RENATO AUGUSTO
Já faz dois dias que a Ana não fala comigo. A Paola conseguiu fazer minha cabeça por um momento mais quando eu vi a merca que eu fiz me arrependi na hora.
Eu a entendo, eu pisei na bola feio. Mas eu estava bêbado. Eu espero que ela me entenda.
Falta apenas dois para viajarmos. Estou trabalhando de casa esses últimos dois dias para tentar me entender com a Ana. Mas ela nem se quer respirar ao meu lado.
Está cada vez mais complicado de falar com ela. Não sei mais o que fazer.
Estou em uma reunião com o setor financeiro da minha empresa. A reunião é aqui na minha casa mesmo.
E sinceramente? Essa reunião está um tédio. Eu não consigo me concentrar em nada depois que ela não falou mais comigo.
Minha filha esses dois dias vem inventando eventos em família e a Ana sempre tem uma desculpa para da.
Ela até sugeriu um dia de meninas, apenas para elas duas.
No último dia de aula tem a festa de encerramento na escola da Eliza, mas não sei se a Ana vai querer ir.
Estou voando nessa reunião quando escuto a porta bater. Eu avisei a Lúcia que não queria ser incomodado.
-Um minuto pessoal. Pode entra.
Eu falo e vejo a Ana passando pela porta. Ela levanta a cabeça e ver que eu estava em reunião.
-Desculpa, eu não queria atrapalhar. Eu volto depois.
-Não Ana espere. Eles esperam um pouco lá fora.
A primeira vez que ela fala comigo. Eu não vou jogar fora essa oportunidade de me reatar com ela.
Vejo todos sair e a Paola olhar de cara feia para a Ana.
Todos saem e Ana abaixa a cabeça.
-Senhor, eu já estou produzindo leite. Eu poderia amamentar a Elizabeth?
Vendo-a me chamar de senhor dói. Mas dois mais ainda ela não me olhar.
-Claro que pode, afinal não deveria nem ter perguntado. Você é mãe dela.
-Irei conversar com ela antes de oferta o peito. Hoje à noite eu falo com ela, caso queira escutar a conversa.
Eu não quero escutar a conversa, só quero ter vocês perto novamente.
-Tudo bem, poderia ser no meu quarto. É mais espaçoso e a cama é maior para amamentar ela.
Ela balança a cabeça a sai da sala.
Eu estou ficando frustrado. Não sei mais o que fazer.
O pessoal entra e à reunião volta de onde parou.
O tempo passou e enfim a hora do jantar chegou.
Vejo Ana descer com a Eliza como todos os dias e se senta a ela na mesa.
-Estarei na cozinha, qualquer coisa grita que eu venho correndo.
Quando ela ia sair a Elizabeth segura o braço dela.
-Mamãe? Fica por favor.
Minha filha fala com os olhos cheios de lágrimas e aquilo me dói.
-A mamãe não pode meu amor. A mamãe tem que comer lá no fundo.
-Então eu vou também.
Ela diz levantando-se.
-Não filha, você vai comer aí com seu papai.
Ela me olha e diz.
-Papai, fala para a mamãe ficar.
Aquilo me dói o coração. Minha filha estava sofrendo por culpa minha. Pelas minhas atitudes.
-O papai não pode fazer isso filha.
Eu digo já com a voz falha.
-Então eu não vou comer.
Cruza os braços e faz birra.
Ana fica rindo e diz.
-Vai ficar com fome?
-Sim
-Então tá bom, mas você também não terá sobremesa é muito menos brincara hoje. Você vai ficar de castigo caso não coma.
-Eu só quero ficar com você mamãe.
Ela começa a chorar e pede colo para Ana que logo me olha. Pega Eliza no colo que não para de chorar.
-Filha, fala para a mamãe o que aconteceu meu amor.
-Mamãe, todo mundo na escola fala que eu não tenho mãe. E eu quero que todo mundo saiba que eu tenho.
Ela grita aos prantos chorando.
Os olhos de Ana enchem de lágrimas.
-Olha para a mamãe meu amor.
Eliza vira para Ana
-É claro que você tem mamãe, eu sou a sua mãe. Você é a razão pela qual eu ainda estou aqui. O meu mundo gira ao seu redor, eu farei de tudo por você. Inclusive, vamos para a sua festa de encerramento. Nós três, juntinhos. Aí todos vão ver que você tem mãe. Eu te amo muito.
As palavras dela me confortar, mas ao mesmo tempo me deixa triste. Se não fosse pela minha filha ela não ficaria aqui. Aquilo doeu de ouvir.
-Nós vamos à festa mamãe?
Eliza pergunta limpando os olhos com as bracinho.
-Sim, minha vida.
Vejo minha filha se acalmar e começa a comer em silêncio é a Ana fica ali do lado, sentada, apenas vendo minha filha comer e não come nada.
🌙 A NOITE NAQUELE MESMO DIA 🌙
Vejo a Ana vim com Elisa no colo que vem toda feliz achando que vai dormir conosco.
-Filha, nós vamos conversar agora é eu quero que você seja verdadeira com a mamãe, ok?
-Ok mamãe.
-Amor, a mamãe viu que você tem a necessidade do leite materno e fica puxando meu peito esperando sair.
Ela abaixa a cabeça e os olhos enchem de lágrimas.
-Desculpa mamãe.
Ana vai até ela é a abraça.
-Não precisa pedir desculpa, a mamãe só quer dizer que agora você vai poder mamar, meu amor.
Vejo minha filha sorri descaradamente e pular no colo da Ana de felicidade.
-É sério mamãe?
-Sim meu amor.
-Eu quero muito mamãe.
Vejo Ana posicionar a Eliza da mentira correta de mamar e tira o peito para fora.
Minha filha abocanha de vez o peito e puxa com tudo.
-Devagar filha.
Eu digo pela primeira vez e me sento ao lado de Ana, que pela primeira vez não se afasta.
É incrível a primeira vez da minha filha mamando, é a coisa mais linda que eu poderia ver.
Quando Eliza dorme Ana a arruma na cama e vai para o quarto dela.
Eu tomo banho e vou no closet troca de roupa. Mas vejo uma bolsa da sex-shop.
Pego com curiosidade e abro ele vendo uma lingerie bem safada. Provavelmente a Ana quem comprou.
Mas com quem ela vai usar se nem está falando comigo.
Vejo que tem a nota fiscal, pego e abro e vejo a data. Que é a mesma data da nossa briga.
Com certeza ela iria usar comigo. E ela vai, porque agora mais que nunca eu quero ver ela vestida nisso.
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A BABÁ
FanfictionAna Clara vem de uma família humilde que a deixou ainda jovem. Desempregada passando por uma situação complicada ,Ana ver a oportunidade em suas mãos após ver uma vaga para ser babá onde paga bem, a única coisa que a desanima é que não tem capacitaç...
