29. Como é possível ?

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Estava nas notícias e em tudo. Encontraram Haakon e Mary mortos. Fizeram as autópsias e o que diz na polícia é que alguém matou Haakon com uma pancada à 5 dias e Haakon matou Mary e escondeu o corpo na casa. Mas a Emma. Não encontraram o corpo de Emma. Como é possível? Ela não estava lá.

Ligo ao Hans, que estava com o Finn e o Soren.

Martina: Venham para cá, agora.

Hans: O que se passa, estrelinha? Estás bem? Nós já vamos, Martina.

O que raio aconteceu a Emma. Ela estava morta, não existia forma do corpo dela ter se movido de lá, certo?

***

Quando chegam eu vou a correr até Hans. Ele acolhe-me nos seus braços. O Finn e o Soren ficam sem entender nada.

-Ei, Martina, o que se passa para teres nos chamado?- O Soren pergunta.

- A Emma não estava onde a deixei. Ela não está na casa. Ela estava morta. Morta. Não existe forma de ela ter fugido, certo? Mais ninguém foi lá, além de eu e o Hans, certo?- Todos confirmam com a cabeça.- Eu não sei o que aconteceu. Queria ter uma explicação lógica, mas não consigo encontrar nenhuma. Como é que a polícia não a encontrou? Como é que ela não está mais onde a deixei...

-Isso é muito estranho. - O Soren diz.- Não é que a minha vida esteja mais normal mas... isto está a ficar demasiado estranho.

-Ela não tinha tomado Fentanil? A droga mais poderosa para deixar alguém inconsciente?- O Hans pergunta.

-Esperem... e se ela... não tiver tido uma overdose e morrido e na verdade ela ter estado viva só inconsistente em coma. Ela não tinha a pele roxa como a de Hakoon. Ela tinha a pele de uma pessoa viva.

-Martina, estás a assustar-me.- O Finn diz.- Mas é uma das únicas teorias mais aceitáveis. Mas agora, onde ela estará a viver?- Ele pergunta.

-É só isso que resta saber.- Respondo intrigada.

***

Eram 2 da manhã. Estava cheia de insónias. Não queria acordar Hans. Tinha a minha janela aberta como sempre. Não conseguia deixar de pensar na Emma.

De repente uma figura esguia entra pela minha janela, eu dou um berro com medo mas ela tapa logo a minha boca e liga a luz.

-Calma...amiga. Sou eu.- Era Emma, viva à minha frente, abro a boca surpreendida.

-Emma... o que estás aqui a fazer? Tu....- Ela interrompe-me.

-Já te explico tudo. Então... eu não morri com as drogas, só desmaiei mas tu colocaste-me na arca. Estava lá tanto frio quando acordei, e ainda em cima do Haakon, aquele nojento. Não sei como fui capaz  de gostar daquele homem. Bem... continuando a minha história, eu acordei, com dificuldade sai de lá e dormi na sala da casa. Quando vocês chegaram fui a correr para a arca fingir que estava morta. Tu entraste e depois carregaste-me até onde desmaiei disseste-me aquelas palavras todas. Senti-me tão mal. Mas aqui estou eu... amiga eu amo-te e vou ser eu a dizer que matei o Haakon.

-Mas fui eu que o matei, porque dirás isso?- Pergunto.

-Tu farias o mesmo por mim. E ao contrário de ti eu não tenho família, sabes bem que todos morreram, infelizmente. Eles ficariam felizes se souberem que fui presa em nome de ti e da Mary... só vim aqui dizer que te amo. E amanhã vou à polícia. Se for condenada a pena de morte... lembra-te que foi por ti e pela Mary.- Ela sai a correr pela minha janela e não tenho tempo sequer de lhe dizer que a amava.

Era incrível o que ela iria fazer. Depois de garantir que ela estava longe da minha casa e do Hans. E pronuncio as palavras:

-Amo-te, Emma.

Este nosso amorOnde histórias criam vida. Descubra agora