A BABÁ Capítulo 68

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ANA CLARA

A Alice ficou dando risadas quando o Renato mencionou que não era para eu subir sem que ele voltasse.

-Eu já vou subindo.

Falei dando as costas e ouvir os risos de todos no salão, assim como eles eu comecei a subir rindo, só de imaginar o treco que Augusto vai dar quando me vir lá em cima.

Fui de fininho e acabei escutando a conversa dele e da Elizabeth.

-Papai, você e a mamãe irão terminar para sempre?

Ela pergunta com a voz de choro e eu fico esperando a resposta de Renato.

-Claro que não, meu amor. A mamãe e o papai não irão terminar, a sua mãe apenas está com os hormônios a flor da pele.

-Mas papai, eu não quero ir para outra casa sem você.

Vejo o Renato dá um rindo.

-Eu nunca permitiria que vocês ficassem longe de mim, o papai também vai com vocês meu amor.

Vejo minha menina se animar na hora.

-Papai, e se nos três e o meu irmãozinho que ainda está na barriga fossemos para a praia? Assim a mamãe pode deixar o senhor ir com a gente, né?

-Podemos sim ir à praia minha menina, mas não quero que você fique enchendo sua cabecinha com meu relacionamento com sua mãe, ok?

-Tá bom papai, mas promete que não vai deixar a mamã?

Renato beija a cabeça da nossa filha.

-Prometo meu anjinho, agora vai dormir, se a sua mãe vir que você ainda está acordada, bate em nós dois.

Ela dá uma risada sapeca.

-Eu não vou contar a mamãe que eu fiquei um tempão falando com você, papai.

Renato dá um sorriso e eu entro no quarto.

Elizabeth bota a mãozinha na boco em forma de surpresa.

-Papai, a mamãe.

Ela fala e se cobre como se estivesse se escondendo.

Renato fecha a cara, e eu já não entendo o motivo.

-Subiu sozinha por que Ana?

-Eu queria botar minha filha na cama também, ou eu não tenho esse direito?

Renato suspira.

-Claro que tem, mas você está na reta final da gravidez, precisa tomar mais cuidado.

Eu reviro os olhos e vejo um sorriso se formar nos lábios dele.

Eu dou um beijo em minha filha, e logo viro para Renato.

-Vamos logo para o nosso quarto.

Ele levanta da cama da nossa filha e pousa a mão na minha cintura.

-Vamos que ainda temos uma longa conversa pela frente.

Eu reviro os olhos novamente é ele já me olha com cara de bravo, parece até que já virou rotina dele me olhar desse jeito.

Logo chegamos no quarto, ele me bota sentada na beira da cama e pega uma cadeirinha da Elizabeth que está ali no nosso quarto, provavelmente ela estava brincando aqui no nosso quarto.

-Vamos Ana, pode começar a falar.

-Falar o que? Que você me traiu e agora eu quero o divórcio.

-De onde você tirou isso que eu lhe trair?

Eu reviro os olhos sem tempo para explicar.

-Eu vi no seu celular a mensagem que a Paola lhe mandou.

Vejo ele pegando o celular para ver a tal mensagem e logo o olhar dele vai escurecendo.

-Eu nunca te trair, se você realmente está acreditando nessa mentira, é só você ver nas câmeras do escritório. Eu nunca lhe trairia.

-Eu não quero saber de nada Renato, só quero o divórcio e ponto final.

-Eu nunca irei lhe dar o divórcio, já deixei claro que você é minha mulher, e isso nunca vai mudar, a única coisa que irá mudar, será nossa casa, que vamos encher de filhos.

Ele fala já vindo e me deitando na cama.

-Eu não vou transar com você.

Ele dá uma risadinha e me beija, um beijo de tirar o folego.

-Você está certa, não vamos transar. Iremos fazer amor, o seu olhar está trasbordando desejo.

O Renato vai tirando o meu vestido lentamente e beijando cada parte do meu corpo.

-Você está cada dia mais perfeita, eu sou perdidamente apaixonado por você. Abre as pernas que irei lhe deixar pronta para mim.

Ele fala e eu não penso duas vezes antes de abrir.

Renato desce até minha boceta e começa a me torturar.

-Vai Renato, me chupa logo.

-Você está com muita presa para quem não estava querendo nada.

Eu puxo os cabelos dele e tento levar a boca dele até a minha boceta, mas é uma tentativa falha.

Renato levanta e fica me olhando, vejo ele tirar a gravata lentamente e me olha profundamente.

-Não precisa ter presa para ter seu homem em suas pernas. Temos uma vida toda para eu me afogar na sua boceta e provar do seu mel.

Ele vem até mim, leva minhas mãos para cima da minha cabeça e volta a falar.

-Você ficara com as mãos para aprender a não apresar as coisas. Agora eu vou lhe chupar até você liberar todo o seu mel e eu me sentir completamente satisfeito.

Eu olho para ele e fico completamente calada e o olhando, esperando que ele me dê o prazer desejado.

-Ana, você sabe que não foi uma boa esposa, em desconfiar do seu marido que tanto lhe ama.

-Você me traiu, se isso é amar, eu não quero nem te ver odiando alguém.

-Você ainda está insistindo nisso? Amanhã antes de ir à praia com nossa filha, nos dois vamos passar na empresa e você veja que em momento nenhum eu saí da empresa naquela noite. A sua falta de confiança em mim está me matando.

Ele fala isso e sai de cima de mim, soltando minhas mãos.

Vejo ele indo direto para o banheiro e fico frustrada pelo afastamento dele. Eu preciso desse homem dentro de mim.

Levanto-me da cama e vou até ele do jeito que eu estou.

Abraço e Renato por trás e ele logo afasta as minhas mãos.

-Não vou fazer sexo com você Ana. Não até você continuar achando que eu lhe trair.

Após dizer isso ele sai do banheiro me deixando ali sozinha, eu me sinto frustrada e rejeitada, ali as dúvidas começam a surgir, e se ele realmente não me traiu?

Eu tomo meu banho e saiu do banheiro, não o vejo na cama, fico um tempo parada pensando na possibilidade de ele ter ido dormir em outro quarto, mas logo vejo ele saindo do closet e se deitando na cama, apenas de cueca.

Entro no closet, boto somente um baby-doll, acendo a luz do quarto e me abaixo para pegar o creme de passar na minha barriga. Vejo que ele continua a me ignorar, sempre é ele quem passa o creme em mim, mas pelo visto as coisas irão mudar...


ATÉ A PRÓXIMA....



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