Capítulo 5

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Chego em casa por volta das dez, cansado. Os malditos políticos do lado light, simplesmente não me deixam em paz!

Agora, em casa, tenho que lidar com meu marido. Odeio essa palavra! Como se minha vida não fosse difícil o bastante sem aquele inconsequente nela. Ele sai com frequência. Me pergunto o que faz. Deve ter algum amante por aí. Pessoalmente, eu não me importo. Entretanto, se algum maldito rumor se espalhar, irei prende-lo nessa casa e ele não verá a luz do dia tão cedo.

Um dos elfos domésticos me avisa que 'mestre harry' não chegou. Merlin, já são mais de dez da noite! Ele não seria tão descarado a ponto de passar a noite fora, seria?

Não sei de onde vem essa irritação toda. Mas, afinal, Potter é meu marido. Não, com certeza ele não pode ter um amante. Do jeito que ele é, vai acabar dando de bandeja um escândalo para os repórteres.

Fico no meu escritório até as duas, trabalhando, quando um elfo vem avisar que Potter chegou e perguntar se quero um chá. Depois de negar, me levanto e encontro o outro ainda na sala de estar, sentado no sofá, com um olhar distante. Interrompo seus pensamentos, ríspido:

"Onde você estava?!"

Ele me olha. Potter parece um pouco irritado. Não deve ter tido um dia bom, aparentemente.

"Isso não e da sua conta"

Sinto vontade de puxar meus cabelos de irritação. Como eu gostaria que não fosse da minha conta.

"Não sei se percebeu, Potter, mas estamos casados. Então, sim, seja lá que merda você estava fazendo, é da minha conta."

"Ah, vá catar merda, Riddle. Estou indo dormir, está tarde demais para qualquer coisa que tenha a ver com você." Ele se levanta e vem em minha direção, sendo que estou de frente a porta.

Puxo minha varinha, a aponto para o pescoço dele e pressiono a ponta.

"Responda."

Ele me olha, e aqueles olhos verdes faíscam, com raiva mal contida.

"Eu estava na casa dos meus pais. Pergunte a eles, se não acredita."

Essa resposta eu não esperava. Hesitante, abaixo a varinha e Potter esbarra em meu ombro ao sair. Idiota infantil. Ele sempre será o mesmo, não importa o quão velho fique.

...

Potter ainda é um bastardo inconsequente e idiota.

Ele foi para o beco diagonal e começou uma cena com um homem. Não sei por qual motivo, mas potter socou o cara. Como um trouxa! Depois disso, o estuporou. Estou indo para lá para tentar resolver isso. Já controlei a maioria dos repórteres, e eles permanecerão ocupados por umas duas horas com a palestra de última hora que eu preparei.

Aparato para o local e vejo Potter abraçado com uma menininha. Ela não devia ter mais de cinco ou seis anos. E ela chorava. Muito. O bastardo a deve ter assustado, fazendo uma cena. Ainda vem que estamos na travessa do tranco. O que será que ele estava fazendo aqui, num lugar desses? Com certeza não é o estilo dele.

Ele me vê e se levanta com a criança nos braços. Antes que ele comece a se justificar com suas palavras vazias, digo:

"Seu idiota! O que estava pensando, socando bruxos como se estivessecom trouxas?! Isso já chegou até mim! Você não havia se gabado que poderia passar despercebido? E então?! "

Percebo que ele está tentando conter a raiva. Agora que reparei, Potter parece furioso. Seus olhos parecem brilhar de maneira sobrenatural. Por um momento, a maldição da morte parece vir em minha direção. Me lembro da minha impressão dele no casamento: perigoso, escuro e frio.

Ele fala, sua voz ligeiramente trêmula de raiva.

"Seu idiota?! Se eu não tivesse o socado, você teria um corpo para esconder nesse momento. Eu não preciso ouvi-lo reclamar, Riddle."

Com isso, se virou e foi embora, a menina ainda nos braços. Tenho vontade de gritar e correr atrás dele, para que me explique que porra ele está fazendo, mas algumas pessoas parecem estar prestando atenção. O glamour que eu estou usando pode proteger minha identidade, mas Potter ainda é uma figura pública.

Vou atrás dele em passos rápidos, mas mesmo com a menina ainda no colo (e ainda chorando) ele é rápido. O perco em um dos becos e quando o encontro, a menina está abraçada com uma mulher de meia idade, também chorando. Potter simplesmente se levanta de onde estava agachado e sai, sem que as duas percebam. Ele me vê e me agarra pelo braço, me puxando dali. Entramos em uma pequena cafeteira, uma das poucas da travessa do tranco. Provavelmente a única.

Ele praticamente me arasta até uma mesa vazia e senta. Faço o mesmo e ele suspira, depois fala, ríspido.

"O que você quer, Riddle?"

"Você falou que não me daria problemas! Não faz nem um mês que nós casamos e se eu não tivesse agido rápido, teriam manchetes para todo lado: 'político em ascensão não consegue nem controlar o marido!' Eu te dei toda a liberdade que voce pediu, mas não abuse dela!"

Ele apenas me olhou com aqueles olhos tão verdes, agora já sem a raiva anterior.

Brigo com ele mais um pouco, mas ele permanece em um silêncio frio que me é tão estranho vindo de harry potter.

...

Alguns dias depois, temos um grande evento para ir. Muitos políticos influentes estarão lá, e Potter virá comigo. Espero que ele seja capaz de se comportar e não causar a quantidade habitual de problemas.

Harry on:

Estamos nesse momento em frente a um orfanato. Tom foi um dos principais organizadores tanto do evento quanto da proposta. Esse é possivelmente um dos eventos mais importantes da carreira dele. Minha vontade é por fogo em tudo e ir embora, e sinto minha magia se agitar em seu aperto, querendo desesperadamente realizar minha vontade.

Suspiro. Sim, vai ser uma longa festa.

















O marido de Tom Riddle Onde histórias criam vida. Descubra agora