28. Polícia

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Passaram-se 4 dias. A polícia continua à procura de Haakon. E hoje era o dia da minha entrevista. Respirei fundo como a minha mãe dizia sempre para eu fazer.

Entro na sala. Havia pouca luz e a sala era gelada, sento-me na cadeira em frente do agente da polícia James.

-Olá, agente James.- Digo com um pouco de medo. Olho à minha volta e foco-me em James, tinha o cabelo castanho e devia ter perto de 30 anos.

-Trate-me apenas por James.- Respondeu-me.- Então, é cunhada de Haakon. Viu algum comportamento suspeito?

-Não. Também não costumo passar muito tempo com ele. Neste tempo todo não estive com o Haakon sozinha.

-É mesmo?- Ele levanta-se um pouco e sinto mais nervosa, engulo em seco.

-É.

-Pronto, está tudo OK, a sua amiga também desapareceu, certo?

-Sim... A Mary infelizmente também desapareceu.

-Procurou-a? - Ele pergunta mas era uma resposta muito óbvia.

-Sim, procurei-a em todos os lugares possíveis de Bergen.- Respondi.

-Chegou a ir à doca?- Ele perguntou. Era lá onde ela estava e Haakon também. Agora é que pode se decidir tudo.

-Não. Infelizmente não. Nem me tinha lembrado de ir lá.- Respondo.- Mas lá é um lugar tão óbvio.

-Óbvio ou não é possível Haakon e a Mary lá estarem.- Ele responde e pega o seu gravador de áudio.- Obrigada pela colaboração.

-De nada, senhor James.

-Só James por favor.

-Está bem, James.

-Muito melhor, senhorita, já pode ir se em bora.

Saio pela porta. Eu sabia. Eles iam encontrar Mary, Emma e Haakon mortos. E agora era o pior. E se o nosso plano perfeito correu mal. Se tiver acontecido, estamos todos tramados. Metidos em grandes sarilhos.

Este nosso amorHistórias para pegar e não largar. Descubra agora