A BABÁ- Capítulo 72

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ANA CLARA

Eu ainda estou deitada no peito do Renato quando ouço nossa filha pedindo para subir na cama.

-Me pega papai, eu quero subir também.

Renato solta minha cintura e logo pega ela no braço botando no nosso meio.

-Mamãe?

-Oi, minha princesa.

-Eu estou muito feliz que o papai não foi embora.

Ela fala pulando na cama.

Renato da risada.

-O papai falou que não iria minha filha.

Ele beija minha testa e vai até o banheiro.

Eu fico quietinha com meus filhos na cama, vejo que a Elizabeth já está dormindo novamente.

Renato sai do banheiro apenas com uma toalha na cintura.

Eu já olho para ele mordendo os lábios.

-A Elizabeth dormiu novamente?

-Sim, só foi se deitar na nossa cama que dormiu novamente. Você vai trabalhar?

-Sim minha vida, já é segunda-feira. Se você quiser, posso tirar o dia para nossa família novamente.

-Você vira para cá a noite?

Eu pergunto como quem não quer nada e logo trato de levantar-se e seguir com ele para o closet, mas logo complemento.

-Você sabe que nossa filha pode sentir sua falta.

Ele me olha e logo vem até mim, me botando em frente ao espelho e ficando atrás de mim.

-Ela e você também. A quem está querendo enganar Ana? Já estamos casados, sabe que eu nunca te trair e nunca nem se quer ter a intenção de lhe trair. Para que ficar nesse joguinho, só estamos perdendo tempo, você sabe que nuca vou deixar nenhum outro homem se aproximar de você ou de nossos filhos.

-Renato, eu estou chateada com você, não quero voltar, simples.

Ele me olha atrás do espelho balança a cabeça e passa a mão em minha barriga.

-Tudo bem, já que está realmente chateada comigo e quer um tempo, lhe darei esse tempo.

vejo o Renato me dá as costas para sair, mas seguro nas mãos dele.

-Não me deixa, eu só preciso de um tempo. Tudo aconteceu muito rápido e eu não quero viver na dúvida.

Ele me olha balançando a cabeça.

-Ana, se você realmente ainda tem alguma dúvida sobre isso, realmente é melhor nos terminarmos. É impossível construir uma relação em que somente um confia.

Ele tenta soltar a mão dele, porém eu seguro novamente.

-Eu confio em você, só preciso de um tempo, imagina se fosse ao contrário, o que você faria?

Você voltaria ao normal logo de cara? Claro que não voltaria, eu te conheço.

Ele balança a cabeça negativamente.

-Será mesmo que me conhece Ana? Se me conhece como diz, por que da dúvida?

Eu respiro fundo.

-Eu só preciso de um tempo, tá legal.

Agora é a vez dele de respirar fundo.

-Realmente talvez seja melhor nos terminarmos, eu te amo muito, você foi a mulher que eu mais amei, mas se você não confia, o melhor é que você siga do seu jeito, sempre que precisar da minha ajuda, estarei disposto a lhe ajudar, você e nossos filhos nunca passarão por dificuldade

alguma.

Quando eu ia responder, ele vira as costas e na mesma hora esculto o chamado da Elizabeth

-Mamãe? Papai?

Quando eu chego no quarto o Renato está dando um beijo na cabeça dela e ela está agarrada a ele.

-Papai precisa trabalhar, filha.

Ela se segura ainda mais nele.

-Você vai voltar, ne papai.

Ele me olha e eu fico sem reação, então só encosto na porta do closet.

-O papai vem lhe botar na cama, não se preocupe.

Aí é que ela alivia mais o aperto e se senta na cama, balançando o cabelo e passando o bracinho nos olhos.

Renato vem até mim, se abaixa um pouco e beijo minha barriga.

-Tchau garotão do papai.

Ele beija minha testa e logo diz.

-Não faz esforço e se cuida.

Ele fala isso e não espera uma resposta minha, apenas sai, sem olhar para trás.

Ao recorrer do dia, fiz algumas atividades desenvolvedoras com a Elizabeth, mas a todo momento ela perguntava pelo pai, perguntava a hora que ele iria chegar, e se ele iria dormir com nos duas, enfim... Eu confesso que também estou com saudades, e ainda mais depois do que ele me falou, eu sei que ele já está cansado pelo fato que eu sempre o afasto, mas é claro que eu o quero em minha vida, eu não vou permitir que ele saia da minha vida.

-Filha, vamos nos arrumar para ir ver o papai, o que você acha?

Vejo minha filha se animar na mesma hora.

-Vamos mamãe, vamos lá.

Ela sai correndo e eu dou um sorriso do desespero dela para ir ver o pai. Nós duas nos arrumamos, boto um vestidinho solto rosa nela, e visto um vestido azul também solto, estou vestindo o vestido que o Renato mencionou que fica lindo em mim.

Pego um taxi e logo chegamos na empresa.

Assim que eu chego à mulher da recepção me entrega um crachá e eu subo para o andar do Renato, chegando lá sou informada pela nova assistente dele que ele está em reunião. Fico ali conversando com ela e logo a Elizabeth começa a perguntar do pai.

-Vem cá no colo da mamãe filha.

Quando eu ia abaixar para pegar ela no colo, ouço a voz do Renato.

-Nem ouse pegar a Elizabeth no colo, Ana Clara. Você sabe que não pode, mas mesmo assim quer fazer. Eu falei para você não fazer esforço, não para você vim a empresa e ainda por cima querer pegar a Elizabeth no colo, vamos entre na minha sala. Iremos conversar sério sobre a sua desobediência

Ele já fala entrando na sala dele e eu reviro os olhos.

-Quer um conselho Gabriele?

-Sim, senhora Safra, por favor.

-Nunca se case com um empresário mal-humorado como o meu.

Eu falo e ela começa a rir.

-O senhor Safra te ama, todos na empresa percebem quando a senhora briga com ele, ele não sorri nem para o Fernando, como ultimamente. E por favor senhora Safra, eu imploro, não briga com ele assim não, ele fica com um humor do cão.

Ela fala e eu começo a ri.

-Não se preocupa, eu não vou mais brigar com ele.

Eu fico ali conversando com ela e logo o Renato aparece na porta novamente.

-Estou te aguardando Ana Clara.

Ele fala e volta para dentro da sala dele.

-Eu vou logo lá, se não é capaz dele vim me pegar aqui.

A Gabriele da risada balançando a cabeça.

E eu entro na sala do Renato, vendo-o sentado na cadeira dele com uma cara nada boa. 


ATÉ A PRÓXIMA....

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