisesse estar perto dele. Idiota
Quando abro a boca pata repreende-lo, ele agarra meu braço e dá um pequeno sorriso. Seria a imagem perfeita do constrangimento de afeto público. Isso se ele não estivesse com desgosto estampado na face segundos atrás. Desde quando Harry Potter-Black é um bom ator?!

Harry on:

Seguro o braço de Tom e reprimo a vontade de quebrá-lo. Estou tendo um péssimo dia.

O treino na sala de duelos ajudou um pouco, mas não tanto quanto normalmente ajudaria. Tom Riddle tem um talento nato para irritar as pessoas com sua simples presença.

A reunião é tão enfadonha quanto eu imaginava. Não há nenhum projeto importante, então basicamente eu fico ao lado de tom, dando pequenos sorrisos a políticos insignificantes que eu sinto vontade de usar para alguns experimentos obscuros que meu mestre nunca aprovaria. Urg, estou deixando meu lado Grindelward se manifestar muito hoje.

Eu só tenho certeza de uma coisa: odeio a Inglaterra.

...

Estar casado com Tom Riddle é horrível.

Tirei essa conclusão assim que fiz meus votos. Depois de duas semanas, reafirmo. Passamos a maior parte do tempo nos evitando. Tivemos algum êxito. As refeições eu ou pulo, ou como fora. Depois daquele primeiro café, me recusei a comer com Riddle.

É um pouco mesquinho, mas fingir ser algo por tanto tempo nos trás alguns traços da personalidade encenada. Não consigo mais treinar todos os dias, pois não posso abusar da sorte. Sei que se eu sair todos os dias Riddle irá começar a desconfiar de alguma coisa, então quando saio, treino por todo o tempo e quase fui levado a exaustão mágica duas vezes, depois de exagerar muito.

Riddle também passa pouco tempo em casa. Ele ama política, disso não há dúvidas. São reuniões constantes.

Estou pensando em arranjar um emprego. O tédio irá me matar.

Sinto falta de meu mestre. Ele era alguém sábio e podia manter diálogos inteligentes. Com ele, eu podia ser eu mesmo. Ele não se importava com minha magia ou com o que eu tinha afinidade. Sinto falta de estar no exterior. A Inglaterra invoca lembranças ruins.

Ao menos tenho Bells. Ela está tão linda. Me recinto de mim mesmo por deixá-la para trás. Ela já está uma mocinha. 16 anos. Tão linda. Queria que ela tivesse tido a chance de ir para hogwarts.

Me levanto do sofá. Vou visitá-la.

Aviso um elfo que irei comer na casa de meus pais e saio.

Minha mãe me recebe.

"Oi. Seu pai está no ministério. O que está fazendo aqui? "

"Vim visitar minha irmã."

Ela parece contrariada, mas acente.

"Você sabe onde ela está."

E vai embora. Lilian Grindelward-Potter ainda é Lilian Grindelward-Potter. Suspiro e começo a andar pela mansão que cresci. Continua gloriosa. É uma pena que um lugar tão bonito seja tão marcado pela rejeição e pela dor.

Bells está deitada em sua cama. O quarto dela é pequeno e parece esquecido, comparado com o resto da mansão.

"Harry!" Ela se levanta de um salto e me abraça.

Sorrio verdadeiramente em semanas.

"Oi, Bells. Como você está? "

"Eu estou melhor. Eles não estão mais me batendo ou me deixando passar fome. Eu não sei como te agradecer por tudo que fez por mim."

Encaro minha irmãzinha. Ela tem 1,62 e é magra. Seus cabelos são escuros, como os meus. Seus olhos são de um verde amendoado lindo. Ela poderia ter crescido mais. Poderia ter mais alguns quilos, poderia ter amigos, poderia ter ido para uma escola. Se eles estivessem mortos. Como eu quero que eles morram. Odeio aqueles monstros que tenho de chamar de pais.

Converso com minha irmã pelo restante da tarde. No jantar, trago-a comigo. Meus pai está presente e faz uma cena, mas consigo impor minha vontade. Fico feliz por vê-la comer com gosto.

Depois, vamos para o quarto de Isabelle e a explico tudo que posso sobre poções, sobre a história da magia. Também deixo mais alguns livros trouxas disfarçados para ela.

Mesmo quando fui para o exterior, nunca deixei de corresponder com Bells. Entretanto, o pai estava sempre checando sua correspondência e eu não fiquei sabendo do jeito que a tratavam. Mas ainda enviava livros e livros para ela. A ensinei a falar francês, espanhol e búlgaro.

Eu mesmo falo Francês, espanhol, alemão, búlgaro e chinês. Nunca tive dificuldade em aprender idiomas. Sempre que podia, agarrava com tudo. Meus pais, claro, só sabem de Francês e Búlgaro.

Me despeço de minha irmã apenas quando ela decide se recolher para dormir. Já duas da manhã quando finalmente volto para casa. Essas palavras ainda tem um gosto amargo.

O marido de Tom Riddle Onde histórias criam vida. Descubra agora