Eu nunca vivi por mim, eu sempre vivi pelas outras pessoas. Quando não era por você, era por ela e antes dela, não havia ninguém e por isso eu estava tão perdida.
Você me moldou, mesmo sem perceber e as partes que você não gostava, não eram suas, eram dela. Por isso era tão difícil desfazer.
Eu sou algo, não alguém. Eu sou espelho. Reproduzindo tudo aquilo que sinto e vejo, todas as pessoas, todos os sentimentos. Nada é realmente meu, mas eu queria sentir isso, mesmo que só por um momento.
Será que você me amava mesmo? Ou tentou se convencer disso porque era eu quem estava ali? Será que você não teria se esforçado mais por ela? Será que no fim, você só sentia demais e queria alguém que sentia menos?
Às vezes cansa sentir demais.
Todos aqueles sonhos eram seus antes de serem meus. Todas as minhas músicas tentaram ser sobre você, mesmo quando eu tentei impedir isso. Como eu sinto saudades, mas eu não sei amar pela metade, amor.
Como posso ser o que você quer que eu seja, sendo que nem mesmo você consegue ser o que quer ser? Você mente, você foge, você faz jogos. Você não é diferente de mim.
Mas eu... Eu nunca vivi por mim. Talvez esse seja o meu maior erro, talvez eu devesse tentar mais por mim, melhorar por mim. Mas eu não consigo parar de sentir, como você conseguiu parar de sentir?
Você vai sentir minha falta quando eu não estiver mais aqui? Ou vai ficar feliz pelo trabalho ter acabado?
Nem mesmo minha poesia faz sentido, como eu poderia fazer?
VOCÊ ESTÁ LENDO
Terceiros
PoesiaCompilados de poemas/histórias que podem ou não fazer sentido, mas posso garantir que são baseados em sentimento. Se confundem enquanto leem e talvez se identifique.
