Abigail Bravo, a "patinho feio" da família, sempre buscou se destacar pelo intelecto em vez da beleza. Após conseguir um emprego em uma empresa multimilionária liderada pelo excêntrico milionário Rhage Mackenzie, ela desenvolve uma amizade com ele...
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Eu acordei na manhã seguinte um pouco mais cedo do que eu devia, claro que eu estava de pijama, do Bob esponja que eu sempre amava, era o meu desenho favorito e fazia questão de assistir todos os dias antes de ter que ir para a empresa, o lugar abria às 10 horas então eu acordei às 8 horas tinha tempo suficiente para assistir alguma coisa antes de tomar um banho e trocar de roupa.
Eu respirei fundo ao acordar com o barulho do elevador, alguém estava na porta e nessa altura do campeonato poderia ser qualquer pessoa, ou poderia ser minha irmã, ou o meu pai querendo discutir comigo pelas minhas novas amizades ruins que ele não aprovava.
Engolindo a frustração, peguei o meu cartão de acesso na penteadeira ao lado da cama e caminhei com passos firmes até o elevador, ao liberar a passagem, quase chorei de felicidade ao ver Ava.
Ava: quem é que te ama benzinho?- ela veio na minha direção e me deu um abraço apertado, eu sorri, mesmo sabendo que havia menos de dois dias que eu tinha visto a minha irmã. - o papai saiu para uma reunião, então eu aproveitei e peguei algumas coisas para que nós possamos ter um café da manhã.
Na verdade, eu tenho certeza que ela passou em alguma lanchonete e comprou tudo aquilo, a minha irmã detestava cozinhar.
Meu pai também não deixava, ele queria ter certeza que a minha irmã seria uma dama e ela sempre tinha que ser servida, ela nunca poderia servir ninguém. Mas Ava sempre me servia, ela fazia questão de comprar sorvete e tudo que eu gostava aí me levar no meu quarto quando morava com o papai e era isso que ele mais odiava.
Ava: agora você vai me dizer como foi a sua noite no cinema com um garoto pela primeira vez?- ela balançou as sobrancelhas curiosa, então ela se virou e olhou para perto da televisão onde estava o meu pote com o formato da cabeça do Wolverine - você foi ver Deadpool?
Abigail: ele queria ver o filme e ainda me fez beber água depois de uma cena engraçada- ela levantou a sobrancelha enquanto Me servia um pedaço de torta de frango, peguei o meu copo de suco de laranja enquanto ela também se servia, claro que o seu pedaço era três vezes menor do que o meu - Rhage me trouxe para casa após a sorveteria que foi onde nós encontramos com Aaron, ele estava com uma mulher tão frívola e estranha, ela parecia extremamente comprada.
Ava: uma prostituta!- eu afirmei com a cabeça, até mesmo pelo vestido salmão ridículo em seu corpo que não combinava nem um pouco com o batom e o salto vermelho, realmente era uma cena muito feia - ele foi o primeiro a chegar até o nosso pai e contar o que aconteceu, papai disse que não fazia ideia do porquê um homem como que ele queria amizade com você.
Abigail: o papai acha que sabe de tudo e é por isso que ele perdeu a mamãe!- isso fez com que a minha irmã pudesse me olhar com um olhar triste, todos nós lembramos da morte da mamãe, meu pai estava discutindo com ela porque mamãe estava começando a engordar e eles sofreram um acidente de carro, onde a minha mãe morreu e ele não. - você sabe que o preconceito do papai foi quem matou a mamãe, ainda não entendo porque todos vocês fecham os olhos.
Ava: Ele amava a mamãe!- se amasse, deveria ter aceitado ela como era. - você é a que mais se parece com a nossa mãe e é por isso que ele tem tanto remorso, eu acredito que ele vê a mamãe em você.
Abigail: isso não é motivo para me tratar da maneira que ele me trata, eu sou a filha dele e não a esposa - com isso eu decidi encerrar o assunto, comecei a conversar com a minha irmã sobre o que havia acontecido no cinema e ela ficou toda contente, aos poucos esquecendo tudo o que nós havíamos dito.
Foi realmente difícil para minha irmã se despedir de mim quando entrei no carro para ir até a empresa, finalmente no horário de trabalho havia começado e Rhage esperava por mim.
