25. Plano perfeito

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Eram dez e três quando saímos de casa do Hans para irmos para o Mc Donalds de Torgallmenningen. Chegamos lá às dez e sete. Tempo perfeito. Tinhamos que ficar lá durante uma duas horas para não existirem suspeitas de nós. Só tínhamos que fingir que estava tudo normal. Somos só amigos a irem a um restaurante para não suspeitarem que fomos nós a matar Haakon e Emma.

Entramos no restaurante e atendente de origem africana dirigiu-nos um sorriso. Provavelmente ela também conhecia os Artic Sparks. Neste país nós mal podemos sair der casa sem um monte de fãs a querem autógrafos e fotografias.

- Gog natt, o que vão desejar?- Ela pergunta.

Fazemos o nosso pedido e procuramos uma mesa vazia com a câmara apontada para lá. Tinha de ter a certeza que tudo estaria a ser gravado.

- Podemos tirar uma foto e publicar, o que acham?

- Perfeito.

Tiramos fotos e fizemos palhaçadas. Tínhamos que fingir que estava tudo bem. Que estávamos felizes e não tínhamos perdido a Mary. Tínhamos de fingir que estava tudo incrivelmente bem. Que não sabíamos de nada. Que não estávamos envolvidos.

Sabia que lá não havia câmaras. O Haakon nunca arriscaria tanto. Ele não iria esconder a Mary num lugar com câmaras. Ele é inteligente. Mas eu sou mais. Tinha o plano perfeito e nenhuma pista iria apontar para mim

Este nosso amorOnde histórias criam vida. Descubra agora