capítulo 7

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Eu havia acabado de tirar a poeira de uma prateleira quando ouvi a campainha

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Eu havia acabado de tirar a poeira de uma prateleira quando ouvi a campainha. A casa estava em um estado um pouco melhor, pelo menos para a minha mãe, mas ainda não estava perfeita. Respirei fundo e fui até a porta, pensando se eu teria que lidar com alguma outra coisa complicada hoje.

Quando abri, Johnny estava ali, com um sorriso casual e segurando minha bicicleta.

— Ei, Mia. Trouxe sua bicicleta de volta. — Ele disse, mantendo o sorriso.

— Johnny? O que você está fazendo aqui? — Perguntei, um pouco surpresa.

— Vim trazer sua bicicleta, ué. — Ele respondeu com deboche.

— Valeu — respondi, pegando a bicicleta e ajeitando-a ao lado da entrada.

Johnny, no entanto, não parecia com pressa de ir embora. Ele continuava ali, olhando para mim com aquele sorriso provocador.

— Então, Mia, o que você está fazendo? — ele perguntou, balançando as chaves da moto com um tom despretensioso.

Eu hesitei, sem saber se devia deixar ele entrar. A casa estava um caos. Na verdade, eu estava tentando limpar um pouco antes da minha mãe chegar, mas não tinha conseguido muito ainda.

— É... obrigado, Johnny. Agora você pode ir — falei, tentando ser direta.

Ele cruzou os braços, aparentemente não interessado em ir embora.

— Ah, não precisa ser tão formal. Posso ficar um pouco. Não se incomoda, né? — Johnny insistiu, claramente querendo permanecer.

Eu me senti entre a cruz e a espada. A casa estava uma bagunça, e eu não tinha a mínima vontade de mostrar isso a ele.

— Olha, Johnny, se você só está aqui para me encher o saco, melhor já ir embora — falei, um pouco irritada.

Ele ergueu uma sobrancelha, desafiador.

— E se eu disser que não estou indo a lugar nenhum até você me deixar entrar? — ele provocou, um sorriso malicioso nos lábios.

Eu respirei fundo, tentando controlar minha frustração.

— Você só vai entrar se for para ajudar com alguma coisa. — Declarei, decidida.

Johnny deu uma risada curta, como se achasse engraçado.

— Está vendo? Essa é a parte que eu gosto. — Ele se aproximou um pouco mais da porta. — Não faz mal ficar um tempo. Não é todo dia que tenho a chance de ver a "casa da Mia".

Eu me senti pressionada. Relutante, mas sabendo que era mais fácil deixá-lo entrar do que continuar argumentando.

— Só não comece a mexer em nada sem permissão, entendeu? — avisei, abrindo a porta um pouco mais.

Johnny deu um passo para dentro, dando uma olhada ao redor com um sorriso de satisfação.

— Pode deixar. — Ele respondeu, passando a porta e indo direto para a sala.

Breaking the Cobra code - Karate Kid Onde histórias criam vida. Descubra agora