18. Quem és tu?

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O Soren ainda não tinha visto a minha mensagem.

Todas as suspeitas apontavam para ele. Mas ele não tinha visto. Nem estado online recentemente. Tinha falado com o Hans normalmente. O que raio se passava?

E hoje o meu pai iria conhecer o resto da banda. Eu também iria. Apesar de preferir mil vezes ficar em casa.

Ao chegar à casa de ensaios o meu pai vai logo cumprimentar todos. Fogo... ele tinha mesmo de ser simpático.

O Hans afasta-se de mim. Tento sempre olhar à minha volta e ver se encontrava a Mary. Vou acreditar que ela está viva até que provem-me o contrário. Crio milhares de situações inimagináveis. Só espero uma coisa... que a minha amiga esteja segura.

Não encontro o Finn. O Haakon explicou que ele tinha-se sentido mal e estava no hospital a algum tempo. O que acho suspeito.

Tomo coragem e vou falar com o Soren. A pessoa que acredito que seja o culpado.

-Então... tens visto a Mary?

- Não a vejo à séculos.- Ele responde.

- Séculos? Queres tu dizer à 6 dias, certo?- Pergunto.

- O quê? Não. Não a vejo à mais de um mês.- Ele colocou a mão na parte detrás da cabeça.

Nada mais fazia sentido.

- Espera, tu não chamaste a Mary para um encontro à 6 dias?

-Não. Há seis dias eu estava em Florø.

- A fazer o quê?

- A passear. Querias que eu estivesse a fazer o quê?

-Nada, nada.

Sento-me numa cadeira que lá existia, a raciocinar toda a conversa que tinha acabado de ter. Eu devia chamar a policia. Posso ter acabado de falar com um assassino. A minha melhor amiga está desaparecida e eu estou a entrar em pânico.

-Gutter, jeg drar- (pessoal, vou-me embora) o Haakon diz.

-Ha det- Todos dizemos.

Olho pela janela, ele sai pela porta principal e vai pelo jardim até o seu carro.

Volto os meus olhos para o meu pai e namorado, estavam a jogar à sueca.

Quando volto a olhar pela janela a Lamborghini Murciélago preta já se estava a afastar.

Deve-se ter passado uma meia hora quando decido ir espairecer. Muita coisa estava na minha mente.

Sento-me no banco do jardim.

Até que a aparece um homem misterioso com a cara tapada.

-Cuidado.- O homem diz com uma voz grossa e indecifrável- Não metas a bófia nisto. Se continuares assim, a querer saber da Mary serás a próxima, e o teu pai também.- O meu não. Ele não teria coragem.- Nem que tenha de destruir a tua família inteira para tu ficares calada. Será o nosso segredinho.- Ele após dizer afasta-se, com um andar pesado de assustar qualquer um fugiria. Mas não o faço. Levanto-me e vou atrás dele.

- Ei, espera.- Digo enquanto corro.- Quem és tu?- Grito.

Ele começa a correr e sou incapaz de o seguir. Volto para a casa de ensaios. Nada fazia sentido. O Soren estava dentro da sala, o meu principal suspeito. O Haakon já tinha ido para casa, eu tinha visto o carro dele a sair. O Hans estava dentro da sala. Finn... foi ele. Só pode ter sido ele. O único.

Além disto tinha recebido já duas ameaças em menos de uma semana.

Eu tenho de saber onde está a minha melhor amiga. Pela Mary, pela minha mãe, ela faria isso, por mim e pela Rettferdighet como os noruegueses dizem justiça.

Este nosso amorOnde histórias criam vida. Descubra agora