Cartas para minha Maria.

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30/07/2024, São Paulo - Brasil.

Ontem a tarde eu pensei em você, falei sobre você, senti falta de você. Mas eu sei que tudo isso é egoísmo e eu não posso procurar você. Eu não posso me deixar levar por conta de uma saudade momentânea, saudade essa que não passa de necessidades minhas, saudade essa que só manifesta as vezes quando eu me sinto sozinha. Saudade essa que talvez seja recíproca, mas somos egoísta demais pra falar.
Saudade essa que talvez eu tenha mantido em segredo por medo de me sentir vulnerável, saudade essa que me conforta quando eu penso em você e de novo no passado. Saudade essa, essa saudade.
Eu simplesmente poderia voltar atrás, conversar de novo até o sol girar pra trás, conversas bobas e presentes que eu gostaria de te dar nos natais.
Ontem a tarde eu lembrei de você, lembrei de nós, dos nossos momentos e dos nossos nós. Ontem a tarde eu me arrependi de ter sido infantil e me arrependi de ter sido tão-tão vulnerável. Me arrependi de ter te deixado ir, mesmo sabendo que era tarde demais.

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