ANA CLARA
Eu ainda estou deitada no peito do Renato quando ouço nossa filha pedindo para subir na cama.
-Me pega papai, eu quero subir também.
Renato solta minha cintura e logo pega ela no braço botando no nosso meio.
-Mamãe?
-Oi, minha princesa.
-Eu estou muito feliz que o papai não foi embora.
Ela fala pulando na cama.
Renato da risada.
-O papai falou que não iria minha filha.
Ele beija minha testa e vai até o banheiro.
Eu fico quietinha com meus filhos na cama, vejo que a Elizabeth já está dormindo novamente.
Renato sai do banheiro apenas com uma toalha na cintura.
Eu já olho para ele mordendo os lábios.
-A Elizabeth dormiu novamente?
-Sim, só foi se deitar na nossa cama que dormiu novamente. Você vai trabalhar?
-Sim minha vida, já é segunda-feira. Se você quiser, posso tirar o dia para nossa família novamente.
-Você vira para cá a noite?
Eu pergunto como quem não quer nada e logo trato de levantar-se e seguir com ele para o closet, mas logo complemento.
-Você sabe que nossa filha pode sentir sua falta.
Ele me olha e logo vem até mim, me botando em frente ao espelho e ficando atrás de mim.
-Ela e você também. A quem está querendo enganar Ana? Já estamos casados, sabe que eu nunca te trair e nunca nem se quer ter a intenção de lhe trair. Para que ficar nesse joguinho, só estamos perdendo tempo, você sabe que nuca vou deixar nenhum outro homem se aproximar de você ou de nossos filhos.
-Renato, eu estou chateada com você, não quero voltar, simples.
Ele me olha atrás do espelho balança a cabeça e passa a mão em minha barriga.
-Tudo bem, já que está realmente chateada comigo e quer um tempo, lhe darei esse tempo.
vejo o Renato me dá as costas para sair, mas seguro nas mãos dele.
-Não me deixa, eu só preciso de um tempo. Tudo aconteceu muito rápido e eu não quero viver na dúvida.
Ele me olha balançando a cabeça.
-Ana, se você realmente ainda tem alguma dúvida sobre isso, realmente é melhor nos terminarmos. É impossível construir uma relação em que somente um confia.
Ele tenta soltar a mão dele, porém eu seguro novamente.
-Eu confio em você, só preciso de um tempo, imagina se fosse ao contrário, o que você faria?
Você voltaria ao normal logo de cara? Claro que não voltaria, eu te conheço.
Ele balança a cabeça negativamente.
-Será mesmo que me conhece Ana? Se me conhece como diz, por que da dúvida?
Eu respiro fundo.
-Eu só preciso de um tempo, tá legal.
Agora é a vez dele de respirar fundo.
-Realmente talvez seja melhor nos terminarmos, eu te amo muito, você foi a mulher que eu mais amei, mas se você não confia, o melhor é que você siga do seu jeito, sempre que precisar da minha ajuda, estarei disposto a lhe ajudar, você e nossos filhos nunca passarão por dificuldade
alguma.
Quando eu ia responder, ele vira as costas e na mesma hora esculto o chamado da Elizabeth
-Mamãe? Papai?
Quando eu chego no quarto o Renato está dando um beijo na cabeça dela e ela está agarrada a ele.
-Papai precisa trabalhar, filha.
Ela se segura ainda mais nele.
-Você vai voltar, ne papai.
Ele me olha e eu fico sem reação, então só encosto na porta do closet.
-O papai vem lhe botar na cama, não se preocupe.
Aí é que ela alivia mais o aperto e se senta na cama, balançando o cabelo e passando o bracinho nos olhos.
Renato vem até mim, se abaixa um pouco e beijo minha barriga.
-Tchau garotão do papai.
Ele beija minha testa e logo diz.
-Não faz esforço e se cuida.
Ele fala isso e não espera uma resposta minha, apenas sai, sem olhar para trás.
Ao recorrer do dia, fiz algumas atividades desenvolvedoras com a Elizabeth, mas a todo momento ela perguntava pelo pai, perguntava a hora que ele iria chegar, e se ele iria dormir com nos duas, enfim... Eu confesso que também estou com saudades, e ainda mais depois do que ele me falou, eu sei que ele já está cansado pelo fato que eu sempre o afasto, mas é claro que eu o quero em minha vida, eu não vou permitir que ele saia da minha vida.
-Filha, vamos nos arrumar para ir ver o papai, o que você acha?
Vejo minha filha se animar na mesma hora.
-Vamos mamãe, vamos lá.
Ela sai correndo e eu dou um sorriso do desespero dela para ir ver o pai. Nós duas nos arrumamos, boto um vestidinho solto rosa nela, e visto um vestido azul também solto, estou vestindo o vestido que o Renato mencionou que fica lindo em mim.
Pego um taxi e logo chegamos na empresa.
Assim que eu chego à mulher da recepção me entrega um crachá e eu subo para o andar do Renato, chegando lá sou informada pela nova assistente dele que ele está em reunião. Fico ali conversando com ela e logo a Elizabeth começa a perguntar do pai.
-Vem cá no colo da mamãe filha.
Quando eu ia abaixar para pegar ela no colo, ouço a voz do Renato.
-Nem ouse pegar a Elizabeth no colo, Ana Clara. Você sabe que não pode, mas mesmo assim quer fazer. Eu falei para você não fazer esforço, não para você vim a empresa e ainda por cima querer pegar a Elizabeth no colo, vamos entre na minha sala. Iremos conversar sério sobre a sua desobediência
Ele já fala entrando na sala dele e eu reviro os olhos.
-Quer um conselho Gabriele?
-Sim, senhora Safra, por favor.
-Nunca se case com um empresário mal-humorado como o meu.
Eu falo e ela começa a rir.
-O senhor Safra te ama, todos na empresa percebem quando a senhora briga com ele, ele não sorri nem para o Fernando, como ultimamente. E por favor senhora Safra, eu imploro, não briga com ele assim não, ele fica com um humor do cão.
Ela fala e eu começo a ri.
-Não se preocupa, eu não vou mais brigar com ele.
Eu fico ali conversando com ela e logo o Renato aparece na porta novamente.
-Estou te aguardando Ana Clara.
Ele fala e volta para dentro da sala dele.
-Eu vou logo lá, se não é capaz dele vim me pegar aqui.
A Gabriele da risada balançando a cabeça.
E eu entro na sala do Renato, vendo-o sentado na cadeira dele com uma cara nada boa.
ATÉ A PRÓXIMA....
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A BABÁ
FanfictionAna Clara vem de uma família humilde que a deixou ainda jovem. Desempregada passando por uma situação complicada ,Ana ver a oportunidade em suas mãos após ver uma vaga para ser babá onde paga bem, a única coisa que a desanima é que não tem capacitaç...
