| 7 | Elos que podem se romper | 7 |

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Playlist de Skinmate no comentário:
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"Que horas sai o seu voo, Mark?"

"Em três horas, Jackie"

"Eu nem acredito que isso está mesmo acontecendo"
"Você e sua família vindo morar na Coréia assim tão repentinamente"

"Eu sei!"
"Mesmo tendo falado sobre isso nos últimos dois meses, ainda parece um pouco surreal para mim"

"Surreal ou não, isso é o destino nos unindo"
"Então no final eu estava certo quando disse que sentia que aqui seria onde eu encontraria minha alma gêmea"

JinYoung lia as mensagens, pensando profundamente sobre as palavras de Jackson. Quando ele disse isso, anos atrás, não pôde deixar de permitir que uma esperança florescesse em seu coração. Achou que com o chinês na Coreia, de alguma forma se encontrariam, mas isso nunca aconteceu.

Ele não sabia a fisionomia e nem a voz de nenhum dos dois, ainda que tivesse passado pelo chinês em qualquer lugar das ruas sul coreanas, ele jamais teria como saber quem é Wang Ka-Yee. Agora Mark também estava vindo morar na Coreia e o Park não queria se permitir mais uma dose de ilusão; a primeira vez havia sido suficiente.

"Assim que eu chegar eu irei escrever pra você"
"Vamos nos encontrar finalmente, amor"

"É tudo que eu mais quero"

JinYoung sentiu repentinamente um enjoo e o estômago revirar, ele não se sentia assim fazia muito tempo. Com o passar dos anos e o seu amadurecimento, o rapaz havia entendido que ou deixava as coisas caminharem naturalmente, conhecendo ou não suas almas gêmeas um dia, ou ele definitivamente enlouqueceria. Havia optado pela primeira opção, limitando-se a ser um observador.

Mas dessa vez ele voltava a se sentir como o garoto de quatorze anos, descobrindo que suas almas gêmeas jamais saberiam da sua existência. Ainda doía e provavelmente doeria para sempre.

— Papai, papai! — a voz de YuGyeom preencheu todas as lacunas dentro de si. Ele apenas precisava ouvir a voz da criança pra que tudo resolvesse ser completo finalmente.

— Oi, Gyeomie! Que surpresa você acordando sem que eu precise te chamar umas cinco vezes para o banho — pirraçou a criança, que devolveu com um risinho.

— É que Gyeomie não conseguiu dôrmi bem, tou ansioso, papai, é meu primeiro dia na escolinha nova! — Ele falou maravilhado e JinYoung tinha passado a semana inteira surpreso com a receptividade da criança com todas as mudanças.

YuGyeom tinha passado os últimos anos no orfanato, estudando e aprendendo tudo lá, tinha seus amiguinhos e ele achou que quando fosse contar ao menino que ele não podia mais continuar estudando ali, ele ficaria triste. Mas, na verdade, YuGyeom mostrou-se excitado e receptivo, sempre demonstrando plena animação. Isso o deixou com certa pulga atrás da orelha no início, tal qual só foi sanada quando o Park conseguiu as respostas que precisava.

YuGyeom era uma criança muito elétrica e sabida, conversava pelos cotovelos consigo, com JaeBeom e até mesmo com YoungJae. Mas, no geral, quando tratava-se das outras crianças, ele não conseguia se entrosar. Talvez por ser o mais novo da turma? Ou talvez por ser tão recluso e não saber se misturar com os outros? JinYoung até mesmo procurou saber se a criança não sofria alguma coisa na mão das outras crianças, mas a resposta para isso era negativa. Ele mesmo acompanhou como órfão, sempre de olho e questionando o garotinho sobre isso; depois, como professor, ele também buscava se informar; no fim, a única certeza que tinha, era que aquele era apenas o jeitinho de YuGyeom e que a única coisa que ele poderia fazer era lhe dar muitas palavras de afirmação e o ajudar a desenvolver seu lado social.

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