A BABÁ CAPÍTULO-73

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RENATO AUGUSTO

Eu olho para a Ana e ela me dá um sorrisinho. Essa mulher realmente é a minha perdição, não tem nada que ela me peça que eu não der a ela.

-Sente-se, Ana.

Ela me olha desconfiada.

-Você vai brigar comigo ou é somente uma reunião particular mesmo, marido?

Eu me encosto novamente na minha cadeira e fico olhando para a Ana.

-Ana Clara, eu não sabia que se cuidar estava incluso, vim para a empresa, esforços desnecessários e ainda por cima iria pegar nossa filha no colo caso eu não tivesse chegado a tempo. Eu preciso te lembrar que você está esperando nosso filho?

Ela revira os olhos, eu olho para a nossa filha e ela já está com os olhos cheios de lagrimas indo para os braços da mãe.

-Eu sei que eu estou esperando nosso filho nascer, mas eu estava com saudades de você, nossa filha estava com saudades de você. Eu nunca faria nada para botar nosso filho em risco, e eu achei que você sabia disso.

-Claro que eu sei, mas você está tomando decisões que não só bota nosso filho em risco, mas também você. Me ajuda Ana, vocês são as coisas mais importantes que eu tenho na minha vida. Não sei o que eu farei se alguma coisa acontece com vocês três.

Ana só me olha e balança a cabeça.

Vejo Elizabeth se levantar e vim até mim, com os olhos ainda cheio de lagrimas.

-Papai, não briga com a mamãe. Eu tava com saudades, e a mamãe também.

Após isso eu olho para a Ana novamente, e aí eu entendi tudo. Na verdade, a Ana estava agindo assim devido a discussão que tivemos hoje.

-Não estou brigando com a sua mãe, mas vocês duas não podem sair assim, o papai fica morto de preocupação.

Ela se alinha ao meu peito e fica ali, eu olho para a Ana e ela está nos olhando.

-Vem, Ana.

Eu a chamo, e logo se senta na minha outra perna e se deita do outro lado do meu peito.

-Eu te amo muito

Ana fala e logo após isso, ela fica deitada no meu peito novamente, logo eu lembro que terei uma reunião. Olho para Ana, e mesmo com a barriga enorme, ela aparenta estar muito confortável do jeito que está.

Ligo para minha secretaria e aviso para que ela cancela a reunião.

Não vou acordar minhas garotas, não depois do dia exaustivo que tivemos hoje.

Me encosto na cadeira e fico ali, aproveitando o momento com as duas, e com os braços dormentes.

Logo sinto um líquido quente entre minhas pernas e olho para Ana.

-Aí...

Ana fala abrindo o olho devagar.

-O que foi, Ana? Não aguentou ir até o banheiro.

Ana fica vermelha.

-Não seja idiota, Renato. Seu filho vai nascer.

Dessa vez quem ficou vermelho foi eu, mas foi de nervosismo.

-Levanta-se devagar.

Eu acordo Elizabeth calmamente e ligo para minha mãe.

LIGAÇÃO ON

-Mãe, vai lá para casa, A bolsa da Ana estourou.

-QUE, COMO ASSIM?

-Mãe, eu filho vai nascer, eu preciso que você fique com Elizabeth.

-Tá, estou a caminho com o seu pai.

-Mãe, eu estou na empresa, passa a minha casa, pega as coisas do nosso filho e me encontra na maternidade, é melhor, a Ana não vai aguentar esperar tudo isso.

-Tá bom, meu filho. Eu pego a Eliza lá também.

LIGAÇÃO OFF.

Eu boto Elizabeth no chão e ela segura minha mão.

-Papai, o meu irmãozinho já vai nascer?

Eu olho para Elizabeth e vejo que ela está um pouco perdida.

-Já sim filha, eu preciso que você fique um tempinho com a sua vovó para que eu ajude a mamãe q trazer seu irmãozinho, tudo bem!

Ela balança a cabeça concordando.

-Tudo bem papai, se é para trazer meu irmãozinho, eu fico, mas não demora muito não, tá bom?

Eu dou um beijo no topo da cabeça dela e ouço mais um grito de Ana.

-Adianta, Renato Augusto. O seu filho quer nascer.

-Vamos para o carro, você consegue caminhar ou quer que eu te leve nos braços?

-Se for devagarinho eu consigo.

Eu mesmo não concordando, aceito que ela vá caminhando.

-Então vamos.

-Pega nossa filha, leva ela no braço.

Eu acho incrível que mesmo com dor, ela consegue lembrar da Elizabeth, e ali eu vejo o amor das duas.

-Eu tô segurando aqui no papai, mamãe. A senhora está dodói, quer que ele te leve no colo, quer?

Elizabeth fala, segurando na minha camisa.

-Vem aqui.

Falo já pegando ela no colo e levando ela até o carro.

Elizabeth vem ao meu lado, dando todo suporte para a mãe. E sinceramente, eu acho extremamente lindo a conexão das duas.

Chegamos no estacionamento.

-Filha, sobe no carro e bota seu cinto.

-Aaaaah, tá doendo demais.

Ouço a Ana reclamar mais uma vez de dor, e me dói ver ela sofrendo e eu não poder fazer nada.

Piso no acelerador e a Ana continua gemendo de dor e conversando com a Elizabeth.

-Aguenta só mais um pouco, vida, já estamos chegando.

Assim que chegamos, já vejo minha mãe do lado de fora.

Saiu do carro correndo e grito para minha mãe pegar a Elizabeth.

-Chegamos, meu amor. Agora nosso filho poderá vir ao mundo em segurança.

-Está doendo amor, anda logo.

Entro na maternidade correndo e o médico já está esperando-a.

Eles a levam para a sala e quando eu vou passar junto, uma enfermeira me barra.

-O senhor precisa se vestir, por aqui por favor.

Eu vou sem contestar, só para adiantar e ficar ao lado da minha mulher.

Chego na sala e vejo a Ana deitada, ainda sentindo dor.

-Ela ainda está com 6 de dilatação. Precisamos aguardar mais um pouco, se não abri passagem, faremos cesária.

Eu fico próximo a Ana e começo a fazer carinho no cabelo dela.

-Seja forte minha vida, e traga nosso menino ao mundo.

-Não sei se eu consigo, estou sentindo muita dor.

-Claro que você consegue. Você é a mulher mais forte que eu conheço, vamos lá.

...... 

Até a próxima.....

Eu voltei, e agora para ficar... 🫢

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