Rhage: eu trouxe uma cesta de café da manhã- ele tinha um sorriso tão tranquilo e gigantesco nos lábios que realmente me diziam que ele estava feliz - vamos tomar o café da manhã juntos.
Ele estava tão feliz que eu não queria nem mesmo contar a ele que já havia tomado café com a minha irmã, então eu aceitei comer algumas coisas da cesta e resolvemos deixar o resto para comer no horário do almoço.
O meu horário de trabalho foi tranquilo e todo divertido, Rhage fazia questão de me ajudar com tudo e até mesmo a me apresentar as modelos que também foram tão educadas e gentis que comecei a pensar no meu próprio preconceito em pensar que esse povo era maldoso.
Então, finalmente o horário havia terminado e eu poderia voltar para casa, me despedi do meu grande amigo toda feliz até que cheguei em casa.
Quando entrei, quase levei um susto por ver o meu pai ali, apenas a minha irmã tinha o cartão de acesso, mas Ava ainda fazia questão de me pedir para abrir a passagem por educação o meu pai não seguia por essa linha de raciocínio.
Anthony: eu ainda não acredito que você deixou uma mansão para morar nesse muquifo - aquilo me embrulhou o estômago, eu não podia acreditar que ele veio até minha casa para denegrir e insultar - você poderia ter comprado um lugar melhor, mas morar em um lugar tão pequeno assim?
Abigail: pelo que eu me lembro, o senhor veio de uma família pobre que tinha muito menos do que isso, eu tenho orgulho de onde eu estou morando - tocar no passado não foi uma boa ideia porque ele me olhou com total desgosto, nada do que eu já não estivesse acostumada.
Anthony: Aaron me disse que te encontrou na sorveteria com o seu chefe, Mackenzie!- Aaron fofoqueiro. - você sabe que a empresa dele é rival da nossa porque a nossa empresa é menor do que a dele, e ainda assim eu aceitei quando disse que iria trabalhar para ele, mas agora você quer fazer amizade com o nosso inimigo?
Abigail: nosso inimigo?- eu olhei no rosto do meu pai não acreditando na sua audácia - Rhage Mackenzie não é o meu inimigo, ele não é o inimigo da minha irmã e muito menos do meu irmão, ele é o seu inimigo no mundo dos negócios, fora disso ele é apenas um ser humano comum.
Anthony: eu estou tentando, juro que estou tentando te fazer o melhor e ainda assim você sempre me irrita!- ele se aproximou e apontou o dedo perto do meu rosto - eu não quero você com esse tipo de amizade uma amizade que vai acabar com a nossa empresa, uma amizade que vai fazer com que nós possamos perder tudo.
Abigail: que eu possa perder a empresa?- eu indaguei - a empresa que o senhor disse que não me queria nem por perto porque eu não era bonita o suficiente para chamar atenção de ninguém? Por que eu era gorda e isso iria te envergonhar? - Eu dei um passo para trás - o que acontece naquela empresa não é problema meu.
Resposta errada!
Ele me acertou uma bofetada que quase me jogou no chão, depois ajeitou a blusa mais uma vez como se aquilo não fosse nada enquanto eu olhava embasbacada para o seu rosto.
Anthony: aquela era a empresa da sua mãe, você deveria se colocar no seu lugar- eu neguei com a cabeça incrédula. - eu sou o seu pai e sei o que é melhor para os meus filhos.
Abigail: Você não sabe de nada!- eu estava pouco me importando com a dor na minha bochecha - você pensa que sabe só porque é o meu progenitor, mas foi as babás que contratou o que me criou, não foi você - eu apontei - você decidiu me abandonar desde a morte da minha mãe como se fosse culpa minha, tudo isso porque você queria colocar a culpa em uma criança do que você fez.
Anthony: cale a boca- eu neguei com a cabeça e ele se aproximou olhando para mim, mas eu não iria baixar a cabeça para o meu pai, eu estava dentro da minha casa.
Abigail: pelo seu preconceito mesquinho, foi Você quem discutiu com a minha mãe e não prestou atenção no caminho, foi por causa disso que o senhor causou o acidente que tirou a vida da minha mãe - a minha voz soava como navalhas em seus ouvidos - você tirou a vida da minha mãe e como um covarde decidiu colocar a culpa em uma criança, a sua culpa. - eu me aproximei mais ainda cara a cara - você matou a minha mãe e me culpou pelo seu pecado, eu não te devo nada, mas você me deve tudo.